Dicas de Termas de Chillán



Abaixo as dicas de quem já foi e tem muito a ensinar:


TRES MARIAS

Este é o nome de uma pista que você vai ADORAR.
É longa, muuuito longa (algo em torno de 11km) e tem a exata inclinação para sentir tesão, sem sentir medo. Assim, só ela já vale a viagem. Vai lá e depois conta prá gente o que sentiu.



AROMAS

Caminhe bastante dentro e fora do resort... Procure sentir os aromas que vem dos bosques. Mesmo prá quem não é fanático por perfumes, é inebriante. Curta todos os tipos de cheiros bons que passam, um deles é de terra molhadinha de chuva... Hummmmm... muito bom!



TREM PARA CHILLAN

A maioria das pessoas vai para Termas de Chillan de avião, descendo em Chillan (78 km) ou Concepción (130 km), mas se você quiser gastar pouquinho, e fazer algo diferente... vá de trem!!!
A Estação Ferroviária de Santiago é uma gracinha, o trem é simpático e razoavelmente confortável, a paisagem é incrível (vinhedos + desertos + Andes), tem bar no trem, e é muuuito barato. A viagem tem duração, entorno, de umas 5 horas prá fazer os 450km, esse é o lado, hmmm, menos bom...



GRUTA DA SANTA

Para ir até a gruta, saia caminhando do resort, pegue uma estradinha de terra (subidona), ladeando o bosque e o morro; Depois de uns 100 metros, há uma escada (bem precária) e uma gruta no meio da falésia. Lá dentro existe uma santinha, velas, etc.. Bom, a vista que se tem do bosque é linda, quase que, hmmm, inesperada!!!



SKIS RECOMENDADOS

Skiers: O ano passado tive a obrigação profissional, é claro, de provar alguns skis.
Foram vários, e ótimos - as novas tecnologias fazem ser cada vez mais fácil, seguro e prazeiroso esquiar na neve.
Minha recomendação: Rossignol B2, brancos, super-carving, 5cm A MENOS que a altura do vivente.
Soberbos na pista, no fora-de-pista, no extreme. Suaves o tempo todo, e duros quando preciso - um baita ski, meu!!!



REPORTAGENS

Em Termas de Chillán, spa, piscinas termais, bosques nevados e até um novo cassino disputam com o esqui a atenção dos hóspedes - e muitas vezes, ganham

Uma coisa é preciso admitir. Nós, que nascemos no Brasil, somos da terra da praia, do sol, do surfe. Daí o frisson que o esqui nos causa: o que para muitos gringos é só um esporte divertido, para nós é toda uma expedição ao fascinante e desconhecido mundo da neve. Mas convenhamos: esse mundo não nos pertence. Não está no nosso sangue. E a verdade é que passar uma semana inteira em um resort de inverno cuja principal diversão é esquiar, esquiar, esquiar, não agrada automaticamente a qualquer um.

É por isso que Termas de Chillán virou um sucesso. Você não precisa ser um amante do esporte, nem da aventura. Pode até ser medroso ou sedentário de carteirinha. Ainda assim, não vai sentir que gastou mal o seu dinheiro indo a uma estação de esqui. Como Valle Nevado, Portillo ou Las Leñas, Termas de Chillán é um complexo com três hotéis, prédios de condomínio, restaurantes, academia, bar. A diferença é que lá existem muitas outras atrações diurnas.

Para começar, tem as termas. O resort foi construído nas encostas de dois vulcões, o Chillán velho e o Chillán jovem. Por isso, há águas termais por todo lado: em piscinas ao ar livre ou dentro dos hotéis e até saindo das torneiras e do chuveiro do seu quarto - o que pode ser interessante pelas qualidades medicinais, mas nem tanto pelo leve odor de enxofre que a água carrega.

Na cola das termas vem o competente spa cinco-estrelas do Gran Hotel, o mais caro e delicioso do complexo. Não raro você encontra gente que chega só para uma semana de relaxamento e cuidados. (As brasileiras são de longe as mais vaidosas e preferem tratamentos de beleza aos de relaxamento: massagens redutoras, drenagens linfáticas), diz Jacira Duarte, uma esteticista e massoterapeuta brasileira que trabalha no spa durante as temporadas de inverno.

Por fim, vem a altitude. Como o resort está a apenas 1 680 metros- contra os áridos 3 000 metros de outros centros de esqui chilenos -, ele é cercado por bosques frondosos que podem ser admirados desde os quartos do hotel, de cima dos teleféricos e pistas mais altas, e de dentro por quem esquia em seus meandros. (A paisagem nas pistas de Chillán é bem mais bonita do que em Valle Nevado ou Portillo), diz a consultora de sistemas Erika Kinoshita, paulistana que fez uma viagem de 15 dias pelo Chile com o marido, o médico Marcos, completando a terceira estação esquiada em Termas. Além de enfeitar a paisagem, os bosques abrigam a maioria das atividades alternativas: trenós puxados por cachorros, motos de neve e esqui de fundo, uma espécie de (caminhada) em esquis adaptados a terrenos planos.

Para incrementar a diversidade de atrações, o resort investiu 8 milhões de dólares na construção de um prédio anexo ao Gran Hotel. Ali foram erguidos um cassino com 100 maquininhas caça-níquel, 14 mesas para cartas e roleta cuja inauguração está prevista para abril, um centro de convenções, um restaurante de comida internacional e uma cafeteriacom inaugurações previstas para maio.

Quem estiver hospedado no complexo entra de graça no cassino - entretanto, as refeições nos novos restaurantes não estão incluídas no pacote de meia-pensão dos hotéis. Outro privilégio para quem fica no Gran Hotel é que não precisa nem botar o nariz na neve para aproveitar as novidades: há um acesso direto, interno, para o novo prédio de atrações.

O rol de vantagens de se hospedar no Gran Hotel não é pequeno. O atendimento cinco-estrelas vai desde a prontidão do concierge até a pontualidade do serviço de quarto, que traz seu café-da-manhã na cama exatamente como você especificou no cartão pendurado do lado de fora da porta - e sem extras a pagar. A diferença no conforto e no tamanho dos apartamentos é grande. Só ali existe um elevador exclusivo para quem vai ao spa e às piscinas termais - onde todos andam de roupão e chinelinho, sem constrangimento. E, que me desculpem os hotéis sem charme, mas beleza é fundamental. Tudo - os corredores, o lobby, o bar, a sala de estar espaçosa onde rola um chocolate quente com bolachas no fim da tarde - é chique e discreto. Sabe aqueles hotéis em que você se sente superacolhido, acha tudo lindo, mas que não ostenta pisos luxuosos, mármores, quadros caros? Para casaizinhos em lua-de-mel ou não, é perfeito.

O restaurante Shangri-la, onde são servidos todos os almoços e a maioria dos jantares, segue o mesmo conceito. Ali você vai encontrar diariamente um bufê de saladas e sobremesas para incrementar seu prato principal escolhido à la carte. Para não enjoar do tempero, do ambiente e do cardápio que não muda, o pacote de estadia no Gran Hotel dá direito a jantares no Montañés - ao lado do Shangri-la e disputado pelos fondues - e no Club House, uma casa de carnes que fica fora das dependências dos hotéis e vira discoteca depois das 23h. O problema é que esses lugares exigem reserva prévia, e a procura é tão grande que fica difícil repetir o jantar em algum deles ao longo de uma semana.

Ficar no Gran Hotel vale cada centavo, mas se optar pela economia dos outros dois hotéis do complexo, preste atenção aos perfis. O Pirigallo, de nível intermediário, tem a vantagem de ficar em frente ao Gran Hotel e igualmente no meio das pistas, perto do Club House e do cassino. É bem completo, tem um spa grande - só que não tão bonito -, piscina termal, restaurante próprio e a mesma programação do Gran Hotel. O ponto fraco é a falta de charme dos quartos e áreas comuns. Ironicamente, o Hotel Pirimahuida, o mais econômico e preferido da moçada, é até mais charmoso. De toras de madeira aparente, parece um lodge de montanha, com um terraço que dá para uma linda paisagem nevada. O burburinho já começa na hora do jantar, entre as mesas compridas do restaurante que abrigam as turmas de amigos e as equipes de esqui ou snowboard que treinam em Chillán. O grande inconveniente é ficar 8 quilômetros abaixo do centro de esqui, no povoado de Las Trancas (onde há vários hoteizinhos, chalés e restaurantes). Uma van do resort transporta de graça quem está no Pirimahuida. E também acaba levando gente do Gran Hotel e do Pirigallo para alugar equipamentos de esqui lá embaixo - sempre mais baratos.

Porque, apesar de ter tantas outras distrações possíveis, não dá para deixar de (batizar) as pistas de Termas de Chillán. Os iniciantes podem escolher entre as quatro descidas verdes e as 12 azuis. Elas variam em altitude, então dá para deslizar ora no meio do bosque, ora no topo da montanha, vendo fumacinha que sai do vulcão. A estrela é a pista vermelha Três Marias, tida como a mais longa do Cone Sul, com 13 quilômetros de comprimento - uma boa meia hora de descida.

Só que a Três Marias não é tão fácil assim. Vale a pena fazer aulas antes. Ou, se você já esquia melhor, pedir que amigos mais experientes façam um teste antes. (Vou sozinha para ver como é e depois aviso o Marcos), diz a analista de sistemas Érika Kinoshita sobre a estratégia que usa para orientar o marido médico, menos experiente no esqui. (Avisei que a Três Marias tem um pedaço íngreme que ele precisaria descer sentado. Marcos caiu nessa rampa, mas adorou. E não deixa de reconhecer o grande barato de Chillán: (Para quem não esquia bem, é a melhor estação do Chile).


Por: Claudia Carmello Foto: Divulgação
Matéria publicada em Viagem e Turismo


Termas de Chillán
O melhor inverno de nossa vida

No alto da montanha, parte do complexo Termas de Chillán, fotografada do teleférico

Em variedade de pistas e beleza, Termas de Chillán bateu todas as estações de esqui da América do Sul no Prêmio Viagem 2006. Na predileção pela sexta melhor estação do mundo, os leitores provavelmente levam em conta o spa cinco-estrelas e as piscinas termais do hotel, localizado na chuvosa província de Bio-Bio, a apenas 1 600 metros de altitude a maioria das estações chilenas fica a mais de 2 000 metros. Com 29 pistas, voltadas principalmente para iniciantes e intermediários, o lugar tem neve de boa qualidade e proporciona experiências raras, como esquiar na encosta do inativo Vulcão Chillán ou entre árvores. Os hotéis do complexo atendem pelo telefone (56-2) 2233-133

PARA QUEM QUER GASTAR POUCO

O resort tem hospedagem econômica no Pirimahuida (tarifa semanal de US$ 650 a US$ 980, conforme a temporada; Cc: todos), no Valle Las Trancas, 7 quilômetros estrada abaixo. Ficar lá não dá direito às amenidades exclusivas do hotel principal, como o spa. Então, não custa nada conferir as pousadas ao redor. A M.I. (Mission Impossible) Lodge (Comuna de Pinto, Valle Las Trancas, 09-623-0412; diária a US$ 40 por pessoa) é administrada pelo casal de esquiadores franceses Bertrand e Anne Julie. Os quartos nesse chalé moderno são bem simples, mas os hóspedes passam a maior parte do tempo conversando ou acessando internet wi-fi ao redor da lareira do lounge - onde também são servidos crepes, a especialidade da casa. A Jamon, Pan y Vino (Sector las Trancas, km 70, 43-0148; diárias de $ 78 000 a $ 91 000) tem cabanas rústicas para até oito pessoas, com cozinha e camareira.

PARA QUEM PODE GASTAR MAIS

Mais moderno e luxuoso que os outros resorts de inverno do Chile, o Gran Hotel (tarifa semanal de US$ 1 200 a US$ 4 180 por pessoa, conforme a temporada; Cc: todos) é um oásis. A atmosfera pode parecer bastante formal, mas a limpeza e organização a toda prova e o acesso gratuito aos serviços do spa fazem a diferença. Enquanto namorados e maridos praticam o esporte por excelência do lugar, as mulheres que não esquiam se dedicam às muitas terapias e tratamentos de beleza do spa. As crianças, por sua vez, ficam enlouquecidas com os cães malamute do Alasca, que puxam trenós no passeio pela neve (US$ 12). E todos aproveitam as piscinas com água sulfurosa ao ar livre e aquecidas pela atividade vulcânica no subsolo. A melhor delas, com uma parte interna e outra externa, ganha um charme todo especial quando neva.

DE GRAÇA

Pelo isolamento e pela curta duração da temporada, é difícil achar programas gratuitos nas estações de esqui. Em Chillán não chega a ser uma questão de dificuldade. É impossível mesmo.

UM LUXO

Quem se hospeda em Termas de Chillán tem à disposição uma verdadeira maratona de tratamentos de beleza e relaxamento: aromaterapia (US$ 20), shiatsu (US$ 50), reike (US$ 44), hidromassagem sulfúrica (US$ 10), thalassoterapia com algas (US$ 45), banho de vapor natural (US$ 10), terapia com pedras quentes (US$ 82), massagem (US$ 51), fangoterapia (com lama vulcânica, US$ 45) e limpeza de pele com drenagem linfática (US$ 82), para citar poucos.

VIDA NOTURNA

Definitivamente, vida noturna não é o forte das estações sul-americanas de esqui. Em Chillán, a noite na montanha só ganha um pouco de graça nos bares de Las Trancas, a exemplo do Snow Pub e o Olivas, onde se reúnem esquiadores radicais e a galera jovem. Como a boate do Gran Hotel não faz a noite ferver, o complexo tenta reverter o quadro com a inauguração nesta temporada do Cassino Termas de Chillán, com roleta, caça-níqueis e carteado.

DICAS

Dá para ir de helicóptero (09-021-4366; US$ 95 a US$ 380) até a cratera ainda quente do vulcão, a 3 200 metros de altitude. De lá, a descida é pela neve virgem, entre fendas fumegantes, até a pista Tres Marias - a mais longa da América do Sul e uma das maiores atrações do resort. O desnível vertical da aventura supera os 1 000 metros. (Não é para principiantes, mas quem já esquiou em neve fofa vai se sair bem), afirma o administrador de empresas e esquiador Marcelo de Toledo Piza, em sua segunda ida ao resort.


Por: Rodrigo Pereira Foto: Cláudio Campos
Matéria publicada na Revista Viagem e Turismo


ESTAÇÃO DE ESQUI CHILENA É PALCO DE EVENTOS ESPORTIVOS

Termas de Chillán sedia campeonatos de esqui e snowboard entre os dias 2 e 9 de setembro. Inscrições estão abertas!

O centro de esqui Termas de Chillán será palco do 1º Campeonato Brasileiro Amador de Esqui e da 1ª Copa de Snowboard. Os eventos acontecerão entre os dias 2 e 9 de setembro e deve reunir aproximadamente 50 praticantes de diversas partes do Brasil. Haverá disputas de esqui e snowboard, onde o objetivo de ambas é completar um percurso em alta velocidade. Na primeira, o competidor deve fazer uma pista traçada. Já no snowboard, as manobras acontecem em um snowpark. A inscrição deve ser feita no site da Confederação Brasileira de Desportos de Neve (CBDN), www.cbdn.org.br.

Paralelamente será realizada uma prova para esquiadores e snowboarders iniciantes. Aqueles que desejarem competir, mesmo sem ter tido qualquer contato prévio com esportes de neve, contarão com aulas e clínicas dadas por experientes profissionais. Localizada em uma das mais belas regiões do Chile, aos pés da Cordilheira dos Andes, a estação está cercada por uma vegetação exuberante, sinuosos rios e pelo imponente vulcão Chillán e conta com 29 pistas e 11 meios de elevação.

Quem prefere atividades mais tranqüilas também poderá desfrutar do local. Chillán oferece um completo Spa – com tratamentos que vão de aromaterapia a massagens relaxantes e shiatsu -, salas de jogos, academia e três piscinas termais, sendo uma coberta e duas ao ar livre. Outras opções são um circuito para motos de neve e trenós puxados por cachorros.

À noite, a diversão fica por conta de shows de música ao vivo e folclóricos, concertos de câmara, jantares especiais e aulas de dança. Durante o evento, a estação organizará coquetéis, degustações de vinhos, shows de bandas brasileiras e festas com DJs na boate Club House. No local, o turista pode escolher entre três tipos de hospedagem: o Grand Hotel, um cinco estrelas que conta com 120 apartamentos; os aconchegantes hotéis Pirigallo e Pirimahuida, ambos três estrelas ou um condomínio composto por seis edifícios, todos com apartamentos que comportam de três a seis pessoas e contam com cozinha, televisão e serviço de camareiras.

Os pacotes para o evento de esqui custam a partir de US$ 1063 por pessoa e incluem hospedagem em apartamento duplo com meia pensão (café da manhã e jantar), passagens aéreas e traslados entre o aeroporto de Concepción e o hotel.


http://www.portodenoticias.com.br/noticia.asp?id=497


TERMAS DE CHILLÁN- relaxe e curta a paisagem
Região do Chile oferece conforto e pistas de esqui para turistas de todo o mundo

Uma das cidades mais antigas do Chile, Chillán localiza-se a 480 km de Santiago. Entre as paisagens da região, que possui dois vulcões, há estações de hidroterapia e pistas de esqui. As Termas de Chillán oferecem aos turistas piscinas aquecidas, além de lamas medicinais de origem vulcânica, spas e outras atividades de relaxamento.

Para os que gostam de aventura, a 1600 metros de altitude, encontra-se um espaço para pistas de esquis, o mais extenso da América do Sul. A área de dez mil hectares divide-se em 28 pistas. Todas se encontram na área do Vulcão Chillán, onde o topo é coberto por neve durante o ano inteiro. Há um centro de treinamento com instrutores de diversas nacionalidades. Os cursos possuem modalidades e níveis. Além disso, há uma equipe de segurança exclusiva para atender aos esquiadores

Outras atividades oferecidas variam entre passeios de trenós, puxados por cães da raça husky siberiano, cross-country e snowmobiles (motos para neve). O turista pode aproveitar e conhecer os bosques e vales da região, fazendo a trilha do snowpark.

A melhor época para aproveitar o clima e os passeios é entre a segunda quinzena de junho e o início de outubro, quando a quantidade de neve é maior. Durante este período, há campeonatos de esqui, atrações de snowmobile, eventos para crianças e a semana gastronômica. No inverno, os restaurantes oferecem comidas típicas dos Alpes suíços, além de pratos nacionais.

As termas oferecem acomodações para famílias e grupos de amigos. Nos hotéis Pirigallo, Pirimahuida e Gran Hotel Termas de Chillan, o turista encontra apartamentos variados, restaurantes, spas e piscinas termais, sala de jogos, discotecas, vídeo e creches. Todos estão próximos às pistas de esqui.

O visitante também tem a opção dos condomínios. Estão distribuídos em seis edifícios, com três apartamentos de duas a seis pessoas. Todos possuem cozinha completa e serviço de quarto. Nas proximidades há o Club-House, com serviço de restaurante, bar, sala de estar, piscina e um mini-mercado.

Uma atividade que atrai esquiadores experientes e de nível médio é o Heliski. Para esse esporte é preciso boa condição física, devido aos efeitos da altitude e à dificuldade da descida, e familiaridade com o único equipamento usado: a prancha. Um helicóptero leva os esportistas até determinada altitude e os solta para a descida.


http://yahoo.guiadasemana.com.br/fotos.asp?ID=23&cd_news=30706&IMG=termas_01&nm=10


ELEGANTE FOUNDE PARA VIPS EM CHILLÁN

Após dias de alegria e aventura, os convidados brindam o final da 8ª Temporada de Inverno de CARAS com um elegante jantar no Gran Hotel Termas de Chillán. O grupo se reúne para saborear especialidades alpinas, degustar vinhos das melhores safras chilenas e reafimar as novas amizades. No cardápio, um requintado fondue, que delicia a todos.

O chef Sergio Calderón (42) preparou três tipos de fondue: de queijos Polenghi, de carne e de chocolate. Simpático, fez questão de servir pessoalmente os convidados de CARAS. Presença garantida em todas as temporadas de inverno, Sérgio, que é chileno, se dá muito bem com os brasileiros. -Adoro participar dos eventos de CARAS. Sempre preparo pratos especiais para os convidados. Já estive no Brasil, conhecendo o melhor da gastronomia de suas metrópoles, conta ele. Além de participar do jantar, o chef atrai as atenções dos ilustres convivas ao falar da origem do prato escolhido: -Diz a lenda que, na Idade Média, uma região na Suíça passou por um período de superprodução de queijo. Para não desperdiçar o excedente, os produtores decidiram derretê-lo e conservá- lo com álcool. Utilizaram kirsch, uma aguardente típica feita com cerejas. Dizem que alguém pegou um pedaço de pão para experimentar e daí surgiu o fondue. Na minha receita, além de vários tipos de queijo, uso vinho branco e licor de cereja, ensina ele sob os olhares atentos dos vips, entre eles as atrizes Bruna Di Tullio (24) e Julia Lemmertz (43). (Que noite ótima. Fondue de queijo é o meu preferido, acompanhado com vinho resulta numa combinação perfeita), elogia Julia. (O de queijo e o de carne estão ótimos, mas o de chocolate é imbatível. O ambiente está muito agradável e a companhia, melhor ainda), comenta Bruna.

Ao som de jazz e bossa nova, o ator Kadu Moliterno abre a primeira garrafa de vinho. -Quero erguer um brinde a esses dias agradáveis que passamos aqui. Foi nota 10!, disse ele, ao lado dos filhos Lanai (12) e Kauai (14). O casal Julia Lemmertz e Alexandre Borges (40) compartilham do mesmo sentimento. (Viajar em férias com a família é sempre um prazer. Fomos muito bem tratados aqui. A nossa evolução no esqui foi impressionante. Estamos prontos para as próximas vezes. Só não podemos demorar muito para voltar a Chillán), destaca Alexandre. (Mas da próxima vez temos que trazer a Luiza também. Ela com certeza vai adorar tudo isso), completa Julia, referindo-se à filha mais velha, prestes a voltar da Europa, fruto de outro relacionamento da atriz.

O clima de descontração toma conta da noite, que passa a ser, então, enriquecida com boas histórias e gostosas gargalhadas. A jornalista e atriz Cynthia Benini (32) quer saber o significado dos nomes dos filhos de Kadu. (Kauai significa bonito e Lanai, pequena lua. Além disso, são nomes de ilhas havaianas. Tem ainda o caçula, Kenui, que quer dizer pequeno sol), detalha ele, um apaixonado pela natureza. (As crianças já têm um amor grande não só pelo verde, mas principalmente pelos animais. Aliás, nossa casa parece um zoológico. Temos quatro cachorros, dois aquários, galinheiro, tartarugas, iguanas, um casal de pavão e um furão), conta o ator, arrancando risos dos demais. Ele também relembra sua infância no campo: -Gosto de estar perto da natureza. Passava férias no interior de São Paulo. Tinha muito contato com o campo. Depois, comecei a ter uma relação maior com o mar. Não largo o surfe por nada. Outro apaixonado pelo mar, o apresentador Christiano Cochrane (34) concorda com Kadu. -Me mudei de São Paulo para o Rio para ficar mais perto das praias. Pratico kitesurfe, o esporte da minha vida, acrescenta o apresentador. Nas pistas que circundam o hotel, parte do complexo turístico Termas de Chillán Ski & Spa Resort, Cynthia Benini revela que arriscou-se nas descidas. -Sou apaixonada por snowboard. Fui na Três Marias, uma pista intermediária de 30 km. A vista é maravilhosa. Mas, o melhor em Chillán é que, quando o corpo cobra o esforço realizado, temos opções de massagens e piscinas de águas térmicas, ressalta a jornalista.

Kauai e Lanai também relembram suas performances na pista de esqui. -Vivi experiências inesquecíveis na neve, disse ele. -Foi muito divertido esquiar, define Lanai. De vez em quando, Cynthia desvia a atenção da conversa para brincar com a filha, Valentina (3). Passeando em volta da mesa, a menina pula no colo da mãe, que a enche de beijinhos.

Kadu, Alexandre e Julia conversam ainda sobre as expectativas para as gravações da minissérie Amazônia: De Galvez a Chico Mendes. -Farei o José Plácido de Castro, o cara que liderou a Revolução Acreana, a luta que tornou o Acre independente da Bolívia, conta Alexandre Borges. -Para caracterizar o meu personagem usarei barba. Será diferente, comenta Kadu. -Vou entrar na segunda fase e não precisarei ir para o Acre, diz Julia, que se prepara para estrear no Rio de Janeiro a peça Molly Sweeney, na qual interpreta uma cega que volta a enxergar depois de quarenta anos.

Para os namorados Bruna e Christiano, os alpes chilenos são um cenário dos mais românticos. -Esses dias em Chillán foram muito gostosos. Aproveitamos para namorar e descansar, avalia Chris. -Amei Chillán. O hotel é maravilhoso. Fiz várias massagens no spa, relaxei na piscina termal. Consegui esquiar, comecei a aprender snowboard. Curti muito o meu amor. Foi tudo uma delícia!, festeja a atriz.

Agradecimentos: Miss Sixty, TNG, Cecilia Prado, Canalli, Lilica Ripilica, Wanessa Ftireis, MissBella, Bill, Due, Cecilia Dale, L’Oeil e Raul’s. Produção visual: Carlinhos Duarte/ CHD Produções e Eventos; Figurino, Cabelo e Maquiagem: Fabinho Araújo by Bed Head/ Tigi e Paul Mitchell; Coordenação operacional: Jaime Borquez.


por: Adriana Trujillo
FOTOS: MARTIN GURFEIN E MARCO PINTO/ SAVONA


Campeonato de Esqui reuniu dezenas de brasileiros em Chillán

O 1º Campeonato Brasileiro Amador de Esqui e 1ª Copa Travel Ace de Snowboard, organizados pelas operadoras de turismo Interpoint e Snowtime, reuniram 57 atletas em Termas de Chillán, ao sul do Chile. Os eventos contaram com a participação de representantes das cidades de São Paulo, Santos, Santo André, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador, comprovando que os esportes de neve fazem cada vez mais sucesso por aqui. Estatísticas do Serviço Nacional de Turismo do Chile, por exemplo, indicam que o número de brasileiros que visitam anualmente as estações de esqui do país passou de 14.760 em 2000 para 37.165 em 2005, o que representa um crescimento de 152%.

A competição de esqui teve caráter oficial, já que foi regulamentada pela Confederação Brasileira de Desportos de Neve (CBDN) e premiou atletas nas categorias Aspirantes, Infantil, Pré-Mirim, Mirim, Juvenil, Masters A e Masters B, tanto masculino quanto feminino. Os medalhistas de ouro foram:Maria Beatriz Righi Conde e Paulo Mauro Neto (Aspirantes), Bruna Luiza dos Santos e João Laloni (Infantil), Isabella Monti e Rodrigo Sassi (Juvenil), Patricia Monti e Michel Eberhardt (Masters A), Diney Pinto e Luís Carlos Cagliano Santos (Masters B), Maria Levy e Hugo Laloni (Pré-Mirim), e Pedro Levy (Mirim). Já na competição de snowboard, as medalhas de ouro foram entregues a Karina Oliani e Gustavo Madi Colasuonno (Aspirantes), Felipe Laloni (Juvenil) e Leonardo Oliveira (Masters A).

Além das disputas, os brasileiros aproveitaram uma programação completa de lazer, que contou com chocolate quente nas pistas de treino, churrasco, um coquetel oferecido pelo renomado chef Erick Jacquin, degustações de vinhos, shows e festas com DJs. Os eventos contaram com patrocínio das empresas Travel Ace e Benevento.


Editoria: Vininha F. Carvalho 26/9/2006
Fonte: AD Comunicação & Marketing
Fonte Link: www.interpoint.com.br


Chillán, a estação da preguiça

-Ya vamos!, grita o condutor. E imediatamente os cinco cães da raça alaskan malamute começam a correr e - com esforço - puxar o trenó. São 20 minutos por uma trilha no meio de um bosque lindíssimo. Em Termas de Chillán, a estação se organizou nas encostas de dois vulcões: os Chillán Velho e Jovem. A base fica a menos de 1 700 metros, altitude que comporta árvores frondosas. -Stop!, grita o condutor. O comando desliga um botão nos cães. Chegam a voar flocos de neve na nossa cara.

O passeio é só uma das atividades outdoor de uma estação onde esquiar não é o principal, como é o caso de Portillo. Suas pistas não garantem grandes emoções aos mais experientes. Os fora-de-pista não são muito radicais nem os teleféricos muito novos. Para se tornar competitiva em relação a Portillo e até a Valle Nevado, a maior estação chilena, Chillán investiu numa estrutura hoteleira de primeira. Aposta certa para um lugar sossegado e belo por natureza, onde a paisagem, com bosques, é um dos pontos altos.

São as fontes termais, entretanto, o hit da estação, e uma das coisas que fazem o Gran Hotel Chillán - o cinco-estrelas detentor de um competente spa - ser a maravilha que é. Além dele, há mais dois hotéis. A opção mediana, o Pirigallo, tem boa estrutura e até spa, mas pouquíssimo charme. O mais econômico, o Pirimahuida, tem o inconveniente de ficar em Las Trancas, a 8 quilômetros de lá.

Para ser franca, quem vai a Termas de Chillán tem de ficar no Gran Hotel. Guarde dinheiro, deixe para o próximo ano, mas fique lá. Ele é chique e discreto, um daqueles lugares onde você não entende bem por quê, mas acha tudo uma delícia.

A começar pelas piscinas. Na entrada, uma plaquinha avisa que não é possível controlar a temperatura da água (em geral,de 36ºC a 38ºC), já que ela vem direto do vulcão. É um tanto pegajosa e com odor de enxofre, mas basta se acostumar para caminhar, dentro dela, para fora do hotel, onde o céu negro passa a ser a cobertura. O choque térmico violento sente-se no rosto, mas o corpo não sofre.

Para chegar às piscinas é preciso passar pela recepção do spa - elegante, cheia de chazinhos gostosos. A melhor estratégia é reservar no primeiro dia todos os tratamentos que desejar, ainda mais se quiser conciliá-los com o esqui. Digo (se quiser conciliar) porque não é raro encontrar gente no Gran Hotel que vem só para relaxar mesmo.

Não é difícil tomar essa decisão. Num hotel em que há água termal saindo até das torneiras - e da banheira - do quarto, e onde se pode passar os dias entre uma sessão de shiatsu na água, uma de fangoterapia (aquele tratamento com lama vulcânica) e outra de spirit heal (massagem que une reflexologia, exercícios respiratórios e alongamento), dá vontade de sair para sentir o ventão frio do teleférico na cara?

É aí que entram os trenós puxados pelos cachorros. Eles são uma alternativa outdoor ao esqui. Junto com o esqui de fundo (modalidade para trilhas quase planas, incluída entre as atividades gratuitas do resort) e as motos de neve, que você mesmo pode pilotar por trilhas no bosque.

Por volta das 16h30, a massa volta dos passeios e das pistas diretamente para um chocolate quente com biscoitos à disposição no living do Gran Hotel. É um dos momentos auge do dia - reunidos nos sofás confortáveis, todos conversam. Isso pode durar horas, até o jantar, geralmente no restaurante Shangri-lá, único que não requer reserva prévia. Os dois restaurantes para variar são o aconchegante Montañés, com pratos mais elaborados e fondues, e a steakhouse do Club House. Ainda assim, a gastronomia não é o ponto alto de Termas de Chillán. (Esse problema se compensa com muito vinho.)

É no mesmo salão de convivência onde rolam, depois das 22h, shows de música ao vivo. Há quem continue a noite no pub anexo ao Club House. Mas não é a escolha da maioria. Chillán é a estação de esqui mais romântica da América do Sul. Depois de tanta água quentinha de vulcão, tanto vinho e um showzinho de sax no salão, o melhor a fazer é voltar para o quarto. Bem acompanhado.


Viagem e Turismo - Edição 129 - 07/2006
Por Claudia Carmello - Fotos: André Penner - Colaborou: Theresa Dino


Chillán
A estação chilena oferece rampas nevadas fabulosas. Mas tem gente que vai para lá e não sai do spa!

Dizem que, quando Deus criou a Terra, esqueceu as montanhas fumegantes numa caixa. Ao iniciar a partilha, tropeçou e a caixa entornou. No Chile, caíram milhares desses vulcões, todos na coluna granítica chamada Cordilheira dos Andes. De Arica à Terra do Fogo o Oiapoque ao Chuí dos chilenos , o território é pontuado por estações de águas termais, poucas com infra-estrutura. A exceção mais gloriosa, claro, é Termas de Chillán, o maior centro de esqui e spa do Cone Sul.

O complexo fica 480 quilômetros ao sul de Santiago, no sopé de dois cones vulcânicos, o Chillán Velho e o Jovem, que ainda solta fumaça. Essa combinação de neve e fogo garante águas cálidas, sulfurosas, alcalinas, ferrosas e, claro, lama das cinzas vulcânicas. Falamos de uma das poucas estações onde é possível esquiar entre bosques de carvalho e encostas de vulcões. São 28 pistas uma delas, a Três Marias, tida como a mais longa do Chile, com 14 quilômetros.

Depois, o descanso do guerreiro. Terminada a sessão na neve, começam outras, relaxantes, nas piscinas cobertas ou descobertas, jacuzzis e até na banheira do apartamento, já que das torneiras sai a pura água mineral dos Andes. Apesar de tudo parecer, assim, um imenso spa natural, existe um propriamente dito, com tratamentos de beleza com lama, massagens, reiki, shiatsu, reflexologia, hidroterapia, aromaterapia e outras formas de relax para corpo e espírito. Não à toa, muita gente aparece em Chillán sem nenhuma intenção de esquiar.


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Termas de Chillán - América do Sul

A mistura de spa com centro esportivo transformou a região em destino cobiçado pelas famílias. A água de enxofre brota no cume do Vulcão Chillán Nuevo. Sai do solo a 94ºC. Desce, em meio a canaletas, no coração da Cordilheira dos Andes, até 1.610 metros de altitude. No caminho, vai resfriando e repousa em piscinas térmicas a 36ºC. Eis uma das mágicas dessa estação de esqui localizada a 480 quilômetros ao sul de Santiago, no Chile. Há quem a procure apenas pelos benefícios de um spa, em busca do contraste entre o frio da neve e o calor das águas.

Como chegar
De Santiago até o aeroporto de Chillan são 400 Km (50 min de avião, 4h30min de carro, 5h30min de ônibus e 5h de trem). Do aeroporto até o centro de ski são 82 Km, cerca de uma hora de carro.

Esportes radicais
Quem gosta de aventura também encontra o que fazer por lá. O verão é excelente para se dedicar a esportes aventureiros, como o trekking até os vulcões Chillan Nuevo e Chillan Viejo, mountain bike e cavalgadas.

Terapias e relaxamento
O Spa Termal fica no Gran Hotel, o mais importante complexo hoteleiro do lugar. Suas piscinas de águas sulfuradas são aquecidas naturalmente pela lava dos vulcões próximos. Segundo funcionários do hotel, 30 minutos de imersão equivalem a nove horas de sono bem dormidas. Além das piscinas, há um cardápio generoso de terapias relaxantes. Entre elas estão a hidroterapia - ideal para estimular os sistemas circulatório e linfático; a aromaterapia - onde recebe-se uma massagem de vibração de calor, banho de luz, som e aromas relaxantes, ótimos para regular o sistema imunológico; a fagoterapia - em que se utiliza o barro vulcânico para eliminar toxinas da pele; banho de sais e algas - ideal para ativar a circulação, nutrir e melhorar a cor da pele.

Gastronomia
Buffet do Gran Hotel: o restaurante tem reputação de ótima gastronomia. São 20 pratos à la carte, além de uma mesa de saladas, frios e sobremesas. Dica: experimente o salmão – o Chile é o principal produtor mundial desse peixe. El Montañés: é outro restaurante dentro do Gran Hotel. A especialidade da casa são o fondue e as carnes de caça. Peça javali, veado ou ancas de rã. São pratos que vão muito bem com vinho tinto. É ponto destinado a uma refeição mais calma e demorada. Vá à noite.

Hotéis
Gran Hotel Termas de Chillán: são 120 quartos num edifício de sete andares. As suítes dão para os bosques de carvalho e as pistas de esqui. Para quem viaja com crianças, há uma creche à disposição. As três piscinas aquecidas são fundamentais.

Hotel Pirigallo: situado em meio às pistas. São 48 suítes com o charme acolhedor das construções de montanha. O restaurante é muito bom. Vale a pena reservá-lo com pensão completa.

Hotel Shangri-lá: situado na região de Las Trancas, a 10 quilômetros do centro de esqui. Há transporte gratuíto, em ônibus confortáveis, até o complexo de esqui. Recomendado para grupos de jovens ou famílias grandes, diante da animação freqüente do lugar.


www.nascimento.com.br


Esquiando em Termas de Chillan

Introdução

Chillán é uma das cidades mais antigas do Chile e também uma das mais belas. Em uma região vulcânica, a paisagem não é o único atrativo, há também as estações de águas termais e as 29 pistas de esquis que fazem da cidade um dos roteiros preferidos para esportistas e turistas. Mesclando a vontade de esquiar, relaxar na hidroterapia e aproveitar as belas paisagens promovidas pelos vulcões e pela neve, a região atrai cada vez mais visitantes, e torna-se conhecida no mundo inteiro.

No Centro de Esqui e Termas, a 80 quilômetros da cidade, são oferecidos restaurantes, pubs, discotecas, piscinas térmicas, spas, lojas, lanchonetes, café, pronto-socorro, centro de compras, além de instrutores e aluguel de equipamentos.


Histórico

A cidade foi fundada em 1579, por Martín Ruiz de Gamboa, capitão general e governador do Chile, que na época batizou a cidade de San Bartolomé de Chillán.

Nesses mais de 400 anos, a cidade se desenvolveu, cresceu e sofreu com terremotos e com a fúria dos vulcões. A cidade passou por diversos problemas, sendo atacada nas guerras, abandonada e reconstruída em várias oportunidades.

Em 1751, Chillán foi removida de seu lugar original por Ortiz de Rozas. Em 1835, um grande terremoto destruiu novamente a cidade, que se viu obrigada a voltar para sua localização original, criando assim a nova Chillán. Em 1939, quase 100 anos depois, outro terremoto destruiu quase 90% da cidade, que foi então novamente reconstruída.

Hoje, Chillán está em crescimento, e é a capital da província de Nuble (VIII Região).

As construções da Chillán moderna são elaboradas de acordo com as características da região: anti-sísmicas, fortes e resistentes.


Atividades

O Mercado de Chillán é um dos principais atrativos para turistas. Lá, são oferecidas obras em cerâmica, tecidos em lã, trabalhos em madeira, além de rendas, mantas, ponchos ou palas, e outras peças de vestuário típico dos Andes. O edifício foi reformado em 1991, quando modificaram as instalações interiores e remodelaram os espaços reservados para o comércio.

O Convento de São Francisco era o centro dos missionários jesuítas. Hoje, o convento é um museu que expõe objetos religiosos dos tempos da colonização. A cúpula do prédio é aberta a visitações, daonde pode-se ter uma boa vista panorâmica da cidade.

No Parque Monumental Bernardo O’Higgins, os visitantes podem conhecer um mural de pedra com 60 metros, onde é narrada a vida do Libertador O´Higgins, que nasceu em Chillán em 1778.

A Escola de Chillán foi construída em 1939. Suas paredes têm murais dos pintores mexicanos David Alfaro Siqueiros e Xavier Guerrero. Eles contam a história entre Chile e México, com uso forte de cores e expressividade marcante.


Termas de Chillán

Uma das principais atrações de Chillán são as águas termais. À cerca de 80 quilômetros da cidade, elas estão no complexo hoteleiro e o turista poderá aproveitar banhos em piscinas aquecidas por um vulcão inativo, onde as temperaturas ficam em torno de 36 a 38 graus, além de lamas medicinais de origem vulcânica (fangoterapia), spas e outras atividades de relaxamento.

As piscinas costumam ser mais badaladas no fim do dia, quando os esquiadores resolvem descansar nas águas sulfurosas e minerais, ou nas espreguiçadeiras espalhadas em volta das piscinas.

A região tem completa infra-estrutura para os visitantes e oferece excursões e passeios durante todas as épocas do ano. A estrada que leva às termas atravessa o bosque nativo e sobe por curvas que margeiam a bela vegetação natural.


Pistas de Esqui

A 1600 metros de altitude encontra-se a pista de esqui mais extensa da América do Sul. Ao todo são 29 pistas distribuídas em uma área de dez mil hectares. Todas elas estão localizadas junto ao Vulcão Chillán, cujo topo é coberto de neve nas quatro estações do ano.

As pistas, por serem extensas e apresentarem boa infra-estrutura, atraem esportistas de todo o mundo, mas grande parte dos visitantes é de pessoas que nunca colocaram um esqui nos pés. Passam o dia brincando e tentando se equilibrar enquanto descem pela neve. Há pistas para todos os gostos e níveis, difíceis, médias e trechos complicados, que exigem perícia dos esquiadores, mas também há locais agradáveis e ideais para os novatos.

Além do esqui, Chillán oferece passeios de trenós puxados por cães da raça husky, snowmobiles (moto para neve), cross-cuntry e snowpark. Os passeios cruzam os vales e bosques da região. Lá, é possível vislumbrar toda a paisagem do local, principalmente o vulcão e sua neve.


Vulcões

Todo o Chile foi construído ao redor de atividades vulcânicas. Suas cidades, estradas, montanhas e territórios são formados e cercados de vulcões, mas, em Chillán, o vulcão não é apenas parte da cidade, ele é vital a todos. Nele, as pistas de esqui se formaram e, a partir dele, a água termal escorre pelo subsolo e surge nas piscinas aquecidas, além da lama vulcânica terapêutica, muito bem aproveitada pelos turistas.

Verdadeiramente, em Chillan não existe apenas um vulcão, mas um complexo vulcânico formado principalmente por 2 vulcôes que são o Chillán Velho (maior) e o Chillán Novo (menor). Ambos são vistos por todos da cidade e ficam há 3000 metros de altitude. Ainda sai fumaça de seus topos, mas eles já não estão muito nervosos. Calmos, os vulcões não entram em erupção há muito tempo. O maior, desde 1890, e o menor teve uma leve atividade em 1974.

Quem vai a Chillán tem o privilégio de concentrar num mesmo dia alguns prazeres raros: paisagens bonitas, esportes agradáveis, terapia em águas termais e matar a curiosidade de ver e tocar nas encostas de um vulcão.


Dicas

As pistas de esqui estão sobretudo localizadas nas encostas do Nevado Chillán, adjacentes ao vulcão Chillán Novo. Utilizando os teleféricos das pistas de esqui, você pode subir até os pontos mais altos do Nevado, e de lá seguir andando mais 2 horas até atingir a cratera do Chillán Novo. Esta subida é aconselhada apenas para pessoas habituadas à trekking e à neve virgem.

Nestas encostas, é possível praticar-se a modalidade fora de pista, isto é, os praticantes de snowboard e de esqui descem em terrenos selvagens, não monitorados pela estação de esqui.

É possível também uma subida moderada para a visualização do complexo de gêiseres, que se localizam logo no começo das encostas do Nevado Chillán.

No verão, existem outros tipos de atividades e os hotéis estão abertos para os turistas que querem desfrutar de caminhadas, cavalgadas, trekking e banhos em piscinas.


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Verão em Termas de Chillán
Revise os Programas de Verão 2008

Entre Outubro e Junho, Termas de Chillán SPA & SKI Resort oferece a seus hóspedes uma variada gama de atividades, em contato com a majestosa beleza da paisagem.

Relaxe-se e desfrute deste completo SPA Resort imerso em uma formosa paisagem natural do nosso país.


Trekking

O privilegiado meio de Termas de Chillán outorga a possibilidade de desenvolver múltiplos passeios pela Cordilheira dos Andes, percorrendo maravilhosos circuitos, imersos entre uma floresta milenária, que permite ao visitante se conectar com a natureza e apreciar diretamente as bondades de uma paisagem incomparável. Entre as diversas viagens a se realizar encontram-se as expedições ao Vulcão Chillán, a Gruta dos Pangues, La Olla do Mote, Shangrilá, Rota dos Frailes, Las Tres Marias, Valle de Aguas Claras, Mirador das Termas, Valle Hermoso, Glaciar Nevado e Valle de Aguas Calientes, entre outras.


Tênis

Para aqueles adeptos ao tênis, contamos com duas quadras de asfalto, que permitem desfrutar deste clássico esporte dentro de um meio rodeado de montanhas, tanto para aperfeiçoar sua técnica ou para tomar divertidas aulas durante o verão, com profissionais expertos, tendo a possibilidade de alugar todo o equipamento esportivo se fora preciso.


Golfe

Imersa em um meio rodeado de floresta nativa milenária e com espetaculares visitas ao vulcão e nevado Chillán, encontra-se a quadra de Golfe de 9 buracos de Termas de Chillán, cujas características são:

Quadra de Golfe Buraco BRANCAS VERMELHAS PAR

Homens Mulheres
1 276 264 PAR 4
2 130 96 PAR 3
3 119 110 PAR 3
4 316 278 PAR 4
5 321 271 PAR 4
6 113 104 PAR 3
7 257 251 PAR 4
8 426 420 PAR 4
9 554 540 PAR 5


Mountainbike

Para praticar este apaixonante esporte de montanha contamos com aluguel de bicicletas e equipamento de segurança para realizar expedições dirigidas por guias especializados, os quais o insertarão por diversas paragens de floresta nativa, atravessando montes, percorrendo vertentes e esquivando numerosos obstáculos que darão emoção a este renomeado esporte aventura.


Flora e Fauna

Graças à diversidade de flora e fauna existentes nas paragens cordilheiranos de Termas de Chillán, é possível realizar regularmente expedições de observação onde as crianças e os adultos aprendem as características primárias de cada uma das espécies. Insertando-se no seu habitat você descobrirá de maneira divertida e em pleno contato com a natureza a importância de proteger cada exemplar vegetal e animal que conformam nosso ecossistema.


Canopy

Uma experiência inesquecível, descubra a emoção de atravessar uma floresta milenária deslocando-se pelas copas das árvores e perceber a vida como um pássaro. Fotos e informação de Canopy em Termas de Chillán


Escalada em Rocha

Os redores de Termas de Chillán permitem praticar, durante o verão, a escalada livre em rocha por paredes naturais com circuitos pré-traçados, uma atividade que põe a prova toda a destreza e mente fria do participante. Com a ajuda de instrutores especializados pertencentes a nossa Escola de Escalada, existe uma máxima segurança para quem deseja se iniciar nesta interessante disciplina, a qual combina a concentração e o controle do equilíbrio corporal com um meio natural que contribui a uma atividade física altamente gratificante.


Escola Ecuestre

Aprendamos dos cavalos, um convite que nos aproxima à nobreza de um ser leal e poderoso que tem acompanhado ao homem desde tempos imemoráveis.


Telescópio

Admire um universo cheio de estrelas, aprenda reconhecê-las, descubra as constelações e comprove que a pureza de Termas de Chillán não está somente em suas águas, mas sim também no seu céu.


www.chileanski.com


Preparação Física para a esqui e snowboard

Para facilitar o entendimento de como as pessoas devem iniciar um treinamento para temporada de inverno, achamos melhor dividir em níveis de desenvolvimento físico:

1. Sedentários, ou pessoas que não realizam exercício com uma freqüência mínima de 3 vezes por semana.

2. Não atletas - pessoas que realizam exercícios físicos mais de 3 vezes por semana, com regularidade, e com mais de um ano em atividade.

3. Atletas.

Geralmente indivíduos sedentários, quando vão para uma temporada de esqui e snowboard, não ultrapassam uma semana em uma estação de esqui. A atividade física extenuante torna esse curto período de tempo , mais do que o suficiente para se sentir o desgaste físico. Isso independe se temos um iniciante ou mesmo um veterano no esporte.

Para quem se encontra sedentário, o melhor é começar o quanto antes alguma atividade.

O treinamento mais indicado para este grupo de pessoas, será buscar uma melhor condição física geral de forma equilibrada e progressiva. Buscar exercícios aeróbicos (pois a maioria das estações de esqui estão em altitudes acima dos mil metros), e alguma base no treinamento de força contra resistência (musculação) sem necessidade de buscar uma especificidade.

Membros superiores, inferiores, abdominais e Flexibilidade (alongamentos) serão indispensáveis no treinamento, seja para quem vai realizar esqui, e/ou snowboard.

O quanto antes iniciar o trabalho físico, melhor. Quem sabe, com um período de 4 meses de treino, e muita dedicação não se consegue passar a outra fase de treinamento.

Para aqueles que realizam atividades físicas com boa regularidade (não-atletas), sugerimos que estes busquem trabalhos específicos em academias. Locais em que encontrarão profissionais competentes para este tipo de trabalho.

Trabalhos específicos para fortalecer grupamentos musculares que agem sobre as articulações dos tornozelos (principalmente para snowboarders), joelhos e quadris serão imprescindíveis. Como o esporte é apaixonante, e a cada descida se consegue alguma evolução, a capacidade física deste grupo de pessoas, tornam a pratica do esporte incansável, e com isso, os riscos aumentam. Pessoas acostumadas ao esporte, e treinamentos mais fortes, estão acostumadas a trabalhar próximas de seus limites físicos, e assim não percebem a necessidade de uma parada para recuperação física. Isso pode levar a pequenos acidentes normais do esporte e conseqüentemente algumas lesões. E é neste caso, juntamente com o bom senso, que o treinamento físico pode ser o diferencial. Quanto mais fortes e preparadas às estruturas físicas envolvidas, menores serão as chances de lesões.

Treinamentos aeróbios e anaeróbios serão de grande ajuda. Independente do nível de esqui apresentado, geralmente quem tem mais técnica (esqui e ou snowboard) cansa menos. Aqueles que não tem uma boa técnica, cansarão mais, pois passarão o dia fazendo mais esforço a cada descida, além da incansável aventura de cair e levantar várias vezes ao dia.

Treinamentos musculares específicos, são de grande importância. Seja para indivíduos treinados ou não. Para os treinados, é muito importante pois estes se aventuram mais, além de passar horas do dia descendo intermináveis pistas.

Trabalhos isométricos para pernas(snowboarders em geral), coxas(principalmente esquiadores); e isotônicos para glúteos e abdômen; são os mais indicados. Para aqueles que ainda não desenvolveram uma boa técnica, é importante trabalhar a força muscular dinâmica. Além é claro da necessidade de se trabalhar bastante a flexibilidade.

É importante que se entenda, que seria leviano e irresponsável se colocar uma serie de exercícios físicos aqui, para que através deles se façam o treinamento. Cada individuo tem suas particularidades físicas, e existem profissionais de educação física, que como nós, já realizaram treinamentos para esquiadores e snowboarders, podendo assim realizar um trabalho adequado para que se chegue a uma boa condição física para pratica do esporte.

O terceiro grupo, os atletas, serão sempre levados a um tipo de treinamento mais específico ainda. Além do treinamento físico utilizado nas academias, estes ainda terão alguns trabalhos específicos. Dependendo do esporte praticado, se tem a necessidade de atividades diferenciadas. Camas elásticas, circuitos indoor, trabalhos acrobáticos em solo, entre outras adaptações serão interessantes.

Mas isso é uma outra matéria a ser explorada.

Marcos Schultz Gonçalves (cref-6134) e Flavio Cassilatti (000725) trabalham com preparação física para temporadas de inverno.
Telefones de contato:
(21) 8133-2940 / (21) 7832-5988


Por: Marcos Schultz Gonçalves e Flavio Cassilatti


América do Sul para todos os estilos

Para quem nunca foi para uma estação de esqui, fica a dúvida: aonde ir? Nós damos o caminho para você encontrar seu lugar na temporada de neve da América do Sul.


PARA INICIANTES - CHAPELCO (AR) E EL COLORADO (CH)

Você põe os esquis nos pés, feliz da vida. Todo orgulhoso, consegue sentar-se na cadeirinha que vai levá-lo até o início da pista. Aí surge o primeiro dilema: -Como diabos eu vou descer deste troço?! Resposta: esquiando. Esse será seu primeiro tombo numa pista oficial. Para quem nunca se deslocou na neve, é importante escolher uma estação que tenha boas pistas para iniciantes. Para aprender, o melhor é que elas sejam suficientemente longas para que se perca menos tempo no transporte.

A estação de Chapelco, na Argentina, é ótima para dar os primeiros vexames: tem uma base grande, formando uma excelente área de frenagem (o problema do esqui não é andar, é parar), sua escola possui instrutores que até se esforçam para falar português (ou portunhol, idioma muito popular na região), e conta com uma longa pista – que, no verão, transforma-se numa pequena estrada rodoviária. Essa pista é excelente para aprendizes. Chama-se Camino, e, para se chegar nela, não se sobe em cadeirinhas, mas em confortáveis bolhas, das quais se desce caminhando. O esqui é colocado em seguida. Além disso, a vista é fantástica, com um lindo bosque de lengas – árvore típica da região, de tronco largo e galhos delicadamente retorcidos que suportam temperaturas baixas.

Em El Colorado, vizinha a Valle Nevado, no Chile, as pistas também são compridas e têm inclinações legais para principiantes. Procure as pistas Pingüino (onde o transporte é em cadeirinhas) e Zorro, onde o transporte é desconfortável e difícil nos primeiros momentos. Há instrutores circulando – mas eles não custam pouco. Considere também se a altitude pode ser um problema: o ponto mais alto da estação fica a 3 333 metros.


PARA INTERMEDIÁRIOS - TERMAS DE CHILLÁN E LA PARVA (CH)

Se você já esquiou algumas vezes e sabe descer com os esquis em paralelo (e não em V, postura de quem está começando), pode arriscar em pistas mais difíceis. Nesse nível, todas as estações servem bem. O que pode fazer diferença é o comprimento das pistas e o tipo de neve. Em Termas de Chillán, está localizada a pista mais extensa da América do Sul, com 12 quilômetros (a Las Tres Marias). Se você não sabe esquiar, evite-a. Caminhar na neve com aquela bota dura, levando os esquis, é muito desagradável, ainda que haja um espetacular bosque para servir de cenário.

Outra vizinha do Valle Nevado, La Parva também conta com pistas excelentes para quem já sabe descer a montanha. Este ano, a área esquiável aumentou em 25%. As pistas são bastante inclinadas e a estação não é muito concorrida. Muitos dos chilenos que freqüentam o lugar são proprietários de imóveis na área, o que lhe confere um clima familiar. Essa é uma fase em que as aulas são uma boa. Com mais técnica, pode-se evoluir no esporte. Não é impossível aprender sozinho, mas há detalhes que só um professor poderá lhe ensinar.


PARA INICIADOS - LAS LEÑAS (AR), VALLE NEVADO E PORTILLO (CH)

As estações de Las Leñas, Valle Nevado e Portillo são as mais procuradas por quem sabe esquiar bem. Como a maioria dos freqüentadores já ultrapassou o período dos primeiros passos, não se tromba com pedestres nas pistas. Las Leñas oferece um enorme cardápio de pistas complicadas, num vale dedicado aos esportes de neve. Aliás, neve de excelente qualidade, a chamada neve em pó, que permite ao esquiador experiente ter velocidade e controle. Praticamente a cada temporada, ela ganha novas atrações, modernizando-se (veja o quadro na página ao lado).

Não muito longe dali, no Chile, Valle Nevado é sempre uma grata surpresa. Suas pistas são altas (o ponto mais baixo está acima de 2 800 metros), a neve é em pó e seus equipamentos são modernos. Entre os iniciados, há sempre aquele grupo que gosta de radicalizar e sair das pistas. Para esses, a pedida é a estação de Portillo, tida como o paraíso dos experts. Portillo fica na estrada que liga Santiago do Chile a Mendoza, na Argentina. Surgiu nos tempos em que se construía uma ferrovia que ligaria os dois países, no começo do século passado. Na época, sem meios de elevação, os engenheiros que trabalhavam na construção já esquiavam no local. Hoje, Portillo é um importante centro. Pequeno, não costuma ficar cheio e seu ambiente é acolhedor. Ali também se reportam as noites mais frias: os termômetros chegam a marcar temperaturas inferiores a 20ºC negativos.


PARA SNOWBOARDERS - PUCÓN, LAS LEÑAS (AR) E VALLE NEVADO (CH)

Algumas estações estão mais bem preparadas para receber o pessoal que gosta de snowboard – e que acaba divertindo também quem vai apenas assistir ao espetáculo. A estação de Pucon, nas encostas de um vulcão ativo, é um dos centros preferidos pelo povo das pranchonas, com sua excelente estrutura para saltos e manobras ousadas. Las Leñas, na Argentina, e Valle Nevado, no Chile, contam igualmente com estruturas específicas para snowboard. Se você conhece esse esporte, é bom saber que sua técnica é muito diferente da do esqui. É comum não se adaptar ao esqui e, eventualmente, encantar-se com o snowboard – e vice-versa.


PARA AVENTUREIROS - CERRO CASTOR (AR)

A estação de Cerro Castor fica próxima à cidade de Ushuaia, na Terra do Fogo, às margens do Canal de Beagle, numa das regiões mais lindas e exóticas do planeta. É a mais austral da América do Sul e funciona desde 1999, embora ainda não seja muito conhecida. Seu ponto mais alto não chega a mil metros. Pucon é cheia de passeios bastante radicais, como subidas à cratera de um vulcão ativo ou raftings. Se o esforço foi muito grande, você tem à disposição as termas naturais.


PARA IR EM FAMÍLIA - BARILOCHE (AR)

Há tantas coisas para se fazer em Bariloche, tantos lugares para se visitar, tantos ótimos restaurantes, tantas lojas e circuitos de off-road... que esquiar é, na verdade, apenas um programa a mais. Do Lago Nahuel Huapi aos tours de jipe, há muito o que fazer. As crianças vão se divertir. Uma sugestão é deixar os animadinhos irem à montanha enquanto os menores, ou aqueles que não gostam de muita ação, fazem passeios de barco. A estação de esqui de Bariloche, o Cerro Catedral, é um centro turístico completíssimo. Para esquiar realmente, é melhor não ficar próximo dos locais em que as pessoas estão passeando.

Um bom ponto de encontro das duas tribos – os que querem esquiar e os que não se importam com isso – é o Refúgio Catedral, pequeno restaurante no meio da montanha. Não é impossível que você desista de esquiar depois de perceber quanto deixará de fazer enquanto desce e sobe o morro. Nesse caso, faça seus passeios tranqüilo e, no ano que vem, escolha um lugar para esquiar – que pode ser Bariloche, por supuesto.

Agora, se a idéia são os pais esquiarem longe das crianças, a maioria das estações tem um serviço de guarda de crianças que cuida da molecada enquanto papai e mamãe riscam a neve.


PARA RELAXAR - TERMAS DE CHILLÁN (CH) E CHAPELCO (AR)

As Termas de Chillán unem o melhor dos dois mundos. Além de ser uma pequena vila de montanha, com um clima sempre agradável e ótima infra para esquiadores, tem um centro de águas termais para relaxar e mandar o estresse de volta para o Brasil. Até quando chove, poucas coisas são mais relaxantes que assistir às gotas caírem lá fora, da janela de um delicioso restaurante.

Chapelco, mais especificamente a cidade que lhe serve de base, San Martin de Los Andes, é outra excelente paragem para se descansar. Há boas lojas, bons restaurantes, um lindo lago... Se o dia estiver bonito, não deixe de encarar os passeios clássicos, como a visita ao Lago Huechulafquen, na base do Vulcão Lanin.


PARA CAIR NA BALADA - PUCÓN (CH) E BARILOCHE (AR)

Quem tem pique para esquiar o dia inteiro e depois ainda cair na balada deve rumar para Bariloche ou Pucon. A primeira é cheia de lugares descolados e tem agito o ano inteiro, mas é no inverno que as discotecas e festas atingem o pico. Há bons endereços para dançar, um cassino, centenas de bares e restaurantes. Apesar de pequena, Pucon tem vários pubs, discotecas e um luxuoso cassino. Com público mais reduzido que Bariloche, é ponto de encontro de esquiadores e snowboarders jovens. Ali é possível esquiar de manhã, fazer um rafting à tarde ou passar o dia escalando o vulcão – e ainda dançar até o amanhecer.


SEM PACOTE - ALGUNS TOQUES PARA QUEM VAI POR CONTA PRÓPRIA

» Se você pretende escapar aos pacotes, hospede-se em Santiago do Chile. As estações de El Colorado-Farellones, La Parva e Valle Nevado estão a distâncias entre 40 e 60 km. É possível sair pela manhã de Santiago, passar o dia na estação e à tarde estar de volta. Não é recomendável alugar um carro. Dirigir com neve e gelo é bastante perigoso. Eventualmente, são interditadas as estradas. Um pouco mais longe fica Portillo, a 150 km da capital chilena por boa estrada. Seguindo essa rota, cruzando-se a fronteira com a Argentina, há outra pequena estação, chamada Los Penitentes, ideal para espíritos mais aventureiros.

» Próximas a Santiago há duas estações pequenas, com pouca estrutura: Lagunillas, no Cajón Del Maipo, e Chapa Verde (a 145 km de Santiago). Lagunillas é a menor estação chilena. Pertence ao Club Andino. Até há algum tempo, não contava sequer com serviços de transporte. Este ano, uma perua leva os esquiadores desde Santiago. Já para chegar a Chapa Verde, o caminho é um pouco mais complicado. Ela fica na área de uma das maiores minas de cobre do mundo e é propriedade da Codelco (Corporación Nacional del Cobre). É preciso ir até o shopping Hiperindependencia, em Rancágua (av. Miguel Ramírez, 665), e de lá tomar um ônibus, que sai a partir das 8h, nos fins de semana, e das 9h, de segunda a sexta.

» Bariloche e Chapelco ficam a um dia de passeio uma da outra. São 265 quilômetros de um trajeto espetacular. Além disso, na região há duas outras estações que, dependendo do estado da estrada, dá para se visitar: Cerro Bayo e La Hoya. A primeira fica em Villa Angostura, na beira do mesmo lago onde está Bariloche (Nahuel Huapi), localizada a 80 km dali. La Hoya, por sua vez, é um pouco mais distante, ao sul, na província de Chubut. Está a 310 km de San Carlos de Bariloche e vale cada minuto de uma tarde passada ali. * Se for esquiar em Chapelco, uma boa pedida é se hospedar em uma das dezenas de cabanas disponíveis em San Martin de los Andes (a 19 km da estação): elas abrigam até oito pessoas, a preços bem menores que os dos hotéis.


Por: Anna Renata Angotti e Sérgio Aratangy


Informação Chillán

O belo vale de Las Trancas, com suas vertentes e cachoeiras naturais, constitui a porta de acesso as Termas de Chillán, principal atrativo turístico da zona em época de inverno. Este, um conhecido centro de ski conta com as mais avançadas equipes e variadas canchas para praticar este esporte. Além disso conta com águas termais quentes e numerosos passeios à cordilheira. Perto do vale de Las Trancas está o atrativo Shangri-La, apto para excursão e camping.

Descendo pelo caminho divisa-se num costado, a caverna dos irmãos Pincheira, que serviu de refugio à banda de quatreiros integrada por 400 homens e dirigida por estes irmãos. Desde a cordilheira pode-se descender até a cidade e visitar Chillán. Esta tem numerosos atrativos: a Catedral de Chillán com sua cruz monumental de 36 mts. de altura e seu belo mosaico na porta.

Também é de muito interesse para os visitantes conhecer o mercado, com variados produtos e alimentos típicos,além do seus numerosos restorantes que constituem um pintoresco panorama para o turista. Por outro lado, pode-se visitar o centro de artesanto de cerâmica preta em Quinchamalí se destacando a figura da violinista.


www.hostelling.cl



CURIOSIDADES

Termas de Chillán tem uma característica única, pois, só ela tem um hotel que oferece um spa com três piscinas de águas termais, o Gran Hotel! As águas são aquecidas pelo vulcão Chillán! Como se já não fosse o bastante, saiba que o centro de esqui ainda permite a prática de esportes como golfe, pólo na neve, snowmobile, monoski, trenós, entre outros.


Fonte: www.termaschillan.cl



DICA DE CLIENTE

De acordo com o passageiro Paulo Selig, “Ir de trem para Termas de Chillan foi ótimo para a minha família. O caminho é muito bonito, além de ser mais rápido e barato do que ir de avião. A viagem levou 5 horas e os trens normalmente partem pontualmente no horário, como os britânicos.”.



TERMOS USADOS EM SKI E SNOWBOARD

Après-ski - É a expressão francesa, conhecida por esquiadores do mundo todo, que designa todas as atividades realizadas após a jornada de esqui até a hora do jantar.
Bumps - São ondulações nas pistas de esqui. Podem ser notados com freqüência nas pistas mais inclinadas, onde as marcas deixadas pelos esquiadores são mais fortes. Em alguns lugares, os bumps são deixados propositalmente nas pistas.
Lift / Ski-lift - São os teleféricos que levam os esquiadores e snowboarders até o alto da montanha.
T-bar / Poma - São os meios de elevação onde os esquiadores e snowboarders são puxados para o topo da pista, com os esquis e boards deslizando no chão.
Gondolas - São os teleféricos fechados.
Chairlift - São os teleféricos abertos, normalmente com capacidade de 2 a 6 pessoas.
Trails - São as pistas ou caminhos catalogados e especialmente cuidados para a prática de esqui/snowboard. Nos mapas são publicados seus níveis de dificuldade que são identificados pelas cores. Nos Estados Unidos e Canadá as pistas são identificadas como Pretas/Black – Avançadas e Experientes; Azuis/Blue - Intermediárias e Verdes/Green - Iniciantes.
Ski in/ski out - É o tipo de hotel ou outra acomodação em que se pode chegar e sair esquiando, e que fica mais próximo das pistas.
Ski pass - Passe de acesso aos elevadores e pistas de uma estação de esqui.
Snow Update - São os boletins que informam as previsões e condições da neve e tempo na estação de esqui.
Pista Verde / Green – Pista com nível de dificuldade iniciante.
Pista Azul / Blue - Pista com nível de dificuldade itermediária.
Pista Preta / Black - Pista com nível de dificuldade avançada ou que exija experiência.
Snowmobile - Moto especial para a neve.
Snowmaking - São equipamentos especiais para a fabricação de neve artificial, suprindo assim, as regiões em que haja escassez e possibilitando uma neve constante e uniforme.
Ski Alpino - É a modalidade de ski onde os praticantes descem as montanhas, impulsionados pela força da gravidade. Pode ser praticado dentro das pistas ou fora delas (off-skiing). Existem diversas modalidades de ski alpino para competição: slalom, slalom gigante, super gigante e downhill e free style, que é feito em pistas preparadas.
Heliskiing - Prática de ski alpino fora das pistas, em áreas de difícil acesso para as quais os esquiadores são transportados de helicóptero.
Cross Country - É o ski praticado através de movimentos alternados de braços e pernas, que, se empurrando, garantem a locomoção do esquiador em pistas planas ou levemente inclinadas (pratica-se com um par de esquis e dois bastões). É diferente do Ski alpino no equipamento. O calcanhar da bota é solto, ficando o pé preso ao esqui apenas pela ponta.
Snowshoeing - É a caminhada na neve feita com sapatos especiais.
Helisurf - Prática de snowboard fora das pistas, em áreas de difícil acesso, para as quais os snowboarders são transportados de helicóptero.
Freestyle - É a prática de ski ou snowboard com manobras livres, acrobáticas.
Dog sleigh - É um trenó puxado por cães.
Horse sleigh - É um trenó puxado por cavalos


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MANOBRAS DE SNOWBOARD

Ollie - É a manobra mais básica, fundamental para executar a maioria das outras manobras.
Air to Fakie - Consiste em dar um giro de 180 graus no ar e depois seguir de switch (base trocada).
Wheelie - Aprenda a manter o equilíbrio em apenas uma das extremidades da prancha (nose ou tail).
Butter - Giros de 360 graus na neve.
50/50 - A maneira mais fácil andar em um rail ou box.
Rock-n-Roll - É quando você anda na perpendicular do rail ou box.


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REPORTAGENS II

As 7 estações que agitam o inverno na América do Sul.


Termas de Chillán, Chile

Único resort de montanha com spa termal

A rigor, Chillán tem dois hotéis: o Gran Hotel, de cinco estrelas, e o Pirigallo, de quatro. Só que o Gran Hotel, inaugurado há três anos, é o único nos Andes com spa: são três piscinas termais de arrepiar os sentidos. Esse resort também atrai exímios esquiadores pela variedade de percursos que se pode fazer sobre sua neve - de manobras radicais ao simples cross-country. Além dos hotéis, dá para ficar alojado no condomínio e freqüentar o spa. O melhor desta narrativa, ao menos para quem gosta de esquiar é que, mesmo quando não cai neve no continente, sabe-se que ela vai ser suficiente em Chillán (algo que se explica pela sua latitude). Para se ter uma idéia, em maio passado, suas pistas já estavam cobertas com mais de 1 metro! Chillán está rodeada de bosques de carvalho. No ambiente de grande beleza natural, vale a pena andar de trenó, puxado por cachorros da raça husky-malamute. O après-ski também pode ser especial, aproveitando o spa para tomar banho termal, fazer reiki, aromaterapia ou massagem.

Em comparação com as outras estações chilenas, o cotidiano de Termas de Chillán é íntimo. O que garante tranqüilidade (e segurança) para quem tem o hábito de viajar com a família.

Quanto Custa: a partir de US$ 915, por pessoa (7 noites em apartamento duplo).
Acesso: distante 480 km de Santiago; está a uma altitude de 1 650 m (da base).
Neve e Pistas: as duas novas pistas elevam o total para 29. A neve é ótima.
Hotéis: o fato de ter um spa torna esse resort incomparável na Cordilheira dos Andes.
Restaurantes: gastronomia à altura da hotelaria; mas vale quanto pesa - ou seja, acima da média.
Lazer: a vida noturna é fraca, mas os passeios compensam.

 

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Loucos por snowboard

O melhor de Las Leñas, na versão de quatro gaúchos que viajaram 10 mil quilômetros de carro para deslizar sobre suas pistas

Rodávamos praticamente por cima da Cordilheira dos Andes. A paisagem era um misto de deserto e montanhas nevadas, e as estradas, as piores de toda a viagem. Muitos trechos de terra e pedras. Por quilômetros e mais quilômetros, nem uma alma viva. Um ambiente inóspito, quase surreal. Nem parecia que em poucas horas estaríamos sobre nossas pranchas de snowboard, saltando cada bump (montinhos que funcionam como obstáculos) e deslizando sobre cada corrimão do novo Freestyle Park de Las Leñas.

Vínhamos de Bariloche e esse era o último trecho de uma expedição de carro que fizemos em 21 dias pelas dez maiores estações de esqui do Cone Sul. A bordo de um Explorer, Antônio Cava (41 anos, engenheiro e empresário), Rafael Dallagnol (32 anos, administrador), meu xará Fábio Koster (32 anos, empresário) e eu nos revezamos ao volante para rodar, ao todo, quase 10 mil quilômetros. Deixamos Las Leñas para o final e ficamos mais tempo lá - seis dias. Não só porque curtimos o lugar ou porque era o itinerário mais lógico. Mas porque ali rolaria o Campeonato Brasileiro de Snowboard, e eu ia participar. Qualquer um pode fazê-lo, na verdade. Inscrevi-me nas modalidades boardercross e slalom, e competiria na categoria amador.

Uns 200 quilômetros antes de Las Leñas chegar, a paisagem começou a ganhar vida de novo. Pouquíssimas casinhas apareciam ao longo de um rio que corria paralelo à estrada. Ao contrário, a vida dentro do carro sempre era intensa - chegamos a viajar 31 horas direto (entre Porto Alegre, onde moramos, e Uspalta, na Argentina). Somos grandes amigos, mas, ainda assim, uma boa trilha sonora foi imprescindível para a manutenção da nossa sintonia e do nosso bom humor dentro do Explorer. Foi muita surf music e rap nos alto-falantes - e MPB para os momentos de relax.

No fim da tarde, pegamos a estradinha que sai da cidade de Malargüe para ir a Las Leñas. A neve ia tomando conta da paisagem e, de repente, o visual ficou completamente branco, as montanhas e a estrada quase virando uma coisa só. Chegamos. Construída num platô sem vegetação, sua base é um vilarejo, tem alguns hotéis, apart-hotéis, minimercado, ruazinhas ligando cada coisa e, claro, as pistas e os lifts subindo a montanha. Mal manobramos o carro e uns amigos já vieram nos chamar, dois caras também de Porto Alegre, que conhecemos em Valle Nevado dois anos antes. Quem freqüenta estações de esqui sempre acaba se encontrando, ano a ano, por aí, e às vezes vira amigo mesmo.

Tínhamos decidido ficar em um apart-hotel, o Atenas. Apesar de Las Lenãs ter grandes e luxuosos hotéis, como o Piscis e o Escorpio, nossa praia era economizar, e os apart são as opções mais baratas. Claro que agradam a quem viaja de galera. Nos aboletamos num apê (um studio duplo) de dois andares, com dois quartos, um banheiro e uma cozinha toda equipada - ah, no prédio também havia sauna, jacuzzi e serviço de camareira. Era espaço mais que suficiente para nós quatro (cabia até a bagunça do Cava - apesar de ser o mais velho, ele era sempre o mais, digamos, agitador). Compramos comida no supermercado, para cozinhar em casa. Poupamos uma boa graninha. E a execução das receitas era sempre por minha conta. Sou um cozinheiro de mão cheia - não saía só massa, não: era filé de frango, filé de carne... Mas, às vezes, comíamos fora. O Santa Fé, por exemplo, é superastral. Fica na montanha, tem ótimo cardápio mexicano - deliciosos burritos, tacos, quesadillas - e variedade de vinhos.

No fim de tarde, o Ufo Point era nossa pedida. A galera sai das pistas e vai pra lá tomar uma caneca de cerveja antes mesmo de tirar as roupas de esqui. O lugar é como um lounge, com decoração modernosa, que, com o passar das horas, vai acelerando o beat de programação sonora. Muita gente dá uma saidinha para tomar banho e logo volta, para jantar. E, depois, continua por lá. Pelas 23h, o Ufo bomba. As mesas são afastadas e aparece uma pista de dança. A tecneira passa a gritar nas caixas de som. Por volta das 2h da madruga, todo mundo migra pro Corona Club, a danceteria bem em frente, que, balançada por dance music e tecno, tem uma noite forte que vai até as 6 horas. Ali você vê por que as noitadas de Las Leñas têm tanta fama. Ela até poderia ser hermana da nossa Campos de Jordão ou da nossa Gramado se, claro, estas fossem resorts e tivessem muita neve.

Só que fizemos esse circuito de balada só umas duas vezes, por dois motivos. Primeiro: meu xará e eu éramos fiéis às nossas namoradas da época; e o Rafa e o Cava são maridos comportados. O segundo é que, na minha opinião, o snowboard é um esporte que não combina muito com noite. Nosso negócio era mesmo curtir o surfe no gelo. Nenhuma balada supera a emoção de descer a Júpiter, uma longa pista vermelha de Las Leñas. Ela começa no topo do Cerro Los Fossiles e dali de cima o visual é show - apesar de não ter lagos como Bariloche. Para subir, pegam-se três lifts - bons, mas meio lentos: levam uns 50 minutos.

E lá estávamos, literalmente, acima das nuvens. Uma camada delas cobria o vale embaixo. Imagine só a adrenalina! Dali nos atiramos sobre as pranchas. Do lado direito, dá para usar a parede da montanha para fazer altas manobras em velocidade. Quando a Júpiter termina, você ainda pode emendar a descida na Netuno, para intermediários, e, depois, na verde Vênus. Esta tem quase 2 quilômetros de extensão - é a pista para principiantes mais longa da América do Sul. Assim, uma vez no alto do Los Fossiles, um esquiador de nível intermediário pode deslizar por 9 quilômetros seguidos. Coisa rara. Entre uma descida e outra, a gente assistia a grupos de crianças tendo aulas de esqui nas pistas verdes, embaixo. Bonito de ver, os pimpolhos com esquizinhos, superequipados.

Outra coisa alucinante em Las Leñas são os fora-de-pista. O Bajar Marte é dos mais radicais que conheço. Superíngreme, tem muitas passagens estreitas, cercadas por pedras. Sensacional. Para descer ali, e em todos os fora-de-pista de Las Leñas, é preciso assinar um termo de compromisso assumindo a responsabilidade por sair dos limites seguros e concordando em pagar entre mil e 5 mil dólares para o resgate, caso precise. E você ganha uma fitinha com número de identificação. Deslizar ali e em terrenos como o Mercurio e o Paraiso, também considerados esqui extremo, não é mole. Lá, um de nós (fui proibido de contar quem) criou uma nova manobra, digo, estilo de queda: o salto-avestruz. Como a neve destas trilhas é bem fofa, a gente arriscava mais e, nos tombos, esse (um de nós) sempre caía de cabeça no gelo.

Nessa última temporada, demos sorte. Caiu do céu a maior quantidade de neve dos últimos dez anos. E ainda conhecemos o novo Freestyle Park, cheio de obstáculos, que foi montado na região das pistas Vulcana-Minerva. Tinha também um circuito de boardercross, para saltar e fazer curvas quase deitado. Por essas e por outras, Las Leñas é uma estação de esqui maravilhosa. É completa. E fez valer ainda mais o dinheiro poupado para essa snowtrip. Gastamos quase 3 mil reais em combustível e 6 mil reais, por pessoa, em despesas com hospedagem, comida e ski pass - já tínhamos roupas e equipamentos. Isso do nosso bolso, mas, antes de começar a viagem (que foi de 16 de agosto a 5 de setembro de 2005), procuramos patrocínio.

Resolvemos estruturar em forma de projeto um sonho antigo: voar com nossos snowboards sobre as pistas das dez maiores estações de esqui da América do Sul - numa viagem de carro. Batizamos o projeto de Expedição Andes Snowboard. A idéia era que a trip também fosse bacana para quem não estivesse nela. Queríamos ajudar a informar todo mundo que tem vontade de deslizar sobre a neve (ou que já pira) - e com muitas dicas low budget. Durante o percurso, filmamos, fotografamos e anotamos tudo sobre a infra-estrutura turística e os terrenos nevados de cada estação. Pusemos o material no site que criamos na volta para divulgar a viagem, o www.snowtrip.com.br. E tudo isso foi apresentado a possíveis parceiros. Não conseguimos dinheiro, mas tivemos o apoio da operadora Point da Neve (com o itinerário e descontos nas hospedagens), da farmácia PanVel (com kit de primeiros socorros e remédios para os males de altitude), da Red Bull (com quatro caixas do energético), da Mecânica Walter (com a preparação do carro) e da seguradora Caburé (que forneceu os seguros de vida e do carro).

Além de Las Leñas, fomos a Portillo, Valle Nevado, La Parva, El Colorado, Chillán, Pucon, Chapelco, Cerro Bayo e Bariloche. Nosso sonho aconteceu. E teve chave de ouro nos que : uma medalha de bronze pra mim, no boardercross. Para 2007, estamos planejando uma expedição parecida, mas pelos centros de esqui do Colorado, nos EUA. Ainda estamos em busca de patrocínio, mas já temos, faz tempo, nosso maior incentivo: loucura pelo snowboard.

*Fábio Loss dos Santos é advogado, tem 31 anos, pratica surfe, wakeboard e pilota kart. Há nove anos é viciado em snowboard e não quer se curar.


Por: Fábio Loss dos Santos* | Fotos: Divulgação
Matéria publicada na revista Viagem e Turismo Ed. 127a - 01/05/2006

 

Calor na neve
A partir deste mês, está mais barato esquiar no Chile e aproveitar o conforto de um spa termal

Chillán alia o charme de uma estação de esqui aos cuidados com a beleza e o bem-estar. Esportes como o heliesqui, feito com helicóptero, atraem os mais ousados.

Filhos de volta à escola, hora de os pais saírem de férias. Aqueles que tiverem um dinheirinho, bem entendido. Aos felizardos, uma boa dica a preço razoável é arrumar as malas e ir para o Sul, com destino ao sopé da Cordilheira dos Andes. A duas horas de Santiago, no Chile, a estação de esqui de Termas de Chillán é o refúgio ideal para casais em busca de sossego, com alguma aventura. A viagem, a partir deste mês, quando já terminou a alta temporada, sai mais barata e tranqüila. E o cenário continua perfeito. O lugar está coberto de neve e assim deve ficar até novembro.

A grande sacada de Termas de Chillán é aliar o charme de uma estação de esqui ao conforto de um spa com as propriedades de uma estação termal. A água que aquece o Gran Hotel e o Hotel Pirigallo – o primeiro, cinco estrelas, e o outro, mais acessível – se origina no vulcão Chillán Nuevo. Nasce no interior da montanha, a 70º C, e em contato com a neve vai esfriando até chegar ao tanque no qual permanece com 55º C. Nessa temperatura, aquece o piso do hotel e vai direto para a piscina e para as torneiras. Por isso, é utilizada em todos os tratamentos oferecidos pelo spa.

“Diferentemente de spas urbanos, aqui não utilizamos água aquecida em caldeira”, afirma Andrés Sanhueza, gerente do Gran Hotel. É que a água que vem do vulcão é benéfica para a saúde. Ela possui elementos como enxofre, potássio, cálcio e minerais, que têm um poderoso efeito revigorante. Ajuda a tratar dores musculares, artrite e problemas estéticos, como celulite. O tratamento mais concorrido é a fangoterapia. Trata-se de um banho de lama vulcânica, tem efeito esfoliante e, dizem, previne os tão temidos furinhos da pele.

Badalação – Termas de Chillán é a estação de esqui onde treinam as equipes olímpicas da Espanha, Alemanha, França e Itália. Nas férias de julho, também recebe celebridades brasileiras e convidados da revista Caras. Só nesta estação, já passaram por lá os cassetas Bussunda e Helio de la Peña e os atores globais Humberto Martins, Rodrigo Santoro e Marcelo Serrado. Eles são adeptos entusiasmados dos esportes radicais, como o heliesqui, em que um helicóptero leva o esquiador até o topo da pista mais alta, ou o snowboard, que reproduz os movimentos de um skate. Passeios de trenó puxado por cães malamute, daqueles que se vê em filmes sobre esquimós, custam US$ 12. Um vôo panorâmico de helicóptero, com duração de 15 minutos, sai por US$ 62,50 por pessoa.

Atrizes como Luiza Brunet já são conhecidas dos funcionários do spa local. Há alguns meses, uma foto da ex-modelo na piscina do hotel, com uma grossa camada de neve em volta, ajudou a atrair a atenção dos turistas.

A ponto de, hoje, 70% do público ser brasileiro. O mais curioso é que mesmo com tanto gelo por perto, não se sente frio. A temperatura média nesta época do ano é de 14º C, e o aquecimento central está sempre ligado.

A partir de outubro, quando termina a temporada de inverno, o turista poderá substituir os esportes radicais por atividades no campo. Chillán é a única estação de esqui do Hemisfério Sul localizada em meio a um frondoso bosque. Passeios a cavalo e de bicicleta, além de caminhadas até a nascente das fontes termais, onde se origina a água, serão algumas das atrações.


Por: Sara Duarte – Chillán


Lama de vulcão na pele custa US$ 25

Depois de um dia inteiro de esqui, a melhor programação em Chillán é correr para a massagem e completar o relaxamento dos músculos na piscina termal, olhando a neve e o céu estrelado da cordilheira dos Andes.

Os spas do Gran Hotel e do Pirigallo oferecem mais de dez tipos de tratamento para quem pretende, além de descansar, voltar para o dia-a-dia em forma. Esses centros de tratamento fazem com que o aprés-ski de Termas de Chillán seja considerado um dos melhores da América do Sul.

Deu preguiça de esquiar ou não nevou? Não tem problema. É possível passar o dia inteiro nos spas, que são acoplados ao hotéis.

O único porém é que todos os tratamentos são pagos à parte --custam, em média, US$ 25. Na diária, estão incluídas apenas a sauna (masculina e feminina) e as piscinas termais.

Os serviços tradicionais são aqueles feitos com a lama do vulcão Chillán, a 3.850 metros de altitude, próximo aos hotéis. São chamados de fangoterapia ou lamaterapia, como os brasileiros apelidaram o tratamento.

A cor escura e o cheiro não são muito convidativos, mas as funcionárias do spa garantem que a sua pele nunca mais será a mesma depois de ficar cerca de 40 minutos, literalmente, na lama. Os efeitos da lama milagrosa são um pouco superestimados.

Para entrar na lama, é necessário pagar pelo menos US$ 25. O tratamento de lamaterapia pode ser feito com uma máquina ou manualmente. Nesse caso, a lama quente é aplicada no corpo, que depois é embrulhado com um papel especial.

Não são só as mulheres que frequentam o spa em Chillán. Muitos homens aproveitam para fazer massagem --50 minutos de shiatsu custam US$ 30-- , relaxar na hidromassagem --US$ 15 por 45 minutos-- e limpar a pele.

Todos os tratamentos devem ser marcados com antecedência na recepção do spa. Dependendo da semana, é difícil conseguir hora para as terapias mais procuradas, como as massagens. Por isso, logo que chegar ao hotel, escolha o que pretende fazer e já marque com antecedência.

Quem gosta de terapias alternativas pode aproveitar para fazer reiki --técnica de sobreposição de mãos pela qual o terapeuta promete trocar a energia negativa do paciente pela positiva. São US$ 20 por 40 minutos. Há também a cromoterapia e a aromaterapia, que saem também por US$ 20 cada uma.

 

da Folha de S.Paulo, em Chillán - 07/07/2003 - 04h02

 

Fondue faz sucesso entre brasileiros

O turista que vai a Chillán passa bem não só pelas boas empanadas e vinhos nacionais. Os hotéis servem ótimos pratos com carne vermelha e muitos peixes, principalmente salmão, e frutos do mar.

Não é à toa que, somente no Gran Hotel, são consumidas, por mês, uma média de 600 garrafas de vinho, 16 mil ovos, 550 quilos de carne vermelha, 120 quilos de carne de veado e 80 quilos de carne de javali. Isso sem contar os 400 quilos de peixes e de frutos do mar, por semana, que ficam trancados a chaves em um dos dois congeladores da cozinha do hotel.

Durante o mês de julho, toda semana é servido fondue. Segundo Patricio Badino, maître do Gran Hotel, esse é o prato que faz mais sucesso entre os brasileiros.

Já tentamos fazer um dia de comida brasileira, mas não teve muito sucesso, disse o maître.

O Gran Hotel oferece também uma boa carta de vinhos. Os valores vão de US$ 10, pagos por um Tarapacá, a US$ 140, o preço de Chadwick, tido como um dos melhores vinhos chilenos e cultivado por uma das vinícolas mais tradicionais do país. À noite, em um dos dias da estada, há o jantar de gala, com banda e cantoria de músicas tradicionais chilenas.

No almoço e no jantar, são três opções de pratos à la carte. Não deixe de experimentar o suco de framboesa do café da manhã e o bufê de frutos do mar da hora do almoço. Também não há possibilidades de fugir do bufê de doces, que exibe vários tipos diferentes de bolo, de torta e de pavê.

Uma boa dica para quem quer experimentar a comida típica chilena, além das empanadas, é pedir os pastéis de choclo (milho) e de jaiva (siri).

 

da Folha de S.Paulo, em Chillán - 07/07/2003 - 04h10

 

Novatos deslizam por 14 km de pista fácil

Para quem quer aprender a esquiar e para os que já têm um pouco de experiência em escorregar montanha abaixo, Chillán é uma boa pedida. A Três Marias, uma pista razoavelmente fácil com 14 km de extensão e reivindicada pelo complexo --que soma 35 km de pistas-- como sendo a maior da América Latina, e a nova El Golf agradam aos neófitos.

Os hotéis alugam todo o equipamento (esquis, botas e bastões) por US$ 24 por dia. As diárias no Gran Hotel e no Pirigallo incluem diariamente aulas coletivas de esqui, com duração de uma hora. Ao todo são 29 pistas, entre uma altitude de 1.600 e 2.700 metros acima do nível do mar, com nove meios de elevação diferentes.

Quem tem prática e gosta de adrenalina pode praticar por US$ 50 o heliski --um helicóptero leva os esquiadores até os cumes mais altos das montanhas para descer por pistas virgens. É necessário formar um grupo de pelo menos quatro pessoas.

Em Chillán, o esquiador encontra a powder snow, neve de um tipo leve e seco, que parece pó e que, além de menos escorregadia, permite mais agilidade.

A temporada em Termas de Chillán começou, mas é a partir de meados deste mês que deve nevar em boa quantidade para os esquiadores. Até agora, a camada de neve alcançou uma altura entre 25 cm e 30 cm na porta dos hotéis, que ficam entre as pistas de esqui.

As pistas superiores acumulam 80 cm de neve. Há previsão de uma frente fria para esta semana, o que deve fazer com que aumente a neve na estação.

Um dos melhores meses para deslizar na montanha é agosto. Além da quantidade de neve ser maior, esse mês oferece dias ensolarados que ajudam a transformar a paisagem num cenário ideal para quem pratica o esporte. De qualquer maneira, antes de empacotar as malas, é bom consultar as condições de neve (www.gochile.cl/spa/Guide/ChileSkiGuide/Chile-Ski-GuideSki-Report.asp).


da Folha de S.Paulo, em Chillán - 07/07/2003 - 03h58


O Brasil invade a neve
O inverno do dólar em baixa faz os brasileiros trocar as praias do Caribe pelas estações de esqui da Cordilheira dos Andes

O CAÇADOR DE PISTAS

Cláudio Campos, carioca que já visitou 15 estações de esqui da América do Sul, simboliza um novo tipo de turista brasileiro

Seja para esquiar, seja para curtir o charme da montanha, nunca tantos brasileiros escolheram a neve como destino de férias. Segundo as agências de viagem especializadas, as vendas de pacotes turísticos para o Chile e a Argentina atingiram, no fim de abril, 50% do total da temporada de inverno de 2006, encerrada em setembro. Na comparação com o ano passado, a expectativa é que a estação feche com movimento pelo menos 20% maior.

Neste ano começamos a vender bem mais cedo. Para julho, praticamente tudo já está lotado, diz Gilles Chaton, da agência paulista Viagem Aventura. Os pacotes mais em conta para Bariloche, na Argentina, tradicionalmente o lugar preferi-do pelos brasileiros, já acabaram. As acomodações que restam são luxuosas - e bem mais caras. O mesmo acontece em Por-tillo, Valle Nevado e Termas de Chillán, três dos destinos mais disputados do inverno chileno. A procura por um lugar na neve supera o interesse pelas praias do Caribe, por exemplo.

Além do dólar baixo, outro fenômeno explica o boom do turismo de neve: muitos brasileiros descobriram recentemente o prazer de esquiar. E perceberam que passar uma semana num hotel de montanha não custa uma fortuna. -Esse mercado começou a crescer antes mesmo da queda do dólar, diz Frederico Levy, diretor da agência Interpoint, que há 20 anos explora o segmento de esqui. Nesse período, segundo ele, houve uma redução significativa no custo dos pacotes disponíveis. Hoje, é possível viajar para uma estação de esqui e ficar bem acomodado pelo mesmo preço de uma semana na Disney. -É metade do que se cobrava há dez anos, afirma. A queda no preço vem aumentando a demanda - e o turista brasileiro passou a ser disputadíssimo por argentinos e chilenos, antes acostumados a receber exclusivamente esquiadores europeus.

Na semana passada, um comitê representando o Ministério do Turismo argentino esteve em São Paulo para divulgar as atrações de inverno do país. Uma das apostas é Cerro Castor, que neste ano deverá receber mil turistas do Brasil. No inverno de 2005, eram apenas 30. Entre as estratégias para conquistar os brasileiros está uma política de descontos especiais. Quem escolhe a ainda desconhecida La Hoya, na Patagônia, paga apenas 50% da tarifa cobrada nos lifts, os meios de ele-vação que levam ao topo das pistas. -Estamos criando atrativos especiais para os brasileiros que ainda não conhecem nossa região, diz Claudia Tavares, secretária de turismo local. Na ponta do lápis, o desconto nos lifts pode significar uma econo-mia de até US$ 800 para uma família de quatro pessoas que pretenda passar dez dias esquiando. Como está mais ao sul, a região tem neve até o início de outubro, o que não ocorre nas estações badaladas.

O esforço para divulgar novos destinos entre os brasileiros tem duplo objetivo. O primeiro é recuperar o investimento na ampliação das estações. Só neste ano, a prefeitura de Esquel, onde fica La Hoya, investiu o equivalente a R$ 12 milhões em in-fra-estrutura para receber cerca de 3 mil pessoas diariamente durante o inverno. Sem os brasileiros, os negócios estariam amea-çados. A segunda finalidade é ocupar os hotéis ao longo de toda a temporada. Como em La Hoya a neve permanece boa até bem depois da alta estação, não é preciso correr para lá em pleno mês de julho.

Evitar a alta temporada é exatamente o conselho do empresário carioca Cláudio Campos, um verdadeiro desbravador da neve dos Andes. -Em vez de viajar quando está tudo cheio e o clima é mais frio, quem gosta de esquiar adia a viagem para agosto e setembro, diz. Nos últimos anos, ele visitou nada menos que 15 estações no Chile e na Argentina, coletando material para publi-car um guia completo sobre o esporte, a ser lançado no próximo ano.

Ao mesmo tempo que abre novas fronteiras, a indústria do turismo de neve vem se sofisticando. -Com o aumento da demanda, as agências passaram a oferecer mais destinos e também mais opções de luxo. -Mesmo em locais aparentemente saturados, como Bariloche, é possível encontrar ótimas surpresas, afirma Campos. A pedido de ÉPOCA, ele listou as melho-res estações de esqui e os melhores destinos para quem deseja apenas curtir o charme da neve (leia no quadro).

Por acreditar que a maior estrela do inverno argentino continuará brilhando em 2007, a operadora Fênix, de São Paulo, bloqueou um hotel inteiro em Bariloche, com 70 quartos. Com isso, poderá oferecer 4 mil lugares até o início de agosto. Outras empresas estão seguindo o mesmo caminho e já se antecipam para evitar problemas nos aeroportos. Boa parte dos pacotes para Bariloche conta com vôos fretados. A preocupação é compreensível. Já não é fácil reservar passagens em algumas rotas, mesmo naquelas com grande oferta de assentos. De São Paulo para Santiago, no Chile, partem diariamente dez vôos. Mesmo assim, já está difícil encontrar passagem para as sextas-feiras e os sábados de julho. Mais um sinal de que os brasileiros vão mesmo dominar o inverno nos Andes.


Por: Celso Masson
revistaepoca.globo.com


Neve à vista
Saiba tudo que rolou na temporada brasileira de neve, nas montanhas emprestadas do Chile

Terminou no fim de semana passado, a temporada brasileira dos eventos na neve. Este foi o ano com maior número de campeonatos, atletas, turistas e freqüentadores brasileiros em geral, que ocuparam em boa escala a cadeia montanhosa da Cordilheira dos Andes, mais precisamente na faixa situada entre Chile e Argentina. A Trip não falha nunca nessas horas e uma vez mais contou com uma base móvel no Chile


Homens das neves

O brasileiro é um povo criativo por natureza, tanto que conseguimos estabelecer alguma tradição no mundo dos esportes de neve , mesmo vivendo em um país tropical. Algo no mínimo inusitado que efetivamente vem acontecendo nos últimos anos. No aspecto competitivo, atletas como Isabel Clark, 9º colocada na Olimpíada de Inverno, a melhor colocação de uma atleta sul-americana na história, e Mario Zulian, que este ano, em alto estilo, ficou em 2º lugar no Big Air da Copa Continental, são prova cabal de que vimos a cada dia aumentando nosso espaço no cenário competitivo internacional. Na outra ponta, o fluxo de turistas, simpatizantes e praticantes de ski e snowboard ávidos por diversão, adrenalina ou simplesmente boas histórias para contar vêm crescendo em escala quase industrial. A facilidade de acesso, o baixo custo dos tíquetes aéreos, a familiaridade com o povo local e principalmente a alta qualidade técnica das montanhas sul-americanas explicam a identificação tupiniquim com o gélido ambiente.


Corralco

Esta história começa em Corralco, novíssima e pequenina estação, inaugurada em 2003 e localizada a 900 km ao sul de Santiago, que tem capacidade para receber não mais que 200 felizardos, foi o palco do primeiro evento brasileiro de kitesnow. Anos atrás, e mais recentemente na Trip# 145, publicamos em primeira mão o surgimento dessa nova modalidade inventada por uns franceses loucos e ávidos pela liberdade de poder subir montanhas, rebocados apenas por uma pipa, bem diferente da realidade dos lifts (meios de elevação) lotados, típicos dos grandes resorts de neve. O kitesnow é difícil porque reúne o fundamento de direção de pipa, o que gera a força propulsora do equipamento, e a habilidade de condução de uma prancha de snowboard. Aliás, vale lembrar que entre todos os esportes de prancha, o snowboard é o mais específico deles, pois o sistema de condução da prancha é mais técnico e sensível aos comandos do condutor, se comparado a outros esportes como surf e skate. O visual de sonho e o clima paradisíaco serviram de pano de fundo para a dúzia de competidores que botou pra baixo nas modalidades slalom e freestyle. No fim das contas, o porto-alegrense Roberto Hillman ficou em primeiro lugar, seguido de Rafael Domingues, de João Pessoa, e de Fabio de Maria, de São Paulo. De cabeça feita e sorriso largo, juntamos as tralhas e partimos para El Colorado, que fica a apenas uma hora de Santiago.


El Colorado

El Colorado faz parte de um complexo de montanhas situado a alguns minutos de Vale Nevado, a estação chilena mais conhecida e freqüentada pelos brasileiros. Entre os dias 27 de agosto e 1º de setembro, rolou o tradicional Campeonato Brasileiro de ski e snowboard, que chegou à sua 12ª edição, que sempre acontece paralelamente à Continental Cup, etapa sul-americana do circuito profissional da FIS. Assim, foram definidos os campeões brasileiros e sul-americanos, nas categorias amador e profissional, das modalidades Big Air, Giant Slalom e Boarder Cross. Mesmo com número recorde de inscritos, a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) teve que bancar o evento na raça, pois não houve o envolvimento de um patrocinador máster. Mesmo assim, esta edição foi a mais prestigiada e a que apresentou melhor nível técnico dos competidores. Os destaques vão para Isabel Clark, que se tornou 12 vezes campeã brasileira no boarder cross, além de terceira na Copa Continental, perdendo apenas para a terceira e quarta colocadas da última Olimpíada de Inverno de Turim; e para Mario Zulian, que levou o título brasileiro no Big Air da FIS e foi vice-campeão na categoria principal da Copa Continental. Mario, que vem se “internando” na montanha, onde faz um treinamento intensivo com Isabel Clark, está andando muito, beirando o nível dos melhores gringos. Para embolsar a parada, Mario mandou um perfeito backside rodeo 540º na final, umas das manobras mais plásticas e difíceis desse esporte. Felipe Mota também foi outro profissional que mais uma vez freqüentou os pódios no big air e boarder cross. Destaque também para a presença maciça da mais conturbadora e carismática equipe brasuca, a CS Team, dirigida por Rogério Lalau, da qual alguns membros aqui da casa fazem parte. Este ano a CS Team se superou, bateu o próprio recorde, e teve que pagar excesso de bagagem na volta, por conta da exorbitante quantia de 17 medalhas conquistadas e inúmeros copos de cerveja consumidos. Com os ânimos ajustados, desta vez regidos por uma forte ressaca, partimos para a magnífica Termas de Chillan.


Termas de Chillan

Chillan é um dos lugares mais agradáveis de se conhecer. Um resort de ski supertranqüilo que, entre outros diferenciais, conta com a maior pista tratada da América do Sul, com cerca de 14 quilômetros de extensão. Porém, a maior atração de Chillan para quem anda de snowboard são as opções do chamado fora de pista, algo como uma onda perfeita quebrando solitária somente para você e seus amigos, simplesmente o sonho de consumo de nove em cada dez riders. Composta por todo espaço não delimitado pelas bandeiras, essa área não recebe o tratamento feito pelos tratores e geralmente reserva neve virgem ou semi-intacta em montanhas de ótimo grau de inclinação, que demandam alto nível técnico e principalmente um bom conhecimento da área a ser explorada. No fora de pista, você assume seu próprio risco ao assinar um termo de responsabilidade que isenta a direção da montanha da responsabilidade por qualquer dano físico ou acidente. Para completar, o que poucos praticantes sabem é que as companhias de seguro saúde não indenizam acidentes nessas áreas. Mesmo assim, com todos os riscos, inclusive o de avalanche, o fora de pista é o pote de ouro no alto da montanha tão perseguido pelos snowboarders de responsa, o verdadeiro clímax do esporte. E lá, em Chillan, sobram opções. Com fácil acesso via lifts, motos de neve ou mesmo helicópteros, é impossível ir até lá e não correr tão prazeroso risco. Depois de quase um mês sobrevivendo em muquifos apertados, graças a nossa eficiente produção descolamos um hotel classe A, assim nos preocuparmos só em conhecer a montanha, andar de snow, produzir imagens e conferir de perto o último dos eventos brasileiros, a Copa Brasileira de Ski e Snowboarding. Foi a primeira versão desse campeonato que tem por característica ser um evento amador, boa escola para o surgimento de novos talentos para competir nas provas FIS num futuro próximo. Entre os snowboarders, a Trip foi bem representada por este que vos escreve, com o quinto melhor tempo no geral, depois de um 10º lugar nas provas de El Colorado. Um grande prazer foi assistir a riders como Flavio Ascânio, Léo e Mauricio Natário, que emprestou toda experiência acumulada em mais de 12 anos de vivencia nas montanhas de Coper, Aspen, Vail e região, para dar uns toques na galera e trocar idéia full time sobre a vida no gelo. Evento encerrado depois de muita neve na cabeça, no melhor sentido. O consolo da partida da montanha foi feito à base de planos futuros, que provavelmente você conferirá por aqui! Até a próxima temporada dos abomináveis brasileiros da neve.


Por: Antonio Totó Bonfá
revistatrip.uol.com.br


O Chile é o segundo país sul-americano mais visitado pelos brasileiros
Seminário sobre Convênios promoveu `auditoria preventiva` na EmbraturNovos destinos confirmados para LACIME 2006

Os workshops realizados pela Corporação de Promoção Turística (CPT) do Chile em São Paulo, Porto Alegre e no Rio de Janeiro reuniram mais de 800 agentes e operadores de viagens.

Durante os eventos, 28 empresas chilenas tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos e serviços ao mercado brasileiro.

-De 2004 para 2005 registramos um crescimento de 40% no número de brasileiros que visitaram nosso país. Este ano, com todos os investimentos e ações que estão sendo feitos, nossa expectativa é de que o aumento seja de mais 10%, explica Karin Hayes, gerente de comunicação e marketing da CPT.

O Chile é o segundo país sul-americano mais visitado pelos brasileiros, perdendo apenas para a Argentina. Seus destinos mais populares são a região dos Lagos e Vulcões, Santiago, Viña del Mar e Valparaíso, além das estações de esqui Portillo, Valle Nevado, Chillán e Pucon. Porém o Deserto do Atacama e a Patagônia também começam a destacar-se.

De modo geral, todos estes locais oferecem inúmeras opções aos turistas, que vão de belos lodges como o Terrantai (San Pedro de Atacama) até hotéis cinco estrelas como o Puyehue (Parque Nacional Puyehue) e Remota (Puerto Natales), passando por excelentes restaurantes.

Há ainda embarcações que navegam pelo Estreito de Magalhães (Mare Australis, Via Australis e Skorpios), pelos fiordes que vão de Puerto Montt até Puerto Natales (Navimag y Catamaranes del Sur) e pelos Lagos Andinos (Cruce de Lagos).

Entre os locais ainda desconhecidos, mas que também merecem atenção, estão Coihaique, na Patagônia Norte, onde fica o charmoso lodge Terra Luna, e San Felipe, a 1h30 de Santiago, onde há o Hotel & Spa Termas de Jahuel. Outra novidade é a Rota do Vinho do Vale de Colchagua, que inclui um passeio de trem pelas plantações e hospedagem no Hotel Santa Cruz.

Os turistas contam ainda com operadores especializados em turismo de aventura. Destaque para a americana Abercrombie & Kent, que recentemente iniciou suas operações no Chile, e a Azimut 360.


Sobre a CPT

A Corporação de Promoção Turística do Chile é uma entidade público-privada sem fins lucrativos, que tem como finalidade o desenho e a execução de estratégias de divulgação do país no exterior.

Dela fazem parte o Serviço Nacional de Turismo (Sernatur), 121 empresas associadas e ainda 600 sócios indiretos, representados por câmaras de comércio, corporações, administrações municipais e associações.


Fonte: AD Comunicação & Marketing
Por Equipe EcoViagem. 25 de Abril de 2006.


Especial de Turismo - 18/07/2006 - 21:47 - Edição nº 44


Turismo no Frio

Existem inúmeras opções para aproveitar o turismo do frio, um bom aliado de muitas cidades que fazem disso as bases do seu maior crescimento. No mundo esse turismo ganha a cada dia mais interessados e atrai milhões de pessoas.

Ainda com falta de neve alguns lugares apresentam uma grande quantidade de atrativos que transformam o inverno no preferido dos visitantes. O clima de montanha beneficia milhares de atividades no mundo, assim como no Brasil, onde as cidades que exploram isso recebem milhares de turistas anualmente. Muitas são as pessoas que esperam as noticias para se deslocar rapidamente onde cai neve. No Brasil os benefiociados nesse sentido é o sul.

Os municípios que oferecem o frio criam condições peculiares e atrativos. Sabendo que equanto mais atrativos, melhor sera aproveitada a permanência do turista, acompanhando claro um bom atendimento.

Com neve esporádica, mas com muitas bonitas geadas, o Paraná se apresenta como uma excelente opção do turismo do inverno, tendo cidades que oferecem diferentes alternativas nesse tipo de turismo, como acontece em outros estados que levam grandes quantidades de pessoas para esse clima. A movimentação do turismo do frio e neve é imenso e gera riquezas, na maioria das estações invernais é dificil encontrar vagas disponíveis no momento. Sucesso garantido.


Turismo de neve e frio

Aberta oficialmente a temporada para os destinos de neve e frio na América do Sul, que este ano, repetindo o sucesso anterior, deverá aumentar ainda mais a quantidade de visitantes. Esses dois elementos têm se transformado em um verdadeiro paraíso, para os amantes do turismo esportivo, ecológico e de aventura, com um marco de beleza incomparável, ideal para quem procura emoções.

Desde os locais de maior infra-estrutura turística, dos gigantescos mantos de neve, que cobrem a fascinante Cordilheira dos Andes, nos maiores centros de inverno, com destaque Chile e Argentina, até os mais recônditos locais, de rústicos povos, que oferecem um turismo singelamente pitoresco, com comidas típicas e tradições, a temporada de inverno se manifesta promissora para os empreendimentos turísticos do frio.

As vendas de pacotes da neve, pelas operadoras e agências de viagens, estão oferecendo para o turista novas opções de conhecer o mundo bem de perto, na própria América Latina, que pouco tem a perder para a maior infra-estrutura mundial dos países que têm a sua disposição a neve, como principal atrativo.


A neve no Chile fascina os turistas

O encanto das paisagens e a magia do frio, com muita beleza a ser descoberta em tranqüilos passeios ecológicos e aventuras, muita diversão, excelente atendimento e a vertigem dos esportes de neve aliados à emoção, fazem do Chile um espetáculo à parte, em um gigantesco cenário da neve, junto à majestosa Cordilheira dos Andes, com sua fantástica natureza viva, única e plena, com lagos, bosques, vulcões, fontes termais, cimos nevados e nas alturas, elegantes condomínios, luxuosos hotéis, resorst, spas, pousadas, refúgios, restaurantes, teleféricos de todo tipo, e os mais modernos equipamentos associados às excelentes alternativas de lazer, integrados a uma maravilhosa e completa infra-estrutura, compõem os maiores complexos esquiáveis do Hemisfério Sul.

As condições de neve no Chile variam de norte a sul. As pistas de esqui do centro são mais altas e muito melhor equipadas, onde já foram realizados campeonatos internacionais em várias modalidades. A maioria dos centros de inverno do país é muito bem estruturado, para o aproveitamento da neve em todas as suas formas, de fácil acesso às maiores cidades do país, permitindo desfrutar em plenitude de momentos inesquecíveis com aconchego, em total conforto, romantismo e prazer.

Historicamente, a prática do esqui, na América do Sul, começou no Chile, nos anos 30, com a abertura dos primeiros clubes e a construção de refúgios de montanha. Portillo foi o primeiro centro de esqui a ter teleférico de cadeiras do continente e sede de um campeo-nato mundial no esporte.

A pouca distância da capital, Santiago, é possível encontrar grandes, médios e pequenos centros de inverno, muito bem equipados, com pistas de esqui para todos os gostos, em: Farellones (40 Km); El Colorado (45 Km); La Parva (55 Km); Valle Nevado (60 Km); Lagunillas (67 Km); Chapa Verde (139 Km); Portillo (145 Km); Termas de Chillán (480 Km); Antuco (604 Km); Llaima (663 Km); Lonquimay (696 Km); Villarrica e Pucon (793 Km); Antillanca (1.046 Km); La Burbuja (1.067 Km); El Fraile (2.042 Km); Cerro Mirador (3.150 Km). Na região central a temporada de esqui vai de junho a outubro. Na maioria dos centros, ao final do dia, a vida noturna toma conta com diferentes emoções, cenários de ruas coloridas e luzes que brilham mais junto à neve, assim como o calor dos bares e restaurantes onde as comidas típicas, a música, a dança e as atrações tomam conta do local. Quem não gosta do barulho, pode desfrutar de um aprazível momento de descanso que se contrapõe à visão espetacular das descidas com tochas, que se refletem iluminando a neve em harmoniosos movimentos. Esta prática de esqui se transformou em uma das características daregião.


Portillo

Neste ano 2006, Portillo está celebrando os seus 57 anos como o Centro de Esqui mais antigo e prestigiado da América do Sul! O Portillo está localizado acima da linha da vegetação, a 2.850 metros acima do nível do mar, no Caminho Internacional que une Santiago do Chile com Mendoza, Argentina; a só 2 hr. 15 min. de Santiago. A montanha mais alta do Hemisfério Ocidental, o Aconcagua, está muito perto do Portillo. O Hotel e a área de esqui estão situados em redor da formosa Laguna do Inca onde a vista brinda uma incrível sensação de prazer e bem-estar.Os hóspedes do Portillo vêm de todas partes do mundo. O Hotel é a única coisa que há nesse setor, de maneira que os nossos 400 hóspedes têm todas as instalações e as canchas de esqui somente para eles. Como é um programa semanal os passageiros chegam juntos cada sábado, desde junho até outubro, e vão-se embora o sábado seguinte depois de ter desfrutado de uma semana cheia de atividades, do melhor serviço e dias de esqui inesquecíveis.


Valle Nevado

Mundialmente conhecido pela qualidade de seus luxuosos hotéis e resorts, munido de to-do conforto, junto às maiores áreas esquiáveis da América do Sul, com uma área de 9.000 hectares e 34 pistas desprovidas de árvores ou bosques e um sistema de teleférico ou cadeiras mecanizadas de transporte de alta velocidade, bastante moderno, a Andes Express, que permite alcançar os mais elevados trechos para deslizamentos. Somam-se outras cadeiras desembarcáveis e sete andaríveis, além de um Snowboard Park único na América do Sul, com o que existe mais de moderno em Half Pipe e Border Cross. Pistas onde foi realizado, em 2001, a Copa Mundial Nokia FIS de Snowboard. Fora das pistas, passeios de aventura nas neves virgens, em grandes cimos.


Chillán

O Centro de Esqui Termas de Chillán, além de ser um versátil lugar pleno em natureza com luxuosos hotéis, spa e grandes condomínios, conta com 28 pistas de esqui cuidadosamente condicionadas com um total de 35 quilômetros completando 10.000 hectares de área esquiável, incluindo nove meios de elevação com andaríveis e cadeiras mecanizadas. Nas pistas em destaque, uma vertical de 1.100 metros e uma extensa pista de 13 quilômetros, conhecida como as Três Marias, sendo a mais comprida da América do Sul. Entre seus atrativos, o local apresenta neves virgens e bosques nativos


Esquiando nos vulcões

Poucos lugares no mundo podem oferecer a oportunidade de esquiar em vulcões, sendo uma experiência única, com maravilhosas visões de singular beleza, com maior destaque ainda quando esses vulcões estão ativos. E, se acrescentar a isso o aproveitamento de reparadores banhos termais e suas extraordinárias vantagens terapêuticas ou medicinais, além do conforto e o máximo de lazer se forma um fascinante instante de prazer. Os vulcões mais conhecidos e com melhor infra-estrutura para a prática do esqui são: Antillanca; Llaima; Villarrica e Pucon, além das Termas de Puyehue; Huife; Chillán e o Gran Parque do Sul e Austral


A neve na Argentina emociona o visitante

Terra do fogo - Ushuaia

A cordilheira dos Andes exibe sua grandeza nas províncias patagônicas com bosques milenares, espécies vegetais autóctonas que se estendem a beira de espelhos de água. Nos cumes das montanhas a natureza é desbordada em picos de granito e campos de gelo que derramam suas belezas em inigualáveis glaciais e lagos.

Imponentes mamíferos e aves marinhas vivem algumas temporadas nas agrestes costas patagônicas onde cumprem parte de seu ciclo vital. Colônias de lobos marinhos brincam em ilhas e restingas. Elefantes marinhos têm na Península Valdés o mais importante paragem continental do mundo, lugar mágico ao que concorrem com pontualidade as baleias francas austrais a se procriar (Golfos Nuevo e San José). Maras, ñandúes e guanacos correm pelas estepes e em Punta Tombo se encontra a maior colônia de pingüins magalhânicos do planeta. A atônita mirada do visitante contempla esta cadência que se repete desde tempos imemoráveis.

Ao sul na Tierra del Fuego, a cidade mais austral do mundo, Ushuaia é a porta aberta para a imensa e misteriosa Antártida. Visite o museu do Fim do Mundo e o museu Marítimo (antigo presídio), e desfrute da natureza que rodeia a cidade.

Um trenzinho leva até as portas do Parque Nacional Tierra del Fuego, que protege diversas espécies de flora e fauna. No parque convivem os zorros vermelhos, guanacos, castores e condores, entre várias espécies de bosques nativos.


Bariloche

Bariloche nas às margens do lago Nahuel Huapi, o principal da região, se transforma no paraiso da neve para os brasileiros com frio rigoroso e variadas pistas de esqui, que inclui uma diversidade de passeios turisticos dos mais diferentes. Cenários de rara beleza, cruzando o parque nacional Nahuel Huapi e os lagos Espejo, Correntoso, Bailey Willis, Escondido, Villarino, Falkner e Machônico. Extremamente aconchegante para visitas cheia de atrativos naturais. Também é interessante conhecer a pequena Vila de San Martin de los Andes, que parece uma cidade de brinquedo


www.jornalsur.com


As mais importantes estações de Esqui em Chile

Portillo é conhecido como o centro mais antigo da América do Sul na história do esqui. É possível achar em Portillo as melhores experiências de esqui e mesmo de hotéis do esqui no Chile. Portillo é totalmente independente já que não tem nenhuma cidade perto, mais além da branca Cordilheira chilena. Se você tem a vontade de um pacote de verão do recuerdo de esqui, venha a conhecer nosso Hotel de esqui no Chile em Portillo. A melhor experiência e calidade em quanto esqui poderão encontrar. Venha com sua família, desfrute do ar e a natureza que Chile oferece aos turistas, com a mais alta qualidade em atenção ao publico que visita nosso centro.

Você também terá acesso ao maior divertimento em Portillo, sentindo realmente suas férias de inverno, e tendo também a possibilidade que suas crianças tenham seu espaço pra assim, ter a liberdade no seu andar pelo lugar.

Tem aqui uma serie de atividades que envolvem todos os seres da sua família onde o pessoal do Portillo nos esmerará espacialmente nesses dias de sua estadia.

Poderá também desfrutar das Cozinhas do mundo e da Semana do vinho, venha com sua família, e conheça Portilllo, vai valer a pena.

Para os povos quem amam vir de outros países praticar o esporte do esqui deve saber ao da data de Estações esqui chile bem. Estações esqui chile abre geralmente entre os meses de junho e setembro, isso é o lugar onde neve natural cheia andes. No Chile os lugares numerosos existem para praticar este esporte. centros do esqui como a pilha, o Colorado, vale neve-coberto, lagunillas, viewpoint do monte, chapeia o verde, etc.. todos estes lugares oferecem serviços de alojar para os visitantes diferentes dos centros do esqui. O Chile é um país privilegiado para tudo o que é o esqui e o snowboard, desde a escala da montaña do andes presents/displays as mais melhores trilhas para este esporte. O ano do Chile ao ano recebe milhares dos turistas, aqueles que viajam na busca de cenas novas para praticar este esporte. entre assim muitos centros do esqui mas sabidos e o favorito entre os amantes do esqui é portllio, que isto localizou para escolhir 164 kilometros de Santiago, na quinta região.

Os povos que aprecíam a adrenalina devem visitar a abertura em seu de Estações esqui chile, desde que é um lugar dentro onde os povos podem apreciar 23 campos do esqui que são divididos para os povos que têm níveis diferentes da aprendizagem como para o exemplo para os povos que skian em um nível básico tenha um 10%, visto que aqueles do nível intermediário podem apreciar 70% dos campos avançados desiguais mas esse contagens em 20 % para único ele. Um outro esporte que seja usado muito neste lugar além ao esqui é snowboard e heliski, que estão usados geralmente pelos amantes da adrenalina.

Todo o isto pode fazer quando a abertura estiver em seu Estações esqui chile, desde que é aqui onde o tempo acompanha a qualidade pela neve. Os povos quem amam apreciar uma semana no de Estações esqui chile, único deve encontrar para fora nos pacotes, desde muitas famílias contraia esta opção de modo que os valores incluam mesmo todas as atividades para seus childs. Se você visitar a abertura entre seu Estações esqui chile você você poderá fazer classes do esqui para poder aprender ou melhorar sua técnica. A lata da escola do esqui tanto quanto seja para adultos, as crianças ou fazer dos discapacitados deste formulário que é esqui são umas pequenas mas acessíveis a todo o tipo de pessoa. Se você for daqueles povos quem a única abertura visitaria para apreciar suas paisagens, pode fazê-lo e se for que dão o desejam aprender que um esporte branco pequeno pode recorrer ao leasing do equipamento das marcas como o rosignol, K2, Volki, para nivelar dynastar e para calçar o esqui, assim para poder ser com olhar mas confortável e para poder começar com suas classes dos matinales do esqui. Os povos quem amam aprender à prática do formulário relaxado mas o que é o esqui podem fazer exame da vantagem da superfície esquiable dentro onde os povos de skian nivelado básico, assim para poder praticar e para poder tornar-se familiar com o esporte. contagens abrindo no andarivel, qual pode ser do telesilla do arrasto.

Os povos que escolhem visitar a abertura estarão visitando o lugar do Estações esqui Chile importante mas, em onde cada ano recebe aos selecionados dos países como Canadá, Italy, Austrália e os estados unidos, quais vêm praticar no centro de um inverno mais bonito, velho e famoso do país. A abertura tem muito o attractiveness, entre eles isto a lagoa do inca, o Aconcagua, irmãos do monte três entre outros, quais são grandes um attractiveness tanto quanto para os povos que skian como para os povos que visitam a abertura no esqui de Estações esqui Chile para apreciar seus confortos.

Se você vier do estrangeiro visitar o de Estações esqui chile, a linha de ar delta, oferece desengates diretos para Santiago do Chile das cidades de América latin, Europa e os EUA, aqueles que oferecem um desengate confortável e mas curto que a coisa normal, para seguir mais tarde a maneira para a abertura. Muitos povos que têm a planta a viajar à abertura fazem uma parada programada na cidade de Santiago do Chile, assim para fazer exame da vantagem de para saber mesmo mas do país. a estes povos recomenda-se lhes fazer o leasing nos hotéis como o Sheraton, Marriot, Kennedy, Atton, Assente san Francisco entre outro, todo o isto de modo que seu desengate possa fazer as atividades numerosas que fazem exame da vantagem do poço.

Para os povos que vão na busca de um de Estações esqui chile com confortos que grandes a mais melhor opção deve procurar um centro do esqui que acomodam até a arquitetura e a economia a ele, é porque abrindo, sendo um lugar de muito tourism, o esqui o Chile usa pacotes das férias em seu Estações esqui chile , de modo que os povos possam saber em 7 dias que devem apreciar a montaña, da neve e da mais melhor atenção. O esqui o Chile de Estações oferece pacotes muito aconselháveis, em onde incluem todas as atividades atingíveis na época do de Estações esqui chile. É porque os povos ao aproximar o de Estações esqui chile começam a encontrar para fora alojamentos e estadías. Os povos que visitam para a primeira vez dentro de Estações esqui chile , querem sempre retornar, e está aquele nas estações dentro onde começam de Estações esqui chile, os povos esperam poder levantar outra vez e para o eet eles mesmos com amigos, para praticar o esqui e o poder fazer exame da vantagem de para apreciar todos os confortos que ofertas de abertura em seu de Estações esqui chile, como para o jacuzzi do exemplo, cinema dos salões, gymnasiums, atividades do grupo, sauna, massages do relaxation, etc.

Para os povos que nunca vieram visitar a abertura em seu de Estações esqui chile está indo ser um desengate unforgettable, porque o espírito do esporte dos muitos inundação a atmosfera do mim animate matchless. Os povos que também não praticam a espera do esqui para ansioso a chegada do de Estações esqui chile, desde quando seus esposos praticarem algum esporte, nós eles mulheres podemos apreciar as atividades dos relajantes que convidam para se preocupar nos sobre nosso corpo e nossa saúde a nós. visita a abertura em seu Estações esqui chile e vê a coisa bonita que pode dever alojar em um lugar cheio do alvo.


www.skiportillo.com



REPORTAGENS EM ESPAÑOL

Comienzan los conciertos en el Casino Termas de Chillán

Luis Jara le sube el telón a esta serie de concientos en el Casino Termas de Chillán, este sábado a las 21. El cantante llega a este show muy motivado por su tercer premio “Copihue de Oro” al mejor intérprete nacional, que se le entregó anoche en el Teatro Caupolicán, y también con el gran éxito que está teniendo su última producción “Luis Jara 20 Años”.

Firme en su intención de convertirse en un nuevo polo de espectáculos de alto nivel, el Casino Termas de Chillán abre su parrilla de conciertos con la actuación del prestigioso cantante y animador de televisión Luis Jara.

La cita con el intérprete de los éxitos (Amame), (Mañana) y (Golpe de suerte) en el recientemente inaugurado nuevo espacio del Gran Hotel Termas de Chillán será este sábado 15 de diciembre a las 21.00.

(Confiamos en tener un buen marco de público, ya que la venta de entradas se ha ido incrementando en los últimos días, lo que se suma a que este fin de semana tenemos nuestra capacidad hotelera con bastante demanda. Eso sin mencionar la reconocida calidad del show de Luis Jara, que siempre despierta el interés de la gente por verlo en vivo”, sañala Francisco Giner Ossa, jefe de marketing de HS Hoteles & Resorts.

Vale señalar que Luis Jara llega a este recital muy motivado por su tercer premio (Copihue de Oro) al mejor intérprete nacional, que se le entregó anoche en el Teatro Caupolicán, y también con el gran éxito que está teniendo su última producción “Luis Jara 20 Años”.

Luego del concierto de este sábado, el próximo show que está programado en el Casino Termas de Chillán es para el jueves 3 de enero y correrá por cuenta del cantautor José Alfredo Fuentes.

Además, se está en contacto para que en los próximos meses actúen ahí los músicos Los Tres, Nicole, Joe Vasconcellos, Javiera Parra y el humorista Coco Legrand. Cabe señalar que las actuaciones de Los Tres y Joe Vasconcellos serán en formato unplugged. La idea, también, es incorporar al Casino Termas de Chillán al circuito de artistas extranjeros que visitan el país.


www.turismo530.com



COMPRAS

MERCADO DE CHILLÁN - É um dos mais importantes, conhecidos e antigos do país. Inaugurado em 1852 como uma feira livre, vendem-se ali produtos artesanais em couro, rendas e argila da região. Restaurantes e bancas, as cocinerias, oferecem comida típica crioula.

LOJINHAS NOS HOTÉIS - ótimas para quem deseja apenas um suvenir.


Av. Plinio Brasil Milano, 805/501 - 90520-002 | Porto Alegre / RS

tel: (51) 2108-7170 | cel: (51) 9199-4477
fax: (51) 2108 7199
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