Dicas de Ushuaia


VENTO

Venta prá caramba em Ushuaia.
Afinal, você está no fim do continente... as nuvens são esfarrapadas como você jamais viu igual, e o tal ventinho exige providencias antecipadas : prepaire yourself !



LOJAS

Ushuaia, como zona franca, tem uma quantidade muito grande de lojas que vendem produtos importados e nacionais, livres de taxas ... caminhe bastante antes de comprar qualquer coisa, pois você poderá mudar de idéia muitas vezes durante estas pernadas...



SKIS RECOMENDADOS

Skiers : este ano tive a obrigação profissional, é claro, de provar alguns skis.
Foram vários, e ótimos - as novas tecnologias fazem ser cada vez mais fácil, seguro e prazeiroso esquiar na neve.
Minha recomendação : Rossignol B2 , brancos, super-carving, 5 cm A MENOS que a altura do vivente.
Soberbos na pista, no fora-de-pista, no extreme. suaves o tempo todo, e duros quando preciso - um baita ski, meu !!



ABORIGENES

Lá no museu do fim do mundo você vai ficar sabendo muita coisa sobre os verdadeiros donos da terra, o povo da Terra do Fogo.
Não perca, é fantástico saber como eram, como viviam, como foram colonizados e, claro, dizimados por nós em poucos anos.



CLIMA

É sagrado por aqui o tempo mudar com muita facilidade. Em Ushuaia de uma hora pra outra o céu que estava azul, pode mudar para uma grande nevasca ou vice versa . Portanto , ao sair para a montanha ou passeios é sempre bom estar previnido .



CÂMBIO

Em Ushuaia as casas de câmbio fecham cedo , em torno das 03:00 hs da tarde . Portanto , para quem passa o dia na montanha o ideal é trocar o dinheiro em Buenos Aires.



ALUGUEL DE SKI E SNOWBOARD

No Cerro Castor existem duas lojas de aluguel de equipamentos. Recomendo a loja na base , junto ao bar e restaurante Gancia , pois lá se encontram as mais modernas e melhores opções de " equipos".



KING CRAB

Ushuaia é um ótimo lugar para comer os king crabs, aqueles caranguejos gigantes das águas geladas, que você devora dando porradas com um martelo de madeira.
Um must !



DICAS DO JOSUÉ, MARTINA E MARIANA MENEZES

1. Quem quer alugar equipamento tem duas opções no Cerro. Uma na Boleteria e outra no restaurante da base (é a mesma loja). Quando a gente acha que só tem na boleteria, mas descobre depois que o material do restaurante é mais variado e mais novo. Até dá para trocar, mas ninguém acaba fazendo isso, a não ser que tenha pego uma bomba.

2. A representante da Badino, em Ushuaia (Tolkeyen) só tem um transfer de retorno por dia às 17:30, mas existem transfers relativamente regulares para descer a partir das 15:30 hs.

3. A saída do primeiro lift, que leva para a cota intermediária, de onde se acessa todas as demais é bastante acentuada (incrivelmente mais acentuada que qualquer outra da estação, até mesmo as dos cumes) e causa frequentemente tombos nos enferrujados e/ou inexperientes. Esta subida pode ser feita sem o equipamento, mas nem todo mundo percebe isso e só se dá conta quando já é tarde demais...

4. Se alguém te perguntar se vale a pena comprar roupas de esqui por lá, diz que sim. Tem uma loja chamada Popper que tem de tudo (muito grande) e tem preços prá lá de interessantes, principalmente no material da Columbia. Para ter uma idéia, um casaquinho reversível infantil (para a Mariana) que em Buenos Aires estava em todas as lojas mais de 300 pesos, pagamos 189 pesos.
Os Titanium da Columbia - que infelizmente não compramos - que em Buenos Aires estão quase mil pesos, lá estavam por volta de 600.



REPORTAGEM

O Point da Neve dá a dica para quem gosta de Ushuaia. Na edição de fevereiro de 2008 da revista "Viagem" da editora abril tem uma reportagem muito boa sobre a região. A repórter Lúcia Monteiro narra a viagem que realizou aos dois pontos extremos da Argentina, norte e sul. Na parte que nos interessa (a neve, é claro), ela fala sobre Ushuaia e arredores. A matéria traz dicas, sugestões de atividades e passeios e diversas opções gastronômicas típicas para saborear. Vale a pena ler! É um grande estímulo para quem está pensando em ir pra lá e um ótimo aperitivo para quem já está embarcando!!!


Argentina - Tierra de contrastes
Por: Lúcia Monteiro

São 7 da manhã, e as ruas de Puerto Pirámides estão vazias. A maior parte dos turistas se hospeda em Puerto Madryn, a 100 quilômetros dali, e só chega mais tarde, por volta das 9. Sentado numa cadeira de praia, o senhor rechonchudo de boina preta e barba branca parece ser o único habitante do vilarejo, que ofi cialmente tem 300 moradores. Ele se chama Mariano van Gelderen, nasceu há 62 anos em San Isidro e é o "baleeiro" mais experiente do pedaço. Ancorou sua lancha na entrada da Península Valdés no início dos anos 1970. Na época, o lugar vivia da exploração de sal e da agricultura. Não se tinha notícia de baleias, e a idéia dele era ganhar a vida com a pesca. Em 1973, ele viu quatro fêmeas com seus filhotes nas águas do Golfo Novo, na costa sul da península. A caça às baleias havia sido proibida, e seu número começava a crescer. Van Gelderen foi guia do oceanógrafo francês Jac ques Cousteau em suas expedições pela região e, depois disso, especializou-se na observação de baleias, atividade que requer bons binóculos, paciência e intuição. Hoje é dono da Hydrosport, uma das seis empresas do pedaço especializadas em mostrar baleias a turistas. Assim que o sol esquenta, ele deixa de ser um Popeye solitário e ganha a companhia de centenas de estrangeiros, vindos sobretudo da Europa. Entre junho e dezembro, quando a baleia-franca-austral percorre a costa sul da península, até 5 mil pessoas vestem colete alaranjado todos os dias e embarcam em passeios que duram cerca de uma hora, custam 80 pesos e mostram, além da atração principal, pequenas baías onde vivem gaivotas e leões-marinhos. Situada em Chubut, uma das cinco províncias que formam a região conhecida como Patagônia, a Península Valdés, a 1 500 quilômetros de Buenos Aires, é considerada desde 1999 Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Depois de uma cirurgia cardíaca no ano passado, Van Gelderen deixou de navegar. Baleeiros jovens substituíram-no na tarefa. Mas ele ainda passa horas e horas a olhar o mar com cara de quem está entendendo tudo. O calendário indicava 12 de dezembro, fim da alta temporada: as tarifas dos hotéis baixaram e a presença da maior estrela não estava mais garantida naquelas águas. Numa caminhada pela praia ao alvorecer, eu havia visto duas listras pretas que apareciam e desapareciam no mar.


- Seriam baleias, seu Mariano?
- Puede ser.
- Mas elas não foram embora?
- Puede ser.
- E vocês continuam fazendo o passeio?
- Se não houver baleias, devolvemos la plata.
- Para todo mundo?
- Por supuesto.


A lancha Mimosa 2 navegou por 40 minutos, em diferentes direções, e nada de baleias. Estávamos quase conformados, meus 46 compañeros de barco e eu, em voltar para terra sem nenhuma aparição. Afinal, vimos simpáticos leões-marinhos e gaivotas em vôo elegante, mas já pensávamos que poderíamos pedir o dinheiro de volta. De repente, suspiros. Todas as máquinas fotográficas se voltam para a direita, onde se vê uma mancha negra embaixo d'água. O guia pede calma para que a embarcação não vire. A primeira fila deve sentar-se, a segunda fica em pé e a terceira sobe nos bancos. Depois o marinheiro contorna a baleia e o posicionamento se inverte para que todos os passageiros possam vê-la de perto. O senhor austríaco com sua Canon automática cutuca a dona da Nikon profissional com imponente lente teleobjetiva que lhe impede a visão. Mãe e filho passam por baixo do barco, nadam ao redor, mostram cabeça e cauda, mergulham e voltam à superfície jorrando água pelo buraquinho das costas (o orifício dorsal serve para trocar o ar dos pulmões). Depois de meia hora e centenas de cliques, a Mimosa 2 deu meia-volta rumo ao continente. O espetáculo havia sido difícil o suficiente para emocionar a platéia. Uma salva de palmas aos dois tripulantes. Na volta, competição para descobrir quem tinha as melhores fotos. E não é que o zoom do austríaco era mesmo poderoso?!

Em agosto e setembro, as baleias-francas ficam pertinho da praia. Imagine como é se hospedar no Hotel Las Restingas, o único de frente para o mar em Puerto Pirámides, e, ao abrir as cortinas do quarto, dar de cara com uma delas? Durante esses dois meses, é possível admirá-las mesmo em Puerto Madryn, cidade que concentra a maior infra-estrutura hoteleira da região e, por isso, serve de base para conhecer a península, onde há poucos hotéis e restaurantes. Até pouco tempo atrás, a vida em Madryn era um marasmo. O clima extremamente árido desencorajava o povoamento da zona - a chuva atinge cerca de 200 milímetros cúbicos por ano, e a principal fonte de água potável é o Rio Chubut, que passa a 60 quilômetros dali. A cidade contava 3 mil habitantes até 1970, quando foi inaugurada uma fábrica de alumínio. Com a brutal desvalorização do peso, em 2001, ganharam espaço a pesca (de polvo, merluza e lagosta, sobretudo para exportação) e, claro, o turismo. Puerto Madryn mudou de cara e de hábitos. Chegaram argentinos de outras regiões, e a população saltou para 85 mil pessoas. Ruas de terra foram asfaltadas, e pipocaram restaurantes, lojinhas e empreendimentos turísticos de primeira linha, como o hotel-butique Territorio. Inaugurado em 2006 por um grupo de Buenos Aires, tem 36 apartamentos com banheira, aquecedores de toalha, cama king-size e temperatura ambiente regulada por controle remoto. A maior atração é a vista para o mar (e, com sorte, para as baleias...). Ainda em construção, o primeiro cinco-estrelas de Madryn tem abertura prevista para junho.

O baleeiro Mariano van Gelderen, o empresário Gustavo Walter, a estudante Guadalupe Coll, o dono de albergue Gastón Wynne e todos que encontrei em Madryn eram forasteiros. Eles se cumprimentam com dois beijinhos, sorriem à toa e não reclamam de dirigir horas a fio, em estrada de cascalho, sob sol forte - e bem devagar para não atropelar nenhum espécime da rica fauna local. Nas longas estradas da Península Valdés (são 400 quilômetros só de litoral), transitam bichos característicos da Patagônia, como mara (roedor de pernas longas), guanaco (que lembra o lhama) e peludo (tatu com pêlo), além de espécies importadas, como ovelha e coelho. Estes últimos multiplicaram-se como praga, de maneira quase tão surreal quanto o conto do argentino Júlio Cortázar em que o personagem regurgita coelhos sem parar. No extremo leste da península se localiza a Punta Delgada, refúgio de elefantes-marinhos, tipo de foca que deve o nome à tromba que exibe a partir dos 3 anos de vida. Quem se hospeda no Hotel de Campo Faro Punta Delgada ou na Estância Rincón Chico fica mais perto deles. Durante o período em que trocam de pele (cerca de um mês, em dezembro), os elefantes-marinhos vivem paradões, na maior boa vida. "Eles não se alimentam quando estão na praia e, para economizar energia, evitam qualquer movimento", explica Guadalupe Coll, estudante de biologia marinha responsável pelos passeios com os hóspedes da Rincón Chico. Para não assustá-los, andamos agachados, em silêncio. A Península Valdés é extensa (3 600 quilômetros quadrados) e pouco populosa. Por isso, mesmo com o forte aumento do número de visitantes nos últimos anos (de 66 mil pernoites em 2001 para mais de 200 mil em 2006), passear por ali ainda tem o gostinho de percorrer trilhas inexploradas - experiência pouco provável em Buenos Aires.

Se você esteve na capital argentina há pouco tempo, sabe que os brasileiros invadiram a cidade. O risco de esbarrar em conterrâneos é certo em San Telmo, no Caminito e nas lojas da Calle Florida. Ouve-se português o tempo todo. Afinal, a cidade concentra a maior parte dos brasileiros que visitam o país - e não são poucos. Mais de 400 mil só no ano passado. Desse total, menos de 20% se aventuram pelas maravilhas que não ficam às margens do Rio da Prata. Assim, é hora de rumar para o norte e/ou o sul do país. Boa notícia para quem não quer nem ouvir falar do Corinthians, da Ivete Sangalo e de transplantes de cabelo na cabeça de políticos: quase não esbarramos em conterrâneos ao longo dos 12 dias de viagem desta reportagem. Percorremos os dois extremos da Argentina. Não ouvi português em nenhum dos três dias que passei na região de Salta, no norte, e na Península de Valdés, no sul. Os brasileiros só começaram a aparecer mais abaixo, em El Calafate e em Ushuaia, as duas últimas cidades de nosso trajeto - mas mesmo ali éramos minoria. Predominavam canadenses, suíços, alemães, chilenos e... argentinos.

O clima particular (ensolarado e árido no norte, frio e com fortes ventos no sul) e a distância da capital mantiveram esses lugares praticamente isolados por muito tempo. Hoje, porém, tanto a região de Salta, perto da fronteira com a Bolívia, quanto a Patagônia Austral (ao sul de Bariloche, formada pelas províncias de Chubut, Santa Cruz e Terra do Fogo) não cessam de atrair estrangeiros e argentinos de espírito desbravador.

O norte está entre as zonas mais pobres do país e é menos explorado pelo turismo. As operadoras que vendem pacotes para lá costumam hospedar os turistas em Salta - a cidade concentra alguns bons hotéis e 137 agências de turismo, responsáveis por excursões pelas províncias vizinhas Jujuy e Tucumán, além de ser interessante do ponto de vista cultural e histórico. A arquitetura colonial é o que mais chama atenção em Salta, fundada em 1582. Observe como fica bonito à noite o Convento de San Bernardo, do século 16. Durante o dia, visite o Cabildo, antiga sede do governo municipal, atual Museu Histórico del Norte, e a catedral, erguida no século 19 para abrigar uma imagem de Nossa Senhora, a Virgen del Milagro, que, acredita-se, conseguiu parar o terremoto que arrasou Salta em 1642. A cidade é também conhecida por sua gastronomia, de tradição indígena. No inverno, prove o consistente e saboroso locro, uma espécie de feijoada à base de milho, feijão-branco, carne de porco e de boi, servido como sopa, sem arroz nem farofa. Mas são as empanadas salteñas que detêm a maior fama. Só levei a sério o apelido da iguaria - "empanadas pernas abertas" - quando a primeira gota do recheio manchou minha saia. O molho suculento e a carne picada com faca (e não passada no moedor) são as principais características das salteñas. Salta vale um ou no máximo dois dias de sua viagem. Se a idéia é conhecer bem o norte argentino, o melhor é fazer um roteiro linear: pouse em Jujuy, passe por

Salta de carro e decole de Tucumán. No caminho, você vai encontrar as maiores jóias da região: a Quebrada de Humahuaca e a Quebrada de Cafayate. Quebradas são na verdade cânions. Nos dois casos, trata-se de vales esculpidos por rios formados por águas de degelo vindas da Cordilheira dos Andes. Parece improvável que o magro filete que vemos correr entre os rochedos vermelhos, verdes e acinzentados tenha sido responsável por lapidar aquela imensidão toda. O tempo e o vento contribuíram para desenhar o cenário, ao longo de milhares e milhares de anos. Foi a erosão eólica que desenhou o Anfiteatro, concha acústica natural entre Salta e Cafayate, ponto de encontro de vendedores de artesanato, ônibus de excursão e músicos. Sim, aqueles mesmos com flauta, tambor e violão. Eles não são bolivianos nem peruanos, mas argentinos mesmo, de origem indígena. Há diversas etnias na região. A Quebrada de Humahuaca foi ocupada por povos pré-hispânicos desde 10000 a.C. Em Tilcara, o sítio arqueológico conhecido como Pucará tem resquícios de uma fortaleza que pertenceu aos incas e prosperou entre os anos 1000 e 1480. Lá viveram 5 600 índios pucaras. Hoje a paisagem é dominada por cactos milenares de até 6 metros de altura - os cardones. De lá, rume para a pequena Purmamarca, cidadezinha em que o vermelho das montanhas se mistura às paredes das casas e às ruas de terra. Tapetes e casacos de lã tecidos artesanalmente por comunidades indígenas acrescentam colorido. Por que não fugir do óbvio e hospedar-se ali? A recém-aberta pousada Los Colorados é a campeã no quesito charme. Os donos explicam o estilo com o adjetivo "mediterrâneo", mas quem determina as linhas e as cores é mesmo a geografia local. Sua construção irregular no mesmo tom da montanha parece, por essa razão, emergir naturalmente dela. Tem sete cabanas bem equipadas (TV, DVD, cozinha, sala, aquecimento central, lareira, varanda e hidromassagem). Depois de Purmamarca, a próxima parada é Humahuaca. Mais interessante que a Igreja da Candelária é observar a população da etnia quíchua vendendo artesanato nas ruas. Com a filha amarrada nas costas por um manto vermelho, Nicolasa oferecia broches de lã por 1 peso. Comprei três. Quando Abigail, de 12 anos, propôs a mesma mercadoria, ensaiei uma esquiva. Ela saiu-se com uma paródia de um verso tão conhecido por lá quanto "Batatinha quando nasce" por aqui: "En la punta de aquel cerro Hay una planta de albahaca Si usted no me da la propina No se va de Humahuaca".

Preciso dizer que levei mais um brochinho para casa? Antes de seguir viagem, não se acanhe de experimentar folhas de coca, vendidas em saquinhos plásticos pelos locais, que costumam mascálas para minimizar os efeitos da altitude. O desconforto causado pelo ar rarefeito (tontura, enjôo, dor de cabeça) provavelmente será sentido ao cruzar a Puna de Jujuy, a 4 mil metros de altitude, para chegar a Salinas Grandes, um lago salgado de 12 mil hectares de onde se extrai sal - é possível caminhar sobre ele e ver os trabalhadores em ação. Em Cafayate, descubra as bodegas, que têm conquistado prestígio graças à uva torrontés, símbolo da região. Ela produz vinhos brancos frutados - "os mais expressivos da Argentina", na opinião do músico e enófilo Ed Motta. A imersão completa inclui os sorvetes de vinho da sorveteria Miranda (nos sabores branco e tinto; prove os dois e observe a suave dormência na língua e nos lábios) e o wine-spa do Hotel Patios de Cafayate, luxuoso palacete cercado pelas vinhas da tradicional bodega El Esteco, um oásis de conforto no deserto.

No extremo oposto do país situa-se Ushuaia (pronuncia-se "ussuaia", já que o "h" é mudo em castelhano), que tem o duplo aposto de cidade mais austral do globo e fim do mundo. Ali, também é com o requinte dos hotéis e restaurantes que se combate o clima inóspito. No livro Na Patagônia, relato de sua viagem pelo extremo sul da América, o inglês Bruce Chatwin diz que os moradores "daquela cidade aparentemente sem crianças tinham o rosto azulado de frio e encaravam as pessoas de fora com bem pouca cordialidade". De 1977, quando o livro foi lançado, até hoje, muita coisa mudou. A temperatura continua baixa (os termômetros indicam uma média de 4 graus no inverno e 13 no verão), e o céu vive nublado. Quanto à simpatia dos habitantes, pode-se dizer que a situação melhorou.

De óculos escuros e costeletas à la Elvis Presley, Ruben Jofre, de 26 anos, comanda excursões pelo Canal Beagle (cujo nome foi emprestado do navio inglês que transportou o naturalista Charles Darwin pela região). A bordo do catamarã Elisabetta, ele comunica-se com os passageiros em espanhol, inglês e português e conta piadas para "quebrar a monotonia. Sabe como é, faço o mesmo trajeto todo dia". Mostra leões-marinhos, cormoranes (aves parecidas com o pingüim, mas que, diferentemente dele, conseguem voar) e gaivotas que vivem ao redor do Farol Les Éclaireurs, batizado pelo explorador francês Louis Martial. No caminho de volta, ele coloca o documentário A Marcha do Imperador na TV do barco. O pingüim-imperador, que aparece no filme, vive apenas na Antártica. Em Ushuaia, vêem-se os de-magalhães, os mesmos encontrados na Península Valdés, na Punta Tombo e na costa sul do Brasil. As duas espécies têm em comum a necessidade de percorrer centenas de quilômetros em busca de alimento para as crias, enfrentando as piores intempéries no caminho: neve, predadores, fome. O filme ajuda a entender como deve ser difícil (para qualquer ser vivo) sobreviver num ecossistema tão extremo quanto aquele. Os únicos que não se incomodam são os castores - importados da Europa na época em que a pele servia para fazer casacos, eles se multiplicaram como os coelhos da Península Valdés (e do conto de Cortázar) e causam estragos: roem árvores, inundam bosques e colocam outras espécies em risco.

O porto de Ushuaia vive cheio. Todos os dias zarpam e atracam navios com até 4 mil pessoas. Por causa disso, as ruas íngremes estão sempre movimentadas, assim como as lojas de eletrônicos (tratase de zona franca, ou seja, nada de imposto) e os restaurantes. Hotéis de primeiríssima linha surgiram para atender os passageiros que esperam o dia do embarque para cruzeiros à Antártica. Um dos mais exclusivos é o Finisterris Lodge - suas três cabanas com vista para o canal têm hidromassagem, lareira e sauna. Bons restaurantes, como o Chez Manu e o Gustino, servem cordeiro e centolla, um saboroso caranguejo gigante (ou king crab), além de vinhos patagônicos, da região de Neuquén.

Ainda assim, a cidade guarda um clima de faroeste, nostalgia da época em que o mecânico Leonardo Redi chegou à cidade pilotando seu Ford Falcon 1970. Nascido em La Plata, ele resolveu aventurarse em Ushuaia há mais de 20 anos, em função dos incentivos do governo, que queria povoar a região e garantir a soberania. Nada de impostos, moradia fácil, trabalho promissor, tranqüilidade... Lá estava ele. "Quando cheguei, isto aqui era uma aldeia", diz. Para relembrar a calmaria dos velhos tempos, Redi foge para o Parque Nacional Terra do Fogo em seus dias de folga. Acampa, faz churrasco e aproveita da proximidade da natureza. O Trem do Fim do Mundo, que corta o parque, refaz o trajeto dos prisioneiros da cidade, levados à floresta para cortar lenha. Quem quer adrenalina prefere o passeio de 4x4 pelos lagos Escondido e Fagnano, oferecido por diversas agências. Carlos "Chincho" Romero, o motorista, adora lama: não perde uma poça d'água - até porque depois enfia a Land Rover no lago para limpar. No final, prepara um café da montanha (com chocolate e conhaque) numa fogueira improvisada.

Viajar por Ushuaia e El Calafate não é a mesma pechincha que em outras partes da Argentina. O afluxo de turistas americanos e europeus elevou os preços - nada custa menos de 30 pesos (ou 10 dólares). El Calafate, cidade de veraneio do casal presidencial Kirchner, vive em função do turismo. Pudera: detém a maior beleza natural do país, uma coleção de glaciares de arrancar o fôlego. O Perito Moreno (veja infográfico na pág. oposta) é o mais acessível. Seu nome homenageia o explorador (e perito) Francisco Moreno, que estudou a região no século 19 e contribuiu na delimitação da fronteira com o Chile. Num minitrekking de uma hora, os visitantes marcham sobre o gelo, ajudados por grampos instalados em botas ou tênis comuns. Quem tem mais fôlego prefere o trajeto conhecido como Big Ice, de sete horas. Os dois roteiros (não recomendados para mulheres grávidas) são organizados pela agência Hielo y Aventura. Num e noutro, o clima muda de repente. Sol, chuva fina, vento, frio... Ninguém reclama, pois surpresas maiores (e não de ordem meteorológica) roubam a cena: grutas azuis, pequenos riachos e abismos assustadores surgem ao longo da caminhada, como presentes. Depois de retirar os grampos dos calçados, reserve uma hora para observar o glaciar da passarela de madeira. Você verá um bloco de gelo desprender-se da geleira e cair com força no lago, acompanhado de forte estalo - uma emoção e tanto. Minutos depois, outro estrondo. O bloco de gelo que acabara de afundar agora emerge do fundo do lago. Na hora de ir embora, dá vontade de falar em voz alta "Un gusto", expressão que os argentinos usam para despedir-se de quem acabaram de conhecer, algo como o nosso "Foi um prazer".


Confira a matéria online: viajeaqui.abril.com.br



MAIS NEVE

O Cerro Castor está com um projeto para cobrir toda base da montanha com neve artificial. Para isso, eles estão duplicando o número de canhões que produzem neve. Com essa novidade a neve fica garantida na parte inferior do cerro durante toda a temporada de esquí!


www.cerrocastor.com



INFORMAÇÕES SOBRE USHUAIA

Veja este artigo do site viajeaqui.com.br sobre a cidade mais austral do mundo: Ushuaia na Patagônia - Argentina.


"Se Judas pudesse escolher um lugar para perder suas botas, talvez elegesse Ushuaia. Fica mesmo lá, onde acaba o continente e não há como ir adiante. Quer dizer, a não ser embarcando em um navio para hibernar na Antártica. Não é por acaso que a região que acalenta Ushuaia seja chamada de Tierra del Fuego (quer nome mais potente?). Quando os espanhóis primeiro dali se aproximaram, ficaram enfeitiçados pelas várias fogueiras que viram. Índios yamanas usavam esse artifício para se esquentar na, verdadeiramente, terra do gelo. Hoje, Ushuaia, o centro da Tierra del Fuego, é, como diria Roberto Carlos, uma brasa, mora! É uma cidade gostosa, embrulhada em um cenário montanhoso inacreditável, picos nevados quase em 360 graus clamando por escaladores, trekkers, esquiadores. No mar, pesca-se, passeia-se de barco. Em terra, fogo da lareira. Fogo também assando cordeiros patagônicos e parrilladas completas, fogo refletindo em garrafas de vinho, fogo esquentando chocolates quentes, feitos com barras de chocolate puras, misturadas em um potinho... coisa de alquimista."


viajeaqui.abril.uol.com.br



BLOG COM ARTIGO SOBRE USHUAIA

Confira o que foi publicado no dia 8 de setembro de 2007 no blog www.itaim-bibi.blogspot.com sobre a cidade de Ushuaia, na Argentina.


Itaim 365 dias

8 de Setembro de 2007


Turismo em Ushuaia, cidade da Patagônia argentina

"A temperatura na Terra do Fogo, na Argentina, varia entre 1ºC e 9ºC.


Quem conhece a Argentina sabe que nosso vizinho é agradável de se visitar, com suas belas cidades, clima ameno e gostosos alfajores. Mas existe muito mais no país além de Buenos Aires e Bariloche. O ponto mais ao sul do Hemisfério Sul, que está praticamente no "fim do mundo", é repleto de belezas naturais, como lindas montanhas e uma fauna diversificada.

O principal destino de turistas ao ir para o sul da Argentina é a cidade de Ushuaia. Este belo lugar fica na chamada "Terra do Fogo". Esta província é uma ilha, colada com o Chile, pertinho das Malvinas. É mundialmente famosa por sua proximidade com a Antártida - é o ponto de águas profundas mais perto do continente gelado.

Se você resolver ir à Terra do Fogo, não deixe de levar casacos quentes, preferencialmente impermeáveis. As temperaturas por lá oscilam entre 1ºC e 9ºC. Não é à toa que o local é habitat de criaturas como pingüins e baleias. Estando em Ushuaia, procure o hotel Las Hayas, a melhor opção de hospedagem da região.

Outra cidade espetacular é El Calafate, a "capital dos glaciares". Mas nem só de montanhas geladas vive o lugar, vários animais raros habitam a região, como pumas e raposas. Ao visitar a cidade, vá até o restaurante El Mirador Del Lago e tenha uma deliciosa refeição argentina.

Uma ótima opção de passeio é fazer um cruzeiro descendo o litoral argentino. O navio Mare Australis explora a Patagônia via mar, oferecendo aos turistas um lindo passeio romântico. Os passeios vão até o Cabo de Hornos, último ponto antes da Antártida. A embarcação percorre caminhos por entre belos fiordes e espetaculares glaciares. Para os interessados, a companhia Vivaterra dispõe de um pacote com estas atrações."


itaim-bibi.blogspot.com



USHUAIA - SECRETARÍA DE TURISMO DA ARGENTINA

Veja essas informações sobre Ushuaia encontradas no site da Secretaría de Turismo da Argentina:


Como chegar
Avião. Desde Buenos Aires até Ushuaia e Río Grande. Vôos regionais desde ambas cidades até Río Gallegos, El Calafate e Comodoro Rivadavia.

Ônibus. Desde a Capital Federal até Río Gallegos; desde ali combinação para Río Grande e Ushuaia via as localidades chilenas de Punta Arenas e Puerto Porvenir, cruzando em balsa o Estreito de Magalhães.

Distâncias. Ushuaia dista 3.171 Km de Buenos Aires e 591 Km de Río Gallegos. Río Grande se encontra a 229 Km de Ushuaia.


Onde se hospedar
Número de estabelecimentos por categoria. Lago Escondido: 1 (2*).Lago Fagnano: 1 (2*). Río Grande: 5 (3*), 2 (2*), 1 (Apart). San Sebastián: 1 (2*). Ushuaia: 1 (5*), 4 (4*), 12 (3*), 8 (2*), 8 (Apart).

Outros alojamentos em: Tolhuin.


Que fazer
Navegações. Desde Ushuaia partem cruzeiros para a Antártida. Cruzeiros pelo Canal Beagle onde se avistam lobos marinhos, pingüins de Magalhães, cormoranes e outras aves marinhas. Preferentemente em(troca por)no verão se chega até a estància Harberton, onde morou o primeiro povoador branco de Tierra del Fuego. Navegação em veleiro pelo Cabo de Hornos e a Isla de los Estados.


Ecoturismo. Excursão no trem histórico até o Parque Nacional Tierra del Fuego, trekking, observação da natureza.

Esquí. Esqui alpino e de fundo em Cerro Castor e numerosas estações invernais. Passeios em trenós atirados por cachorros Siberian huskies.

Pesca esportiva. Salmonados em rios e lagos da Isla Grande de Tierra del Fuego.

Degustação. De centollas, mariscos e asado de cordeiro fueguino.


Que visitar
USHUAIA, CAPITAL DA PROVÍNCIA. É a cidade mais austral do mundo. Seu Museu do Fim do Mundo está dedicado aos indígenas, a natureza, a historia local e os naufrágios ocorridos na zona.

CANAL BEAGLE E PARQUE NACIONAL TIERRA DEL FUEGO. Este Parque Nacional preserva espécies de bosques sub-antárticos, onde convivem zorros vermelhos, guanacos, coelhos, castores, condores. Desde ele são obtidas vistas panorâmicas do Canal Beagle e de suas ilhas montanhosas. Em a Bahía Lapataia, se podem observar numerosas aves marinas e restos de uma concharia utilizada pelos índios yaghanes.

CAMINHO A RÍO GRANDE. O Paso Garibaldi é espetacular em outono pelas folhas vermelhas das lengas. Na zona existem pistas de esqui de fundo, bosques impenetráveis turfeiras e lagos como o Fagnano e o Escondido. A 10 Km de Río Grande, o Museu Regional de la Missão Salesiana expõe material sobre os índios onas, fósseis e mostras de geologia, fauna e flora da região.

Outros lugares de interesse. A Estância María Behety possui um dos maiores galpões de esquila do mundo, onde cabem mais de 5.000 ovinos. Desde o Cabo Domingo, é divisada uma excelente panorâmica marítima.


Que comprar
Talhas em madeira de lenga, em Ushuaia.
Tierra del Fuego é Área Aduaneira Especial. Podem-se comprar produtos importados com franqueias: tabacos, licores e artigos eletrônicos e de fotografia.


Onde se informar
Ushuaia. Instituto Fueguino de Turismo: Av. Maipú 505. Tel. (2901) 421423. Fax: (2901) 430694. E-mail: infuetur@tierradelfuego.org.ar. Secretaría Municipal de Turismo y Cultura: Av. San Martín 674. Tel. (2901) 432000. E-mail: muniush@speedy.com.ar


Río Grande. Instituto Fueguino de Turismo: Espora 533. Tel. (2964) 422887. E-mail: infuerg@tierradelfuego.org.ar. Dirección Municipal de Turismo: Rosales 350. Tel. (2964) 431324.
E-mail: gr-turismo@netcombbs.com.ar


Buenos Aires. Instituto Fueguino de Turismo: Esmeralda 783. Tel./Fax: (11) 4328-7040/2. E-mail: infuebue@tierradelfuego.org.ar


www.turismo.gov.ar



CERRO CASTOR - USHUAIA - ARGENTINA

Informações do site welcomeargentina.com sobre o Cerro Castor em Ushuaia, na Argentina:


'É a estação mais nova da Argentina, que está no estado de Tierra del Fuego cuja a capital é Ushuaia, e como esta cidade se caracteriza por ser o ponto mais austral ao sul do hemisfério, sua estação de esqui a acompanha nesta distinção. Cerro Castor inaugurará sua quinta temporada. Muito perto da capital 'fueguina', onde o mar e as montanhas se unem para protagonizar uma deslumbrante geografia, Castor está a 195 metros sobre o nível do mar, e a cume está a uma altura de 1057 metros.

Com um desnível para esquiar que chega aos 772 metros, Cerro Castor possui 20 kilometros distribuídos em 19 pistas, com diferentes características e setores fora de pista. O esqui de fundo é a prática esportiva mais destacada, com circuitos que atravessam os bosques de lenga (árovres típicas)e também se pode percorrer com raquete.

Ao contrario do que pode parecer, Castor apresenta um bom clima e a melhor qualidade de neve em pó. Sua temperatura estável permite desfrutar da mais longa temporada de América do Sul.

Os meios de elevação - São os mais modernos, a escola de esqui e snowboar d, e todos os serviços, fazem com que a infra-estrutura e as paisagens de Ushuaia, transformem a estação Cerro Castor na melhor e mais completa opção para esquiar no fim do mundo.'


www.welcomeargentina.com



O QUE FAZER EM USHUAIA - ARGENTINA

Mais informações sobre Ushuaia:


É capital administrativa e turística da província da Terra do Fogo, Antártida e Ilhas do Atlántico Sul. Encontra-se a 3.040 quilômetros de Buenos Aires, a 5.171 da Quiaca e a uns 4 mil do Polo Sul.

Ushuaia é a cidade mais austral do mundo, localizada a 54° 48' de latitud sul (longitude 68° 19' oeste, altura 14 metros ). Capital da única província insular argentina e a mais jovem (a número 23 desde 26 de abril de 1990).
Situada na beira do canal Beagle e rodeada pelos montes Martial, oferece uma paisagem única de atração turística, onde se combinam montanhas, mar, glaciais e bosques. Seu clima, embora sua posição geográfica, não é tão rigoroso devido às montanhas e ao mar que o suavizam.

As atividades missioneiras dos Anglicanos constituem o começo da história de Ushuaia . Em 1850 o missioneiro Allen Gardiner començou a evangelização dos Eámanas que finalizou em 1907 com Juan Lawrence. No dia 12 de outubro de 1884 quando Comodoro Augusto Lasserre fundou a Subprefeitura de Ushuaia complementado com o Decreto 13.185 assinado pelo presidente Julio Argentino Roca.


IMPERDÍVEL


Avenida Maipú: Um passeio costeiro que, junto com a avenida San Martín constituem o eixo onde se desenvolve a atividade comercial da cidade. Corre paralelo à costa do canal de Beagle e a baía de Ushuaia. Sobre suas veredas estão o ingresso ao cais turístico e distintos prédios históricos que formam parte da zona antiga da cidade.

Avenida San Martín: A avenida comercial por excelência, apresenta todo tipo de serviços para o turista. Encontra-se ali a morada da familia descendente do primeiro argentino que viveu na Terra do Fogo, o prefeito Luis Pedro Fique.

Museu do Fim do Mundo: (Avenida Maipú 177) O museu abriu suas portas no dia 18 de maio de 1979 na antiga sucursal Ushuaia do Banco da Nação Argentina (que funcionou ali até 1978) que foi comprado em 1911.
Construído em 1903, suas paredes de 60 centímetros de densidade de rocha foi projetados para servir como morada particular de Manuel Valdez, então secretário da governo e logo governador (1905-1017).
Desde sua fundação desenvolve uma ação contínua para o resgate, conservação, investigação e difusão das manifestações histórico-culturais e naturais da província.
Nas suas salas se apresentam passados testemunhos de culturas indígenas, de antigos naufrágios, e uma coleção de aves embalsamadas.

Antigo Presídio: (rua Yaganes e Gobernador Paz) Conhecida como 'o presídio', que foi habilitado em 1902 para funcionar em 1947. Primeiro prédio construído pelos mesmos presidiários em pedra, aplicando uma ténica projetada pelo Engenheiro Muratgia. É o mais conhecido dos monumentos históricos da província. Durante anos a maioría da população tinha uma relação laboral com o presídio. Os fueguinos hoje compartilham anedotas e mistérios que ainda guarda este prédio que no presente, abriga à Base Naval. Hoje é sede de dois importantes museus dedicados ao penal e a a navegação nos mares austrais.

Museu Marítimo: (encontra-se em um pavilhão do Antigo Presídio ) A história da Terra do Fogo esteve sempre ligada ao mar. Inclusive os Yámanas são os únicos de tradição naval marítima autótona. Em 1948 começaram os primeiros vôos comerciais. A única ligação até esse momento com o continente foi a marítima. Desenvolve suas atividades no pavilhão N º 4 do presídio.

Aeronavegação: Interessante opção para os visitantes que desejam realizar um vôo em helicóptero, que oferece uma atrativa visão de Ushuaia e suas redondezas.'


Informações retiradas do site: www.enargentinaturismo.com.ar



AEROPORTO DE USHUAIA

Informações sobre o Aeroporto de Ushuaia - Argentina


'Aeroporto Internacional de Ushuaia 'Malvinas Argentinas'

O prédio pertencente à jurisdição do Aeroporto possui uma superfície aproximada de 200 há. e está localizado na parte Sul da Península de Ushuaia, cujo litoral Sul é banhado pelas águas do Canal Beagle, o Oeste e Noroeste pelas águas da Baia Golondrina e o Leste e Nordeste pela própria Baia de Ushuaia. Dista 4 km do centro da cidade.

A Rodoviária consta de 5.500 m2 de superfície. Construída com materiais da zona, dos quais se distinguem a madeira e a pedra. Possui duas passarelas telescópicas para embarque e desembarque de passageiros, dois salões de espera para vôos nacionais e um para vôos internacionais, bar, restaurante e bares, free shop e sala VIP. Dentro do prédio são prestados os Serviços de Alfândegas e Migrações, Sanidade de Fronteiras e Serviços Médicos, Emergências e Primeiros Auxílios.

Existe um Edifício de Bombeiros destinado ao Serviço de Salvamento e Extinção de Incêndio, dotado de quatro auto-bombas com uma capacidade de agentes extintores (água-espuma-químicos) que colocam o Aeroporto na máxima categoria.

Também há um Edifício de Manutenção, com escritórios e depósitos para a manutenção geral do Aeroporto e destinado ao resguardo das maquinarias que são utilizadas para a prestação do serviço de despoluição de neve e gelo durante a temporada invernal, e com um Edifício de Rampa, destinado ao resguardo dos equipamentos de prestação de serviços em terra das aeronaves.
Por último, a Torre de controle e prédio operacional, destinado ao controle do trânsito aéreo, meteorologia e busca e salvamento.

No dia 27 de novembro de 1995 o Aeroporto da Cidade de Ushuaia 'Malvinas Argentinas' ficou habilitado com caráter de Público Internacional.'


Fonte: www.tierradelfuego.org.ar



TERRA DO FOGO - ARGENTINA

Saiba mais sobre a Terra do Fogo, provincia argentina aonde se encontra Ushuaia:


Terra do Fogo, Antártida e Ilhas do Atlântico Sul é o nome oficial de uma província da Patagônia argentina. Com uma extensão territorial de 21.263km² e população de 122.531 habitantes (estimativa 2007) tem como capital a cidade de Ushuaia.

Extensão considerando-se apenas o território incontestado da província que é formado por parte da Ilha Grande da Terra do Fogo e a Ilha dos Estados. Somando-se os territórios que a Argentina reclama no Atlântico Sul (Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e parte da Antártica) a extensão territorial da província atingiria 1.002.445 km².


Fonte: Wikipedia



INFORMACIONES !!!

Quer ir treinando seu espanhol pra esquiar na viagem de férias em Ushuaia??? Então agora leia tudo sobre a cidade mais austral do mundo em "español" !!!

"Ushuaia es la capital de la provincia de Tierra del Fuego, Antártida e Islas del Atlántico Sur. Se la conoce como "La ciudad más austral del mundo. Situada a orillas del Canal Beagle y rodeada al oeste por los Montes Martial y al este el Monte Olivia y Monte Cinco Hermanos, ofrece un paisaje único en la Argentina como es la combinación de montañas, mar, glaciares y bosques.


Canal de Beagle

Bordeando el extremo sur de la isla Grande de Tierra del Fuego se encuentra el canal de Beagle que marca el límite Chile y Argentina. La ruta que acompaña su costa conduce hacia un frondoso bosque de lengas y ñires que lleva a la laguna Victoria. También se puede observar el faro de Les Eclaireurs y diversas colonias de lobos marinos de 1 y 2 pelos, el Monte Olivia con una altura aproximada de 1500 metros y la Isla Gable donde se puede divisar las famosas "lengas bandera", inclinadas por la acción del viento, y como colofón histórico, a la Estancia Harberton.


Clima

El clima de Ushuaia es frío, de tundra, con una temperatura media anual de 5,7º y una escasa oscilación anual que va de 1,5º en julio a 9,4º en enero. Las precipitaciones son de 524 mm anuales y se reparten equitativamente a lo largo del año. Por su ubicación cercana al polo sur, en verano hay aproximadamente dieciocho horas de luz, mientras que en invierno solo siete u ocho horas. En invierno el paisaje nevado cambia su fisonomía, y los días en general son claros y brillantes. Existen varios centros invernales para la práctica del esquí de fondo, y en el de Cerro Castor se puede practicar esquí alpino.


Paseos

Esquí en el Cerro Castor

Cerro Castor es el centro de ski más exclusivo de la Argentina. Por ser el punto turístico más austral del planeta posee características que lo hacen único y diferente. Esquiar en Castor es disfrutar de la mejor calidad de nieve, por la orientación de la montaña (ladera sur) y su ubicación extrema (paralelo 54 similar a Moscú en el hemisferio norte).

Ningún detalle queda librado al azar. El mantenimiento y pisado de pistas, la calidad de sus equipos de alquiler y los más modernos medios de elevación distribuidos estratégicamente, son algunas de las cualidades que a nivel servicio puede brindar este complejo turístico.

Los equipos de competición más importantes a nivel mundial eligen, desde hace varios años, Castor para sus entrenamientos de pretemporada; Giorgio Rocca, del equipo italiano, quien está rankeado como el nro. 1 en slalom especial a nivel mundial, avala las condiciones técnicas y de servicio que esta montaña posee.


Tren del Fin del Mundo

El Tren del Fin del Mundo o Ferrocarril Austral Fueguino es el primer tren ecológico del mundo, que recorre una parte inaccesible del Parque Nacional Tierra del Fuego. Ubicada a 8 kilómetros hacia el oeste de la ciudad de Ushuaia se encuentra la Estación del Fin del Mundo; desde allí parten los trenes hacia la Estación Parque Nacional Tierra del Fuego.


Parque Nacional Tierra del Fuego

El Parque Nacional Tierra del Fuego creado en 1960 se extiende por 63.000 hectáreas y constituye la reserva fundamental del bosque subantártico argentino, siendo un verdadero "Paraíso Austral". Se llega al mismo desde la ciudad de Ushuaia, tomando la Ruta Nac.3 hacia el sur y recorriendo 12 km.


Glaciar Martial

El Glaciar Martial se encuentra a 7 Km de la ciudad, por la ruta nacional número 3. En la base de la cadena montañosa Martial funciona una pista de esquí andino. Para ascender se toma la aerosilla que recorre unos 1100 metros. Una vez en la cumbre podrá ver una panorámica del Canal Beagle y el Glaciar."


Fonte: www.ushuaia-argentina.com.ar



CURIOSIDADES DE USHUAIA

Veja essa notícia que saiu no Portal G1:


11/10/2007 - 19h30m - Atualizado em 11/10/2007 - 19h35m

CANDIDATO A PREFEITURA ARGENTINA PROMETE DOIS CARROS SE FOR ELEITO


BUENOS AIRES, 11 Out 2007 (AFP) - Um candidato à prefeito da cidade argentina de Ushuaia, a mais austral do planeta, prometeu sortear dois automóveis zero quilômetro entre seus eleitores, caso saia vitorioso das urnas, em uma controversa maneira de angariar mais votos.

A iniciativa foi tomada por Alejandro Pérez, recente fundador do Movimento Social Unido (MSU), partido de 220 afiliados que participará da eleição de Ushuaia (3.200 km ao sul).

Cerca de 44.000 pessoas são esperadas para votar entre 10 candidatos à prefeitura, no próximo dia 11 de novembro.

Essa forma de captar votos não é ética, mas não vejo ilegalidade nela, disse à AFP o advogado Ricardo Monner Sans, denunciante de vários atos de corrupção de vários governos.

Pérez defendeu sua proposta, alegando que precisava chamar a atenção da mídia e do eleitorado. O candidato disse que seu partido é incipiente e sem aparato político, nem dinheiro para competir com as forças majoritárias.

Para mostrar seu compromisso, o candidato adquiriu dois carros 0 Km que ficaram em exposição em uma loja de Ushuaia, com o cartaz escrito reservado 126, o número que identifica a legenda do MSU.


ls/tt/LR

Fonte: G1



CERRO CASTOR - USHUAIA

Mais informações sobre o Cerro Castor em Ushuaia - Argentina

Cerro Castor, construido sobre a ladeira sul do cerro Krund, a 26 kilômetros de Ushuaia, a cidade mais austral do Mundo. O Cerro é um novo centro localizado na deslumbrante geografia do Parque Nacional Tierra del Fuego, no Fim do Mundo, inaugurado em 1999. Possui todos os serviços de um verdadeiro centro invernal. Os meios de elevaçao sao de última geraçao. Possui uma variada proposta de pistas e fora de pistas ideáis para todas as exigências. O clima, é ideal para a prática do ski, tem um excelente nível de neve e a temporada mais extensa de toda Sudamérica.

A Base
A Base do cerro encontra-se a somente 195 metros sobre o nível do mar, práticamente se esquia no nível do mar. e a cumbre alcança os 1057 metros sobre o nível do mar, uma altura inferior à de outros centros de esquí, evitando os sintomas do mal da altura. A estaçao intermeia encontra-se a 480 metros sobre o nivel do mar.

A Neve
A qualidade da neve é excelente. A temperatura se mantem estável entre os 4 e -2 gráus; impedindo o derretimento dos cristáis da neve , evitando a transformaçao em gelo, originando uma neve em pó de ótima qualidade. Devido a que a temperatura é muito baixa e o sol nao chega toda hora sobre as pistas, porque as pistas estao localizadas estratégicamente sobre a ladeira sul da montanha, ajudando a conservar a neve melhor e por mais tempo. Desse jeito permite que a temporada continue até a Primavera, a meiados de outubro em ótimas condiçoes. A temporada de esquí é a mais extensa de toda Sudamérica.

Meios de Elevaçao
Cerro Castor possui meios de elevaçao de última geraçao tecnológica: Três aerosillas cuádruples, uma com cúpulas; um teleski e um bambi lift, com uma capacidade de transporte de 5.000 pasageiros por hora (3.000 en forma simultânea), permitindo uma importante fluidez e muita comodidade, fatores essenciáis para a prática do ski.

Também pratica-se na zona o esquí de fundo, através de extensos vales, rodeados de bosques nativos e geleiras. Mas também são muito atrativas as caminhadas com raquete para neve, as travessias em trenós puxados por cachorros de raça siberian husky, os passeios em snowcats ou quadriciclos, os safáris fotográficos, a patinagem sobre gelo e as excursões em flexmóvil.

Pistas - Áreas Esquiáveis
Cerro Castor tem uma superficie esquiável de mais de 17 kilômetros em 15 pistas (400 kilômetros esquiáveis), dividida em principiantes, nível intermediário e avançado. O desnível é de 772 m, isto garantiza uma âmpla gama de possibilidades. O esquí de fundo é o esporte por excelência de Ushuaia, os circuitos atravessam bosques de lengas e paisagens inigualáveis. Podem-se fazer travessias em raquetes de neves.

O Centro possui uma pista de competiçao homologada F.I.S. e uma cabine de cronometragem para a organizaçao de competências nacionáis e internacionáis. Os "fora de pista" sao excelentes e muito variados, ideáis para snowboarders ou aqueles que procuram neve virgem ou esquí e snowboard extremo.

Serviços
O centro possui lanchonetes na base, na parte meia e (mudar para) do meio e alta da montanha e um refugio de alta montanha na cumbre do cerro que evita descender até a costa para descansar. Na costa a 450 metros sobre o nível do mar, tem um âmplo restaurante com capacidade para 350 pessoas e 1200 metros cobertos. Além disso, possui uma sala de primeros socorros com ambulância permanente e uma loja com vestimenta e acessórios na base.


Fonte: www.argentinianexplorer.com



GREAT SKI - CERRO CASTOR - USHUAIA

Informações do site GreatSki sobre o Centro de Esqui do Cerro Castor em Ushuaia - Argentina:

Cerro Castor é a estação de esqui mais nova da Argentina, localizada na Terra do Fogo: Ushuaia, cidade conhecida por ser a mais austral do mundo. A estação de Cerro Castor está a 195 metros do nível do mar e seu cume atinge 1.057 metros de altura. Há cerca de 20 pistas no local, distribuídas em 20 quilômetros de uma bela paisagem, formada por bosques, montanhas, rios e lagos.

CARACTERISTICAS Área esquiável: 20km

LOCALIZAÇÃO Aeroporto mais próximo: Aeroporto Internacional de Ushuaia a 25 km

INFRA-ESTRURA Restaurantes da montanha: La Barra (600m): sopas, sanduíches, pizzas
Confiteria (480m): self service com menus fixos e rotativos.
Snowbar (base): sanduíches e pratos quentes pequenos.
Morada Del Aguila (base): a la carte.


www.greatski.com.br



REPORTAGEM SOBRE O CERRO CASTOR

Esqui - Mais uma reportagem do site da revista "Viagem" da editora abril. Fala sobre o Cerro Castor que fica em Ushuaia na Argentina. Um ótimo lugar para esquiar nas férias:


"Com boa neve e lifts de última geração, a estação de Cerro Castor, em Ushuaia, no extremo sul da Argentina, conquista de vez o gosto dos brasileiros

Quem passa por Ushuaia, a cidade mais austral do mundo, no extremo sul da Argentina, leva uma certeza: as emoções por ali são bem mais intensas do que o frio. O lugar, que fica na Ilha Grande, um bocado além das terras do continente, impressiona pela beleza natural, pela infra-estrutura, pela qualidade dos serviços e pela hospitalidade do povo. Conhecida como "o fim do mundo", Ushuaia é a capital da província da Terra do Fogo, da Antártida e das Ilhas do Sul. A apenas 25 quilômetros da cidade, fica o Cerro Castor, o mais novo centro de esqui do país. A estação, inaugurada em 1999, levou o turismo de inverno para Ushuaia, que já fazia parte do roteiro de verão da Patagônia.

Se a simples idéia de ir a uma região tão próxima do Pólo Sul nos meses quentes dava arrepios em muitos brasileiros, imagine pisar lá no inverno. A primeira providência para divulgar o local foi desmitificar o clima. Havia quem acreditasse que fazia 50 graus negativos em Ushuaia. A verdade é que os termômetros se mantêm próximos do zero na maioria dos dias, durante os meses de julho e agosto, e dificilmente se aproximam dos 10 graus negativos. Pelo fato de a região ser cercada de montanhas, há pouco vento, e a sensação térmica é positiva.

Outra vantagem, uma vez descartado o risco de congelamento, é que Ushuaia tem hotéis, restaurantes, passeios e serviços de primeira linha. As vedetes são os centros invernais, locais nas redondezas onde se pode caminhar, admirar a paisagem, almoçar e contratar excursões de trenó puxado por cães, motos de neve e caminhadas com raquetes de neve. Um dos mais procurados desses centros é o de Las Cotorras, a 26 quilômetros da cidade, onde fazem muito sucesso os passeios de quadriciclo.

Só não espere uma vida noturna repleta de baladas. A noite cai às 17h30, e a cidade dorme cedo. Mas, para quem quer esquiar, isso pouco importa. Em Cerro Castor tem neve de excelente qualidade, pistas bem distribuídas, boas instalações e teleféricos com tecnologia de ponta. Por isso, passar o dia inteiro na estação não é nenhum sacrifício, mesmo considerando as mudanças de clima típicas do lugar. No mesmo dia pode nevar, fazer sol, chover... Nada que uma paradinha num dos quatro restaurantes ou dos três refúgios dentro do centro não resolva."


Por: Suzana Dias


viajeaqui.abril.com.br



TURISMO EM USHUAIA

Veja no site do Point da Neve tudo para a sua viagem de férias a Ushuaia. Fazer turismo em Ushuaia é muito bom por se tratar de uma cidade interessante do ponto de vista histórico/cultural e geográfico/natural.

Faça turismo com o Point da Neve. Conheça e esquie no Cerro Castor em Ushuaia!



BLOG LHAMA LOCA! - USHUAIA

Veja o que conta quem já esteve em Ushuaia:


Terça-feira, 7 de Agosto de 2007
mais de ushuaia, fin del mundo.

Essa é no caminho para ushuaia. a viagem pra lá pode ser feita de 3 modos: por avião, barco ou ônibus. bem, ônibus é o mais barato. partindo sempre da cidade de rio gallegos. a passagem custou 100 pesos ida e mais 100 volta e dura 12 horas! 12 horas! se tu olhar no mapa, vai ver que ushuaia fica bem perto de rio gallegos, mas por ônibus é necessário entrar no chile e depois voltar para a argentina. uma canseira danada. Detalhe que pra chegar em rio gallegos eu peguei 19 horas de ônibus desde puerto madryn. então foram 31 horas de ônibus direto. foda.

A viagem de ônibus vale a pena pelas paisagens do sul da patagônia. a neve começando a fazer parte da paisagem, pastos enormes com bois enormes e casinhas pequenas. dava vontade de saltar do ônibus pra tirar umas fotos, sério mesmo. se eu tivesse ido de carro sozinho tudo teria durado umas 50 horas, só parando e batendo fotos. bem no meio dessa foto tem uma casinha, a coisa mais isolada do mundo. vida mansa demais.


A boa e velha ushu.

Em ushuaia, no inverno o sol só aparece às 10 da manhã e some ligeiro, no fim de tarde e sempre nessa altura. ou seja, todo o tempo parece umas 4 horas da tarde. no verão, pelo que soube, é diferente, já tem sol às 4 da madrugada e o dia dura bem mais.

Você pensa que saindo de buenos aires as coisas mudam. mas não. na argentina toda existe cafés e restaurantes bonitos, arrumados, com garçons simpáticos e pacientes com quem não fala castellano.
na frente do café, o posto de correios super style.


Preciso dizer que sou eu em ushuaia?

O albergue onde fiquei em ushuaia. lindo demais. super confortável, com uma equipe massa, cozinha grande, banheiros grandes. tudo ótimo.
"Antartica hostel"

Eu e sophie, quase no topo de uma das montanhas que cercam ushuaia, o glacial martial. Não fui muito mais longe do que isso. A neve em agumas partes do caminho ficavam na altura do joelho e eu tipo, fui de calça de jeans, saca? frio da porra e eu tava cansado.
Sentei na neve, coloquei o jeff buckley no ipod e acendi trinta cigarros enquanto via ushuaia lá de cima e esperava os dois franceses, fabian e sophie, subirem lá em cima. acabou que eles nem chegaram ao topo, a neve tava foda mesmo.

Rá! heineken de 1 litro por 8 pesos (+- R$4,70). e malboros de 3 pesos. (+- R$1,70)
E aí, quem vai se mudar pra ushuaia comigo?

Ushuaia no fim de tarde. Oh saudade.

Saindo e entrando em ushuaia, mesmo de ônibus é preciso passar por um trecho de barco. o ônibus sobe numa balsa no estreito de magalhães. é rapidinho, coisa de 15 minutos. na placa sobre minha cabeça: "bienvenido a la isla grande, tierra del fuego. chile" à esquerda da foto uma mexicana tão simpática quanto baixa.


Fonte: www.lhamaloca.blogspot.com



MAIS SOBRE USHUAIA

Leia o artigo do jornal O Estado de S. Paulo publicado no site Terra sobre Ushuaia, a cidade do fim do mundo:


ARGENTINA

Ushuaia, a cidade do fim do mundo

A cidade do fim do mundo fica numa ilha do sul da Argentina, no extremo da Terra do Fogo, na fronteira com o Chile, a mil quilômetros da Antártida e a 3.200 km ao sul de Buenos Aires. Quase polar, ela está cercada pelos Andes, que lá desabam no oceano formando fiordes como os da Noruega, picos de neves eternas como nos Alpes, glaciares, icebergs e ilhas habitadas por multidões de gaivotas, leões-marinhos e pingüins. Essa cidade, onde fica o Farol do Fim do Mundo, que inspirou o romance de Júlio Verne, chama-se Ushuaia e hoje tem um dos mais impressionantes complexos de esqui do mundo. No inverno, a região rivaliza com Bariloche e Las Leñas, as estações de esqui mais próximas conhecidas pelos brasileiros, com as pistas de neve fofa do Alasca e do Canadá e com as paisagens dos Alpes europeus.

Em Ushuaia, a paisagem é sempre fantástica, com a grande Cordilheira dos Andes desabando no mar num movimento abrupto de 90º na direção leste (Ushuaia é a única cidade transandina da Argentina, pois todas as outras situam-se à direita dos Andes e essa fica à esquerda, depois deles). São os cumes dessas montanhas que formam os estreitos golfos e canais marítimos (fiordes) onde se refugiaram belas e diversificadas formas de vida. Os bosques entre as montanhas, que no inverno estão cobertos de neve, de repente, na primavera, a partir de outubro, revestem-se de flores de rara beleza, só encontradas nessa região do mundo, muito pouco percorrida pelo homem.

Por causa das nevascas e do clima inóspito, que afastaram os predadores humanos, a região abriga os únicos e últimos bosques antárticos do planeta, testemunhos de um mundo que esfriou, onde vivem animais como o guanaco, um tipo de lhama pequeno, e o zorro patagônico, um tipo de raposa. Lá existem árvores como o calafate, de porte arbustivo, que agora começa a produzir suas belas flores amarelas, seguidas por deliciosas frutas azuis, colhidas em fevereiro.

Outra árvore típica é a lenga, que forneceu a madeira com que os índios faziam suas fogueiras de 10 mil anos para cá, e que o homem branco quase extinguiu em pouco mais de cem anos, desde que começaram a chegar militares da Marinha (por causa da importância estratégica do local para a navegação entre o Atlântico e o Pacífico) e foi construído um presídio, cujas condições inóspitas num inferno de gelo apavoravam os criminosos argentinos do começo do século.


O Estado de S. Paulo


Fonte: Terra



OUTRA MATÉRIA SOBRE USHUAIA

Também do jornal O Estado de S. Paulo, publicado no site Terra sobre Ushuaia:


Descubra o que fazer na terra do fim do mundo

Além das estações de esqui, Ushuaia tem muitas outras atrações, como o passeio do Trem do Fim do Mundo, que aproveita uma ferrovia construída pelos presidiários para trazer lenha dos bosques gelados. No inverno, são belíssimas as paisagens de vales, montanhas de neves e rios de glaciares, através dos quais se derrete o gelo das geleiras formadas há mais de 10 mil anos. Adaptado ao turismo, o trem é agora calafetado e faz algumas paradas, inclusive na estação, onde estão um hospitaleiro café e um pequeno museu ferroviário.

Esses bosques de clima frio, agora transformados no Parque Nacional da Terra do Fogo, crescem muito lentamente e ainda não conseguiram se recompor dos cortes de árvores feitos pelos presidiários há quase um século. As árvores só brotam durante alguns meses por ano, do final de outubro ao final de maio, quando as temperaturas são mais amenas. Mesmo secas, elas fornecem alimento, pois nas cascas dessas árvores cresce um musgo que produz vistosas bolotas verdes parecidas com frutos e outrora muito apreciadas pelos índios fueguinos, o que valeu a esses cogumelos o nome de pão-de-índio.

São também imperdíveis os passeios de carro seguidos de caminhadas pelas montanhas. Uma dica é o Lago Escondido, a cerca de 15 quilômetros da cidade. Esse lago está sendo totalmente coberto por turfa, um aglomerado de musgos que ali se acumula há milhares de anos e pode ser explorado comercialmente como substrato para orquídeas. Não é à toa que lá, no verão, podem ser encontradas várias orquídeas em forma de chinelinho brotando dos campos encharcados do lago, que parecem esponjas e dificultam, ou até mesmo impedem, a caminhada com armadilhas de areia movediça.


O Estado de S. Paulo
Fonte: Terra



RELATO SOBRE VIAGEM A USHUAIA

Achamos esse relato interessante no Blog do Alencar sobre viagem a Ushuaia:


Segunda-feira, Janeiro 14, 2008


Ushuaia é o Melhor Fim do Mundo do Mundo

Dizem que Ushuaia é o fim do mundo. Mas não é, porque o mundo continua mais ao Sul, até a Antártida Argentina, ultrapassando parte do Chile insular. É como Finisterre, na Galícia, que não era o fim da Terra.

Mas, se o fosse, Ushuaia seria um ótimo fim do mundo.

Por isso mesmo passam por lá todos os anos 400 cruzeiros com gente dos quatro cantos do mundo. Sábado estava no porto o Marco Polo. Alguns desses cruzeiros estão de passagem para a Antártida (que fica a 4.000 dólares de distância daqui, cerca de mil quilômetros). Mais dia menos dia vou lá.

Do Aeroporto - que fica em uma península em pleno Canal de Beagle - vamos para um dos apartamentos das Cabañas Bosques del Sur. Encantador. Toda de madeira, com lareira e tudo mais. Cama king size no mezanino. Da sala ou da cama tem-se uma bela vista do Canal. Do outro lado, o Chile. O sol se põe quase onze horas da noite. E nasce antes das seis da manhã.

Esta é uma cidade com muita história. Não só de fantásticos navegadores, famosos e numerosos naufrágios e faróis do fim do mundo. A mais impressionante é a da prisão, hoje Museu. Um dos Presidentes convenceu o Congresso que uma colônia penal era uma ótima forma de afirmar a soberania argentina neste fim do mundo. Alegou que os franceses haviam feito o mesmo com sucesso na Nova Caledônia e na Argélia e os britânicos na Austrália. Os prisioneiros - o que havia de pior em todos os cantos da Argentina (Gardel inclusive, conforme a lenda) - construíram a prisão e, depois, a própria cidade, que lhes deve os primeiros prédios públicos, ruas, esgotos, rede elétrica, casas e tudo mais. Aqui todos sabem - e quem não sabe aprende no Museu - que a cidade deve muito à prisão que lhe fornecia energia elétrica e serviços os mais variados, de utilidades domésticas à roupas sob medida, de pão a jornal. Isso mesmo, até o primeiro jornal que circulou em Ushuaia era impresso no presídio. E para fazer funcionar isso tudo, precisava de energia, que veio da lenha, extraída dos bosques milenares de lengas, ñires e coihues pelos presos de bom comportamento. E para transportar os presos e a lenha foi construído uma ferrovia. Um trecho restaurado é uma das atrações daqui, o Tren del Fim del Mundo (andei nele, como faz todo mundo que vem aqui). O guia do Museu é uma atração a parte. Sabe tudo sobre a prisão e os presos. E contextualiza na história argentina. Me lembrou os museólogos cubanos. Com guias assim, mesmo a partir de um acervo pequeno conhece-se toda a história de um país e até de um continente. Este de Ushuaia explicou até como a deriva continental havia entortado a Cordilheira dos Andes, que exatamente aqui toma a direção Oeste-Leste.

Navegar no Canal é imperdível, e não só pelo fascínio que é passar por onde antes passaram de Drake a Darwin (aos 23 anos) e Fitz Roy (aos 27 anos), mas também pelos lobos marinhos, cormorões, albatrozes, petréis e pingüins de Magalhães das ilhas do Arquipélago Bridges.

Tirei um dia para visitar os lagos daqui (Escondido e Fagnano) e conhecer as estações de inverno, que além de esqui oferecem passeios de trenó tracionados por huskies e alaskanos que vieram da Antártida quando seu uso foi proibido. Um dos pioneiros era um oficial do Exército Argentino, um visionário que apostou nessa modalidade de turismo. Hoje sua viúva e filhos tocam o negócio. Foi lá que comemos um excelente cordeiro fueguino, assado naqueles asadores criollos que só aqui funcionam (com todo respeito, aquele asador que vejo na vitrine da esquina da Bernal do Couto com Wandenkolk não tem nada a ver).

A propósito, a gastronomia de Ushuaia vale a viagem. Para começar, aqui está um dos seis melhores restaurantes da Argentina, conforme classificação da Academia Argentina de Gastronomia. É o Kaupé (http://www.kaupe.com.ar/home.htm). Que infelizmente não experimentei. Mas fui no Tía Elvira (classificado pela Academia como cozinha de grande qualidade e variedade suficiente) e no Tante Nina (recomendado pela Academia). Neles encontrei o que procurava: centolla e merluza negra. Uns e outras da melhor qualidade e muito bem apresentados. Queria comer uma centolla inteira (aqui ela chega a pesar quase dois quilos), no toc-toc. O garçon - que acabara de atender uma avassaladora onda de turistas de mais um cruzeiro que estava no porto bem à vista - explicou-me gentilmente que não servem mais assim porque emporcalhava os clientes e o ambiente. Perdeu em charme mas ganhou em praticidade. Para compensar, capricharam na apresentação (confiram nas fotos do sítio do Tía Elvira). A carne da centolla - suave, firme, adocicada e com uma bela cor branco-avermelhada - ocupa o centro do prato, vem coberta pela carapaça vermelha e espinhada, com uma pata inteira. Experimentei nos dois restaurantes e gostei. Tanto que repeti a do Tante Nina, a segunda vez sob a forma de ceviche.

Sinceramente, a centolla de Ushuaia vale a viagem. Como acho que vale uma viagem a Belém para tomar um açaí fresquinho, batido na hora, com camarão do Araí e farinha d'água de Bragança. Um dia a gastronomia vai descobrir essa iguaria (como este post não é escrito em inglês, a chance de Anthony Bourdain tomar conhecimento dela é zero).

E por falar em Bragança, depois de dar uma passada no Glaciar Martial aqui em Ushuaia - um filhote de glaciar, comparado com Perito Moreno - voltei para o Aeroporto e 9.000 km depois estava de volta a Belém. Mais 200 km e estou em Bragança. Volto para Belém em seguida. Caminhando. Se tudo correr bem, chego antes do final do mês.

Mas esse é tema para outro post.


Fonte: Blog do Alencar



RELATOS DE USHUAIA

Mais um viagem a Ushuaia sendo contada em Blog:


Terça-feira, Fevereiro 22, 2005


Dia 04: De Buenos Aires para o fim do Mundo!

De facto... a noite de Buenos Aires puxou por mim e fez-me esquecer o cansaco... la fui eu ate San Isidro, uma zona afastada do centro de Buenos Aires - chamado "microcentro" entre os porteños - onde a vista para o Rio de la Plata e os daiquiris deram animacao a uma noite muito engracada. Com isto... com 3 horas de sono, apenas houve tempo para tomar um banho e sair da pousada em direccao ao Aeroparque, que nao e mais do que um aeroporto domestico em Buenos Aires. Fantastica a infraestrutura criada, que nos fez reflectir acerca da actual situacao economica da Argentina: quem diria que este pais atravessa uma gravissima crise economica que se arrasta ha ja tanto tempo quando se constata a quantidade e qualidade de infraestruturas que a capital possui, a diversidade e qualidade do comercio e de todos os servicos oferecidos... se nao soubesse, nao acreditaria que estou num pais na ressaca de um colapso economico. Mas ao sabermos que apenas 29% das estradas argentinas estao pavimentadas surge-nos a forte hipotese de o resto do pais nao ter nada a ver com a capital...

E para constatar isso, despedi-me com nostalgia e um "hasta breve" de Buenos Aires e la embarquei no McDonnald Douglas das Aerolineas Argentinas rumo ao fim do Mundo: Ushuaia!

Pouco mais de tres horas de viagem e acordei do assento 15D com o burburinho dentro do aviao: practicamente metade das pessoas estavam de pe, encostadas as janelas do lado esquerdo do aviao a contemplar a vista aerea do canal de Beagle. Fantastica a vista, a paisagem... simplesmente indescritivel a beleza de uma terra arida e esteril! E foi essa mesma sensacao que tive quando saimos do aviao - alem de frio, claro, pois menos de 10ºC , apesar de nao ser uma temperatura muito baixa, quando em conjunto com a habituacao ao calor humido de Buenos Aires e uma sensacao termica francamente inferior devido ao vento gelado que se fazia sentir, fazia tremer o queixo - ou seja, perguntar-me muitas vezes a mim proprio que lugar inospito era aquele a que acabara de chegar e que beleza me poderia transmitir aquela desoladora paisagem. E ao olhar para o ceu, percebi que as cores nesta terra sao diferentes de tudo aquilo que ja vi, que os tons sao mais quentes e mais fortes, que as pessoas sao acolhedoras como anfitrioes de um qualquer porto de abrigo distante e remoto... percebi que afinal estava mesmo.... no fim do Mundo!

E essa a sensacao que as ruas desta pequena aldeia (ou vila?) transmitem, inclinadas como que a contemplar a beleza impregnada no canal de Beagle. Aqui procuramos lugar para dormir e encontramos uma agradavel pousada da rede International Hosteling onde vou partilhar o quarto com um albanes e dois brasileiros. No quarto do Miguel ficara um espanhol do pais basco conhecido por estas paragens por Tarzan. Senhor para os seus 50 anos, passa metade do ano em Espanha e metade no norte do Brasil e adquiriu esse cognome por ser um amante da selva amazonica - definitivamente, um personagem! Visto isto, quase ao anoitecer - que aqui acontece pouco depois das 22h nesta altura do ano - houve rodada de apostas entre os hospedes da pousada para o jogo de futebol desta noite: la perdi os meus 3 pesos porque o resultado final de 3-1 foi muito diferente do meu prognostico para o jogo entre Bayern Munchen e Arsenal - 0-2. Amanha sera o dia que iremos ao Parque Nacional Tierra del Fuego e planeamos acampar e pernoitar por la... e estas sao razoes mais do que suficientes para (tentar) dormir o mais rapidamente possivel...


Posted by Duarte Barradas Cornacho at Terça-feira, Fevereiro 22, 2005




Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005


Dia 05: Parque Nacional Tierra del Fuego O tão almejado dia chegou! E nem consegui dormir bem, nem adormecer cedo: estava realmente entusiasmado para, finalmente, ir ao Parque Nacional Tierra del Fuego e desvendar os quase 30 kms de trilhas de trekking em contacto com esta natureza fantastica, para mais... no fim do Mundo!

E assim acordei as 7 da manha, como se tivesse dormido 12 horas e la fui oara o parque, nos minibus disponiveis para o efeito. Saindo de Ushuaia, percorrem-se pouco mais de 5 kms ate que se deixa o asfalto e entra-se numa estrada de ripio que nos leva ate ao parque. Chegado la, foi o choque de sentir que me tinham largado num qualquer lugar muito vasto, cheio de trilhas distantes e mal sinalizadas para quem, como eu, e um iniciado no trekking com um mapa na mao. Mas praticando um pouco do castellano da America do Sul - bastante diferente no sotaque do castellano falado na nossa vizinha Espanha, como ja me tinha apercebido no Uruguay - la convenci o motorista do minibus a deixar-me junto ao inicio da trilha 2, que se chama Senda Costera para que eu a fizesse. Ele acedeu com a cordialidade e a simpatia que as pessoas deste lugar tem, o que muito se ficou a dever a ser o unico passageiro que ainda nao tinha saido do minibus - efectivamente nao sabia ao certo onde sair!

Iniciado a trilha, de 6,5 kms, que me levou por uma caminhada de dificuldade "mediana" de 3h30. Com paragens para fotos e para beber agua, deu mais ou menos 4 horas de caminhada ininterrupta que me levou ate a Bahia Ensenada, com uma vista magnifica para a Isla Redonda, o Canal Beagle e as ilhas chilenas Navarino e Hoste. A sensacao de estar no fim do Mundo era de facto verdadeira e forte...

Ao longo do percurso aprendi algumas coisas basicas para se efectuar um trekking com conforto e seguranca: ao contrario do que eu fiz, deve levar-se comida suficiente e roupa que nos mantenha confiantes no caso de acontecer alguma mudanca climatica subita. Foi exactamente o que nao fiz...

Mas ainda assim dei comigo completamente boquiaberto com as paisagens que vi, provavelmente das mais bonitas de toda a minha vida, pois ao longo dos mais de 15 kms que andei nao houve nenhuma vez que tivesse confianca que a maquina fotografica pudesse registar, sequer, um milionesimo daquilo que eu estava a sentir e a viver. E continuando pelas trilhas fui pensando que para mim, viajar e cada vez mais um percurso interior e uma descoberta de lugares dentro de nos e que o meio circundante - aquele que pode ser captado por uma lente - nao e mais do que um estimulo para que consigamos descobrir aqueles recantos existentes em nos. Uma especie de "ir para fora ca dentro"...

Terminada a Senda Costera, fui ate ao Rio Pipo, onde comecei a segunda etapa do dia: a Senda Pampa Alta. Uma hora e meia para subir a um monte muito alto que oferecia uma visao magnifica da mesma paisagem que ja tinha avistado na Bahia Ensenada, mas desta vez, de uma outra perspectiva e com outro batimento cardiaco: estava realmente cansado! No cumo do "cañadon del Toro" conheci um grupo bem simpatico, ao qual me juntei ate ao acampamento onde iriam pernoitar: um casal de suicos, uma australiana e um holandes. Findo o dia, voltei para Ushuaia de boleia na carrinha de uma simpatica senhora que me deixou na Av. Maipu juntamente com os restantes passageiros que foi "apanhando" pelo caminho. Fui a correr para o primeiro restaurante que encontrei ter com o Miguel para discutirmos o plano de viagem para os proximos dias. De facto, Torres del Paine esta mesmo em chamas, hoje ja foram evacuadas pessoas do parque e os proximos dias nao sao encarados com optimismo pelas entidades responsaveis. Com tristeza, apenas conseguimos definir um rumo provavelk para as proximas 24 horas: muito provavelmente iremos ficar acampados no Parque Nacional Tierra del Fuego e terminarei os percursos de trekking dentro do parque. Nos proximos dias, ainda aqui em Ushuaia, gostava de visitar o canal Beagle a bordo de um barco e ir a uma reserva de leoes marinhos, bem como ao Glaciar Louis Martial e a Laguna Esmeralda. Tambem gostava de aproveitar todos os segundos que estou nesta terra com a maior intensidade possivel, mas agora e altura de descansar para que amanha o consiga fazer...


Posted by Duarte Barradas Cornacho at Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005




Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005


Dia 06-07: Parque Nacional Tierra del Fuego (II)


Dois dias de trekking. Magnificos. Em cada um deles, coisas distintas, mas em comum o gozo de contemplar paisagens e principalmente ambientes estupendos.

O primeiro destes dois foi o dia do grande desafio que nao esperavamos: a quarta trilha do parque que e a subida de cerca de 4 horas ate ao cume do Cerro Guanaco e a unica trilha de dificuldade "Alta" do parque. E de facto, para mim, tive bastante dificuldade ate atingie o cumo do Guanaco, a cerca de 1000 metros de altitude acima do nivel do mar - basicamente, de onde partimos. A subida comeca junto ao Lago Roca, o que significa aproximadamente o nivel do mar. Sendo assim, foram 1000 metros na vertical e 4 kms de longitude de trilha - isto na subida - que me deixaram incapaz de escrever aqui o que tinha acontecido. A experiencia de trekking que tinha ate aqui era praticamente nula: depois de subir o Guanaco posso dizer que tinha apenas experiencia em alegres e longas caminhadas, tal a descrepancia de dificuldade que a ascencao ate ao cume do Guanaco tem quando comparado com as trilhas que tinha feito ate agora. De facto, e um esforco fisico violento, apesar de nao ser impossivel.

Foi dificil, mas o meu mau condicionamento fisico ajudou muito para que assim se tornasse. Mas de todas as formas, sao 4 horas a subir, pe ante pe, uma "pendiente" muito elevada (pelo menos para quem nao tem experiencia nenhuma nestas coisas) e o tempo nao ajudou: a cerca de uma hora de atingirmos o cume comecou a chover e o vento resolveu soprar como se viesse direitinho da Antartida. Isto, em conjunto com o facto de eu ou nao possuir ou nao ter levado material capaz para um trekking destas condicoes, fez com que as minhas maos gelassem enquanto me preparava para avistar uma paisagem de cortar a respiracao. Nem com chuva, nem com vento, nem com as maos muito frias, nem com os sapatos a desfazerem-se (comprem Timberland de trekking que sao mesmo bons... mas para trekking nas escadas rolantes de um qualquer centro comercial...), nem com o receio de que nao tem experiencia e entao acha que aquilo que acabou de fazer e uma grande facanha, o Rio Lapataia e o Lago Roca nos deixam de fazer cair o queixo quando rodamos o olhar sobre o ombro direito ao chegar ao topo do Guanaco. Simplesmente... deslumbrante!

E mais: a sensacao, por mim nunca antes experimentada, de atingir um objectivo como este e magnifica. Luta-se por um objectivo, a sos e mano-a-mano com uma obra da Natureza, que sentimos que ali se encontra nao para nos fazer frente mas sim para preservar o brilho daquilo que reserva a quem lhe consegue atingir o topo: uma especie de premio, de salvaguarda para que aquele magnifico tesouro que oferece - a vista - nao esteja ao alcance de qualquer um, mas apenas daqueles que querem muito ter acesso a ele. Decididamente, foi esta trilha que me apaixonou (sim, paixao... nao sei quanto tempo vai durar...) pelo trekking e pela montanha no Verão.

Decididamente, a montanha e o meu lugar de eleicao para ferias, pelo menos enquanto estiver como estou agora, quer fisicamente quer do facto de depender nao de ninguem para marcar as minhas ferias. No Inverno, e o que se sabe, e no Verao agora descobri o trekking e tenho uma imensa vontade de experimentar o BTT em montanha, a escalada, o rafting a serio, etc, etc, etc. E quando me encontro numa latitude mais proxima do Circulo Polar Artico do que do Tropico de Capricornio e o equador fica la muito distante, a montanha toma uma nova dimensao e o entusiasmo pelas actividades que me levam a descobrir a natureza magnifica que aqui aumenta! Assim ocupamos o dia inteiro e voltamos para Ushuaia com um cansaco enorme e um bem-estar ainda maior - quase do tamanho do fascinio que esta terra me desperta. Ao final da tarde - que aqui acontece muito tarde - vimos que tomamos a melhor opcao ao decidir nao ficar acampados dentro do parque. O material que tenho nao suporta um clima muito agressivo e alem disso a chuva nao convidava propriamente a um acampamento...

Hoje foi o dia de despedida do Parque Nacional Tierra del Fuego e a repeticao das primeira e segundas trilhas e a conclusao da terceira trilha que acabou junto a fronteira com o chile culminaram com uma vontade imensa de voltar a este lugar. E muito, muito dificil transmitir por palavras (pelo menos agora, que estou exausto, para nao variar) aquilo que se sente ao longo de cada dia... os mais de 18 kms percorridos hoje permitiram-me saborear cada passo dado aquilo que me rodeava e sentir o quao previligiado sou em poder difrutar destes momentos. E apetecia-me trazer ate mim todos aqueles de quam gosto...
Amanha nao sei se irei visitar o canal de Beagle a bordo de um barco ou se vou ao glaciar Martial. Vou ver isso agora, assim que chegar a pousada muito pouco tempo antes de cair na cama exausto.

PS: Prometo que quando tiver em condicoes descrevo melhor aquilo que vivi... mas agora... desculpem-me a minha construcao frasica / vocabulario / conteudo ao nivel de um aluno de 3a classe, mas acreditem... nao consigo mesmo raciocinar... tou muitissimo cansado e escrever isto e um esforco muito grande!


Posted by Duarte Barradas Cornacho at Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005




Domingo, Fevereiro 27, 2005


Dia 08-09: Canal Beagle e Glaciar Martial


Ola de novo.
Hoje sim, um pouco (mas apenas um pouco) menos cansado que que usualmente acontece a esta hora, escrevo para que possa partilhar - nem que seja comigo proprio um dia mais tarde - estes maravilhosos dias.
De manha, nao muito cedo, e depois da primeira noite em que nao fui directamente para a cama a seguir a um dia de trekking e logo depois de vir por os contactos em dia a internet, saimos ate ao porto de Ushuaia procurando pela possibilidade de embarcarmos nalgum catamaran para visitarmos o canal Beagle.

O canal que separa a ilha Navantino (Chile) da ilha da Tierra del Fuego (Argentina) esta repleto de colonias de especies tipicas da fauna deste lugar bem como uma ou outra especie mais comum em climas subantarticos. Uma visita bem mais turistica do que aquelas que temos feito ate entao, escolhida assim propositadamente para dar algum (merecido) descanso as pernas. E as 15h00 embarcamos no catamaran que navegou pelo canal com o nome do primeiro barco a navegar nele - Beagle. No inicio uma visita panoramica do porto de Ushuaia, que se foi transformando numa panoramica de toda a cidade de Ushuaia a medida que, decididamente, o barco rompia por entre as fortes ondas e navegava contra o forte vento. O dia nao comecou bonito, mas por momentos, o Sol escapou-se por entre as densas nuvens e pintou a paisagem daquilo que mais me tem fascinado na Tierra del Fuego: umas cores fantasticas.

De facto, a ideia que eu pensava que servia mais para vender viagens do que para relatar a realidade de que num dia a Tierra del Fuego tem todas as estacoes do ano foi por mim constatada. E com essas mudancas repentinas do tempo, tambem as cores alternavam entre o palido do Inverno, os tons quentes da Primarvera e Outono e o colorido estridente dos dias de sol, colorindo de uma forma inexplicavel toda a reliquia natural que e o canal Beagle, tornando o catamaran turistico algo bem interessante. Nao sei se sera pela inclinacao com que os raios solares incidem na Terra nesta latitude, mas a verdade e que as cores aqui sao, simplesmente, inexplicaveis. Assim como o por-do-sol africano, tambem o sol da Tierra del Fuego entram para a "paleta" mais bonita que alguma vez vi junta. Nao vi nenhum lugar ate hoje em que o colorido fascinasse como aqui. E nao e so a mim que me deixa deslumbrado, pois as pessoas com quem tenho partilhado a viagem aqui e ali falam do mesmo. E, de facto, mitico! Poucas horas de viagem de catamaran que tinha uma excelente e prestavel guia, uma tripulacao fantastica e que nos brindou com a sorte de partilharmos a mesa com duas simpaticas suecas foram suficientes para que chegassemos a uma ilha onde habitavam colonias de aves para em seguida visitarmos mais uma ilha onde habitam leoes marinhos. Simplesmente... cinematografico!

Dali as proximas ilhas, onde foi possivel chegar ate escassos metros de distancia de lobos marinhos e pinguins, ao longo do canal Beagle vivi uma magnifica tarde.

Conheci gente da Suecia, (muitos) de Israel - ha imensos israelitas viajando por aqui -, de Franca, da Guatemala, da Alemanha... enfim... apenas mais uma magnifica experiencia!
O dia de hoje tinha como roteiro a visita ao glaciar Martial, que fica a poucos quilometros da cidade e que proporcionaria um trekking ate ao topo de uma estancia de ski - fechada nesta altura do ano - para dali contemplar uma vista ao glaciar. Nao saimos cedo e o mau tempo que se fazia sentir, com a cota de neve a rondar os 500 metros, retraia um pouco o entusiasmo.

De facto, e depois de uma caminhada nao muito longa mas com algum declive, chegamos ate ao ponto mais alto em que nos pareceu possivel chegar. Antes, conhecemos os primeiros portugueses, que, por enorme coincidencia, tinham sido meus colegas no IST e ate tinhamos amigos em comum. Com eles tentamos progredir no final do percurso, contra um vento muitissimo forte e muita neve.

Atingimos uma parede que resolvemos subir ate metade, ou seja, ate percebermos que nada adiantaria a transposicao daquele obstaculo: o dia estava mesmo mau e a falta de material adequado fez-me dar por contente com a excelente vista panoramica do porto de Ushuaia que dali era possivel disfrutar.

Na companhia dos portugueses, encontrando pelo caminho os israelitas e as duas suecas que tinhamos conhecido na vespera, desci com a nostalgia do ultimo dia na Tierra del Fuego.
Quero voltar, nao sei bem quando, mas quero muito voltar! Ate um dia, que decida (e possa) voltar ao fim do Mundo...!


Posted by Duarte Barradas Cornacho at Domingo, Fevereiro 27, 2005




Fonte: barradascornacho.blogspot.com



BLOG VIAGEM PELA AMÉRICA DO SUL - USHUAIA

Veja este relato sobre uma viagem a Ushuaia:


Quinta-feira, Maio 25, 2006


PATAGÓNIA 24 de Março 2006 - Ushuaia (PINGUINS)


A paisagem era tão ou tão pouco encantadora que o Fredim decidiu ficar do lado de dentro, por detrás do vidro da janela, abrigado do vento e do frio de já 2 metros por essa altura… Ele e o computador, claro, para escrever e eventualmente dar uma espreitadela nos sites A Bola e O Jogo, sempre abertos.

Entretanto um americano chamado Dan ganhara o dia com a boleia que lhe ofereci. Saímos do hostal sem grandes planos, e embora tivéssemos ambos uma enorme vontade de ir em algum dos muitos passeios turísticos pelo canal Beagle – especificamente os que incluem a Isla Pinguinera – estávamos reticentes aos preços. Decidimos ir de kombi, conhecer os arredores. Fizemos 90km quase sempre acompanhando costa, seduzidos pelas cores que parecem avivar-se quando o ar é frio num dia de sol.

Chegámos a uma propriedade privada chamada Estancia Harberton, muito conhecida por se situar justamente em frente à ilha dos pinguins. (Meus amigos, coloquem-se numa posição cómoda e preparam-se para um verdadeiro tratado sobre pinguins, as suas qualidades e defeitos em oito volumes!) Questionávamos se poderíamos ver pinguins no continente, mas rapidamente nos roubaram a esperança. A “pinguinera”, como lhe chamam os locais, fica a 20 minutos da estância. Os barcos que saem de Ushuaia demoram uma hora e cobram cerca de 200 pesos para passar ao lado da ilha. São grandes, confortáveis e levam uma centena de turistas. O bote que parte da estância leva 12 pessoas incluindo o piloto e o guia, é um barco semi-rígido, entrada livre para a chuva e para o vento, 70 pesos para ir até à ilha e ficar dentro do bote com o piloto, ou 150 para sair do barco com o guia e percorrer a ilha pelo meio dos pinguins. O Dan não pensou duas vezes, pagaria os 150 pesos. Quem me conhece adivinha que pensei umas três ou quatro vezes, ponderei esperar por ele na estância acompanhada pela Flu e pelo romance do Paul Auster, perguntei a que distancia dos pinguins ficava o local onde param o barco e decidi pagar meio bilhete! (já estão a imaginar o que é ir fazer as compras do mês lá para casa aqui com a doutora)

Todos a bordo. Dois miúdos canadianos, dois cotas espanhóis, um casal alemão e outro de argentinos, o Dan, Andre – el capitan – o guia, eu e o meu livro. No início da viagem fixei-me na paisagem, nas ondas do mar que salpicavam os óculos de Andre, alto e corpulento de queixo erguido, que conduzia de pé e apesar da ondulação emanava uma sensação de enorme estabilidade. Podia ver-se Puerto Williams na outra margem do canal e do lado argentino Harberton tornava-se indistinguível. Depois entretive-me a contar a nossa viagem e a minha vida aos demais e na última parte do percurso o guia colocou-se estrategicamente à frente dos dez turistas, sentados debaixo do toldo de plástico improvisado, e falou-nos das espécies de pinguins que iríamos encontrar na ilha, a sua história e o seu comportamento. Devia achar que éramos um bocado limitados uma vez que repetiu tudo duas vezes. Só depois me apercebi que uma foi em castelhano e outra em inglês.

Entre as várias coisas que nos disse, gostei especialmente de uma particularidade dos pinguins. Os ditos cujos tem apenas um conjugue em toda a vida! Com excepções, logicamente, mas na sua maioria são fiéis ao seu parceiro, e depois dos 6 meses que ciclicamente passam no mar, separados um do outro, regressam à base e reencontram-se. Não é demais?!

Assim que nos aproximámos da ilha ninguém mais quis saber dos esclarecimentos do guia. Centenas de pinguins faziam do areal uma praia lotada! Ao longe parecia uma reunião de homenzinhos atarracados vestidos de fraque. Muitos homenzinhos. Muito atarracados.

O barco atracou na areia e o guia exigiu a nossa atenção para nos informar das regras do passeio, que duraria cerca de quarenta minutos e incluía uma visita a todo o habitat daquelas criaturas cómicas, com as quais é terminantemente proibido o contacto físico. Eu, que não precisaria dessas instruções, não tirei os olhos dos pinguins, a uns dez metros de nós, e nos momentos em que desci ao planeta para recuperar do deslumbre extenuante, ouvi não mais que palavras soltas como “fotos” e “cócoras”.

O guia saltou para a areia e ajudou os turistas a descer, um a um. Eu filmava o que mais tarde será um filme de Manuel Oliveira, quando Andre se aproximou e me disse que saltasse do barco. “Puedo bajar para filmar”, perguntei-lhe contente. “No. Puedes bajar para ir con los otros! Te cobrare solamente los 70 igual…”, piscou-me o olho. Saltei do barco felicíssima!

Os pinguins são engraçadíssimos. Na verdade são uns trogloditas e nessa característica reside grande parte do seu carisma. São pássaros, mas não voam. Tem figura de freira, mas andam como um bêbado cambaleante. São calmos, mas os seus gestos são repentinos, como se nervosos. Pareciam não se incomodar com a nossa presença, o que faz algum sentido já que nós estávamos nitidamente em minoria. Mais a mais limitávamo-nos a observá-los enquanto o guia despejava todo o conhecimento teórico acerca das várias espécies. (segundo a inezinha, e até há bem pouco tempo, havia uma espécie de pinguins, muito rara, que voava. Esta mulher ainda se arrisca a um Nobel da ciência).

A princípio estava um bocado nervosa, com medo de fazer asneira pois não escutara peva do regulamento. As palavras “fotos” e “cócoras” soavam na minha cabeça. Será que não me podia pôr de cócoras para tirar fotos? Não fazia sentido, mas pelo sim pelo não mantive-me esticadinha e junto ao grupo, de câmara na mão sempre no on, e contrariando a enorme vontade de ir fazer um amigo entre os pinguins. Entretanto o Dan elucidou-me que só não podíamos gritar, afastar-nos muito do grupo ou tocar nos pinguins. Podíamos aproximar-nos desde que suavemente e de cócoras para que não se sentissem ameaçados e quanto a tentar fazer amizade com um pinguim, o guia nada referiu.

Andámos por toda a ilha, vimo-los reunidos em conspirações secretas, espreitámos os seus ninhos
(toca de pinguin magalhanico)– que são mais como tocas – invadimos a privacidade de uns pobres coitados que estavam a trocar de roupa e tinham acabado de tirar o casaco de peles, digo, de penas, ficando obviamente incomodados com a nossa presença – vocês também não gostariam de ser apanhados com as calças na mão e pior ainda, ser fotografados! (pinguin a trocar de penas)

Mas a fotografia é outro assunto. Constatámos que aqueles seres adoram posar para as câmaras. Conseguem manter uma expressão estática para o fotógrafo mais demorado, sem timidez, e no olhar um subtil vestígio de vaidade, até. Elegemos para melhor modelo do ano o único espécime de pinguim Pygoscelis papua que encontrámos.

Estava isolado com o mar e as montanhas de fundo, posou para uma longa sessão fotográfica em diferentes ângulos e seguiu-nos até ao grupo de pinguins Spheniscus magellanicus para onde nos dirigimos depois.

Quando terminou a volta à ilha, o vento soprava tão forte e tão frio que todos nos sentimos aliviados por partir, que apesar do patrocínio aparente TheNorthFace, já não suportávamos o rasgar do vento e das lâminas afiadas do frio nas mãos e na cara. Os pinguins, salvo dois ou três que vi abrigarem-se atrás de um tronco, continuavam na praia, impávidos e serenos, qual “northface” qual nada, e alguns ainda entravam e saíam da água como se fosse um piscina aquecida.


A estância repousava sob a luz do entardecer e todos levámos o brilho dessa luz no olhar.
posted by Inês at 21:30


Fonte: Blog Viagem pela América do Sul



BLOG CAFÉ COM MEDIALUNAS - USHUAIA

Veja o que achamos nesse blog sobre Ushuaia, Argentina:


Ushuaia
Published by Fabiano Goldoni on Segunda-feira, Março 12, 2007 at 5:15 PM.

A viagem para Ushuaia começou em 1987, quando o meu pai decorou o meu quarto com um mapa mundi que tapava quase toda uma parede. Como todo pré-adolescente normal, eu ficava horas no meu quarto. Era inevitável passar um bom tempo analisando a organização territorial dos países, nomes de capitais, cidades, nomes de lagos, rios, oceanos. E uma das coisas que eu gostava de observar no mapa eram os pontos extremos e isolados do planeta: as ilhas do Pacífico, a Groelândia, o Alaska, o bairro Belém Novo, e também a Terra do Fogo. Não que eu tivesse uma fixação, mas a curiosidade de conhecer um lugar é algo que dificilmente se perde na memória. Talvez porque sabemos que tal lugar vai sempre estar lá nos esperando.

20 anos depois de ganhar o mapa, o avião desce a grossa camada de nuvens que cobre quase permanentemente o paralelo 55°S. A primeira coisa que vejo é o Canal Beagle, uma estreita faixa de água cercada de montanhas por todos os lados, povoado de navios cargueiros e barcos passando pra lá e pra cá, como numa avenida aquática. A sensação de estar num lugar muito perdido do planeta é instantânea e está sempre presente, da chegada pelo ar até a nossa lenta volta por terra. Tudo parece dizer “Você está no cu do mundo. Aproveite.”

Apesar da sensação de isolamento, as pessoas são felizes em Ushuaia. É que não é difícil ser feliz num lugar onde, a cada 2 horas, desembarcam 200 europeus, japoneses e americanos cheios de dinheiro pra gastar. Além disso, viver num lugar completamente livre de impostos, com free shops nas ruas e vodka Absolut a 14 dólares, também ajuda a curar qualquer indício de depressão.

Nos seis dias que ficamos em Ushuaia, tentamos controlar a vontade de fazer tudo de uma vez só. Nos organizamos para fazer um passeio por dia e fizemos todas as principais excursões pelos pontos turísticos, porém procuramos sempre evitar as típicas excursões lotadas de gente. Até porque nós fomos até lá para curtir a sensação de isolamento e não um amontoado de gringos.
Passeios que fizemos e recomendamos muito:

Passeio pelas ilhas Dos Lobos, Faro e De Los Pájaros em veleiro: digamos que velejar no Canal Beagle é tão obrigatório quanto andar de gôndola em Veneza ou ser assaltado no Rio de Janeiro. O detalhe de fazer o passeio num veleiro é importante, pois barco a motor é para perdedores.

Estância Harberton e Pingüinera: só existe uma excursão (Pira Tour) que permite o desembarque na Isla Martillo e, por conseqüência, tirar uma foto ao lado do elenco do filme Happy Feet.


Passeios que fizemos e recomendamos:

Pedalada ao Parque Nacional Tierra del Fuego: são 45km de subidas e descidas. Pode ser meio pesado para quem não costuma pedalar. Vale a pena pela sensação de chegar semimorto à Bahia Lapataia, final da Ruta 3, a estrada mais ao sul das Américas. A outra opção é ir de 4x4 e fazer um trekking de 3 horas pelos bosques até o local.

Subir ao Glaciar Martial: são 2 horas de caminhada, ida e volta, com direito a “aerosilla” (teleférico). Cuidado para não seguir nenhuma família de chilenos cujo pai diz saber o caminho mais fácil. É roubada na certa. No fim da descida, tem um café imperdível com muitas tortas que ajudam a repor toda gordura deixada pelo caminho.


Passeios que fizemos, mas que não recomendaríamos se não fossem meio obrigatórios:

Museu del Presídio: tem histórias interessantes sobre os diversos criminosos que o habitaram. Só.

Museu Marítimo: tem uns pingüins empalhados, umas miniaturas de navios e uns mapas antigos.


Passeio que fizemos e não recomendamos:

Janta com Castores: castores são capivaras com rabo de raquete, e a tal da janta é um picadinho bem modesto. Não vale os 100 pesos por pessoa.


Passeio que não fizemos, mas gostaríamos de ter feito:

Excursão ao lago Roca: dizem que é lindo e que tem marcos de fronteira com o Chile interessantes para tirar uma foto. Fica para a próxima.


Lugares para comer que recomendamos muito:

Ushuaia Che Que Potito: é um lugar muito bem decorado com tudo o que possa lembrar o Che Guevara, incluindo uma estátua em tamanho natural. Ao mesmo tempo, tem um clima de restaurante de pescadores. Vale a pena para comer um lomito (sanduíche de filé).

La Casa de Los Mariscos: segundo os locais é a melhor relação custo x benefício para quem quer provar a famosa centolla (caranguejo gigante).

El Parador del Fin del Mundo: tem um aspecto meio trash para quem vê de fora, mas é muito mais trash para quem entra. O problema é que a comida é realmente muito boa, barata e vem em porções individuais capazes de alimentar um acampamento inteiro do MST.


Lugares para comer que recomendamos:

Kaupe: meio caro, mas tem bons pratos e muito bom atendimento.

Moustacchio: tem um bom cordero assado, que é o prato número dois de Ushuaia depois da centolla.


Lugar para comer que recomendamos uma visita da vigilância sanitária:

Barcleit 1912: a comida é muito ruim e, ainda por cima, a garçonete traz o prato depois de limpar o banheiro.


Outras coisas que valem a pena em Ushuaia:

Provar todas as geléias fueguinas e patagônicas: calafate, rosa mosqueta, sauco, ruibarbo e corinto.

Provar os queijos e carnes defumados típicos da região.


Fonte: cafeconmedialunas.blogspot.com



BLOG HISTÓRIAS DO MUNDO - USHUAIA

Leia este interessante relato sobre Ushuaia:


O Fim do Mundo. Ushuaia.

Compro sempre jornais por onde passo. Não tanto para saber o que se passa mas pelo puro, íntimo e silencioso prazer de o ler sentada num café desconhecido.

“El Diario Del Fin Del Mundo” desarmou-me à partida pelo nome. Trágico. Esperava ler notícias sobre o desaparecimento diário da Antárctida ou que o aumento progressivo do vento devastaria Ushuaia nos próximos dias. Receava até que, antes de virar a última página, os pinguins patagónicos estivessem extintos.

“Programa de inovação tecnológica”(?)
“XII Feira do Livro de Ushuaia com mais de 6000 visitantes”(?)

O quê?! Não tinha nas mãos o primeiro jornal que acompanhava o processo do fim do mundo? Afinal, há esperança. Este “Fin del Mundo” aqui no fim do mundo apenas nos deixa com as mãos sujas de tinta. E uma grande vontade de tocar no Sul.
C.


Fonte: Blog Histórias do Mundo



BLOG - USHUAIA

Relatos de quem já foi a Ushuaia:


31/12/2002 - Rio Galegos-Ushuaia (5300 KM)

Saímos as 8:00 AM. Nos atrasamos um pouco para comprar pilhas e abastecer.

Passar na Fronteira Argentina/Chile não tem grandes complicações, só que chega a ser ridículo! Para ir da Patagônia Argentina até a Terra do Fogo atravessando o Estreito de Magalhães você atravessa um pedaço do território chileno. São quatro postos de fronteira Arg-Chile- 200 Km Chile-Argentina. Depois de andar tanto começou o rípio (estrada de pedras arredondadas, escorregadias e muita poeira). Passamos por muitas fazendas. Ver os primeiros picos nevados foi emocionante e Ushuaia é uma cidade muito aconchegante. As lojas do centro são de enlouquecer!!

Chegamos as 18:00 e fomos para o camping do Rio Pipo, saindo do centro em direção ao parque 2 Km. O camping oferece banheiros com chuveiro de água quente, cozinha industrial para uso dos que não querem acender fogueira no vento, salão, lavanderia. Preço 8,00 pesos por pessoa. Fica a beira de um rio, muito bonito. Os proprietários são uns amores. FELIZ 2003!!!!!!!!

posted by Patsi @ 23:17


01/01/2003 - Ushuaia

Acordamos tarde e fomos fazer um tour pela cidade. Como era feriado estava tudo absolutamente fechado. Nem restaurantes, nem bares. Até o teleférico estava fechado. A proveitamos para passear. Fomos ao Parque nacional, visitamos a Baía de la Pataia que é o final da Ruta 3. Subimos até a montanha onde fica o Glaciar martial, a vista do canal de Beagle e da cidade de Ushuaia É MUITO LINDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

posted by Patsi @ 23:16


02/01/2003 - Ushuaia-Punta Arenas (6000 Km)

Saímos as 8:00 AM de Ushuaia. Voltamos por Punta Delgada. Em San Sebastian atrasamos 2:00. Mas como desgraça pouca é bobagem....demoramos cerca de 4:30 para atravessar o Estreito de Magalhães, porque as balsas estavam fazendo transporte de caminhões de combustível e quando isso acontece não pode ir mais nenhum carro. Foi uma M....Porque acabamos ficando separados ( um carro de cada lado do estreito. Ainda bem que tinha uma lanchonete de cada lado!!

Conseguimos atravessar só as 20:00!!!!! Fomos para Punta Arenas e ficamos em um hotel residencial 15.000,00 pesos chilenos por casal. Era caro, mas confortável. Punta Arenas é uma cidade linda, com avenidas largas, prédios antigos (estilo colonial inglês). Tem um shopping, tipo dutty free, zona franca, dizem que é muito bom e barato, mas infelizmente não tivemos tempo de ir.
Venta muito nessa terra.....

posted by Patsi @ 23:15


Fonte: patsinapatagonia.blogspot.com



TERMOS USADOS EM SKI E SNOWBOARD

Après-ski - É a expressão francesa, conhecida por esquiadores do mundo todo, que designa todas as atividades realizadas após a jornada de esqui até a hora do jantar.
Bumps - São ondulações nas pistas de esqui. Podem ser notados com freqüência nas pistas mais inclinadas, onde as marcas deixadas pelos esquiadores são mais fortes. Em alguns lugares, os bumps são deixados propositalmente nas pistas.
Lift / Ski-lift - São os teleféricos que levam os esquiadores e snowboarders até o alto da montanha.
T-bar / Poma - São os meios de elevação onde os esquiadores e snowboarders são puxados para o topo da pista, com os esquis e boards deslizando no chão.
Gondolas - São os teleféricos fechados.
Chairlift - São os teleféricos abertos, normalmente com capacidade de 2 a 6 pessoas.
Trails - São as pistas ou caminhos catalogados e especialmente cuidados para a prática de esqui/snowboard. Nos mapas são publicados seus níveis de dificuldade que são identificados pelas cores. Nos Estados Unidos e Canadá as pistas são identificadas como Pretas/Black – Avançadas e Experientes; Azuis/Blue - Intermediárias e Verdes/Green - Iniciantes.
Ski in/ski out - É o tipo de hotel ou outra acomodação em que se pode chegar e sair esquiando, e que fica mais próximo das pistas.
Ski pass - Passe de acesso aos elevadores e pistas de uma estação de esqui.
Snow Update - São os boletins que informam as previsões e condições da neve e tempo na estação de esqui.
Pista Verde / Green – Pista com nível de dificuldade iniciante.
Pista Azul / Blue - Pista com nível de dificuldade itermediária.
Pista Preta / Black - Pista com nível de dificuldade avançada ou que exija experiência.
Snowmobile - Moto especial para a neve.


www.snowadventures.com.br



MANOBRAS DE SNOWBOARD

Ollie - É a manobra mais básica, fundamental para executar a maioria das outras manobras.
Air to Fakie - Consiste em dar um giro de 180 graus no ar e depois seguir de switch (base trocada).
Wheelie - Aprenda a manter o equilíbrio em apenas uma das extremidades da prancha (nose ou tail).
Butter - Giros de 360 graus na neve.
50/50 - A maneira mais fácil andar em um rail ou box.
Rock-n-Roll - É quando você anda na perpendicular do rail ou box.


www.snowadventures.com.br



VIAGEM A USHUAIA

Confira esse relato de quem foi a Ushuaia:


USHUAIA, EL CALAFATE E VALDEZ EM 8 DIAS

Partindo de Porto Alegre, via terrestre, o relato de uma viagem em 8 dias á Ushuaia, El Calafete, El Chatén e cruzando o rípio da Ruta 40 até a Península Valdez. Foram 10.000km. E deu tempo até para esquiar.


1- Como a Viagem Iniciou

Dizem alguns que “tudo é uma questão de tempo”. No nosso caso, da falta dele. Somos, originalmente, aventureiros sobre duas rodas, integrantes do grupo Anjos do Asfalto. Em janeiro de 2005 havíamos cruzado a cordilheira dos Andes até o Chile (confira o relato em http://inema.com.br/mat/idmat057082.htm), mas a viagem de moto a Ushuaia, roteiro obrigatório dos aventureiros, exigiria um “ tempo” que não dispúnhamos, além do grupo ter idéias de no verão de 2006 viajar ao Pantanal, adiando sine die a viagem à cidade mais austral do planeta.

Contudo, ao final de julho de 2005, após a ingestão de considerável conteúdo de líquido amargo acondicionado em latas de alumínio de uma tal de “Skol”, concluímos que seria possível pegarmos o final do inverno em Ushuaia, esquiarmos, visitarmos as geleiras, a Península Valdez e voltarmos a Porto Alegre, em uma semana, pegando, ainda, um feriadão – o que nos faria “folgar” meros 3 dias de basquete. Curada a ressaca, a idéia ainda nos pareceu boa, fato raro.


2- Quem Foi, como Fomos e o que Levamos

Marco Spadoni (39, analista de sistemas), Marcos Weber (27, empresário da área de informática) e Ramon Schneider (42, consultor) foram os integrantes da “indiada”.

Fomos em uma Ranger 2000, 4x4, Cabine Dupla, turbo diesel. Para encarar o rípio da ruta 40 levamos mais 2 estepes (exagero), nenhum dos quais se mostrou necessário. Providenciamos seguro carta-verde, triângulo adicional e cabo de reboque – equipamentos exigido na Argentina, além da habilitação internacional de um dos motoristas (exigida no Chile).

No mais, cobertores e roupa (faltaram cuecas e meias e sobraram blusões – coisa de barbado arrumando mala).

Dias 1, 2 e 3 (16/09, 17/09 e 18/09/2005)

Nosso projeto contemplava dirigir de Porto Alegre direto Ushuaia, 24 horas por dia, com sistema de revezamento entre os 3 na direção do veículo, tarefa cumprida sem maiores problemas e desgastes.

No dia 16/09/05 (sexta-feira) saímos de Porto Alegre por volta das 15 horas, saindo do Brasil por Livramento/Rivera (Uruguai) e cruzando a Argentina na fronteira Paysandu/Cólon. Na Argentina pegamos a Ruta 12, depois a 14, para encontrar a Ruta 3 nas proximidades de Buenos Aires a qual cruzamos na madrugada de Sábado.

No dia 17, sábado, fomos almoçar em Baia Blanca, encontrando ao final da tarde um hotel em San Antonio do Oeste (após Viedna) para tomarmos um banho, trocarmos de roupa e jantarmos. Seguimos em frente, se revezando na direção. Com a autonomia de mais de 800km da Ranger não nos preocupamos com abastecimentos.

No terceiro dia (18 – domingo) cruzamos a fronteira com o Chile, pegando a Balsa no Estreito de Magalhães (se vocês nunca repararam a Terra do Fogo é uma ilha), rodamos a primeira vez no rípio, até cruzar a fronteira Argentina novamente, em San Sebastian. Chegamos em Ushuaia ao final da tarde. Foram 4.402 km, percurso mais curto até Ushuaia, em um total de 45h44m rodando, a uma média de velocidade de 96,2km (apesar de sempre mantermos cerca de 120km por hora, mas a média baixa com as ultrapassagens, entroncamentos, etc...) e 8h17m gastos nas paradas de abastecimento, banho e alimentação. Chegamos, ao contrário do que esperávamos, relativamente “ inteiros”.

Achamos uma pousada no centro, onde a diária para o três ficou em 100 pesos, excelente.

Dia 4 – 19/09/2005 – Ushuaia
Dia agitado!. Fomos conhecer o Parque Nacional da Terra do Fogo, o final da Ruta 3. Local muito bonito, próximo a divisa da Argentina com o Chile. Depois fomos ao centro pegar informações sobre os passeios de barco pelo Canal de Beagle, que saem as 15 horas diariamente (até lá tem cartel) e fomos visitar o Glaciar Martial, em uma das montanhas que circunda Ushuaia. As tradicionais guerrinhas com bolotas de neve e algumas escorregadas no gelo, mas todo mundo inteiro.

A tarde visitamos o presídio de Ushuaia, com bastante informações sobre o início da cidade (prisão no fim do mundo). É um passeio que vale a pena dispender fósforo nas leituras do local. A noite uma bela parrilla regadas a quilmes litro (tiramos a barriga da miséria).

Dia 5 – 20/09/2005 – Cerro Castor – Esqui – Ushuaia
Levantamos acampamento para seguirmos nossa aventura. A cerca de 27 km de Ushuaia há a estação de esqui de Cerro Castor, que se orgulha de ser a estação mais longa de toda América do Sul (ao final de setembro a maioria está fechada – findou o inverno). Aluga-se tudo para esquiar. São 37 pesos do esqui + botas, 10 pesos das roupas e 28 pesos para a estação.

Os comentários sobre nosso desempenho no esqui mereceriam uma história a parte e, certamente, dariam uma enorme sessão pastelão. Considerados os 3 patetas, a média de tombos deve ter chegado a mais de 100 cada um. Doloridos, final da tarde, seguimos viagem em direção a El Calafate.

Tínhamos intenção de cruzar a balsa por Porvenir, desembarcando em Punta Arenas, mas a balsa faz sua última saída as 14:00hs. A do Estreito de Magalhães opera até a meia noite e foi por lá que retornamos. Seguimos viagem pelo Chile até Porto Natales, quando cruzamos para a Argentina novamente. Como abastecemos a ultima vez em Ushuaia, os galões reservas de combustível nos deram tranquiilidade, evitando desviar da estrada para abastecer na cidades Chilenas, cujo Diesel custa mais do dobro do Argentino.

Chegamos em El Calafate as 4 da Matina, louco por uma cama. Encontramos hospedaria de boa qualidade, por cerca de 200 pesos para os 3.

Dia 6 – El Calafate – Perito Moreno (21/09/2005)
Acordamos tarde. Cidade essencialmente turística, simpática e agradável. Por volta do meio dia fomos visitar o Glacial Perito Moreno de carro (dista 80km da cidade). Muitas fotos e vista magnífica. Retornamos a cidade para descansar, para seguirmos no dia seguinte a El Chatén.

Dia 7 – El Chatén e cruzando da Ruta 40 para a 3 (22/09/05)
As referências a El Chatén são muitas em El Calafate. O rípio da ruta 40 para lá é parada dura. A cidadizinha fica no meio do nada, se é que nada tem meio. Se visitam de lá as duas maiores geleiras da Argentina, só que a pé (é capital nacional do trekking). São 40 minutos a pé em uma e 2 horas em outra. Optamos por seguir até o sopé da cordilheira dos Andes, buscando o Lago da Descoberta (estou me perguntando até agora o que descobriram por lá).

Retornamos a Ruta 40 no final da tarde para cruzar para a Ruta 3, no lado do Atlântico. Se dirigir no rípio de dia é difícil, na noite e na madrugada nem se fala. Agradecemos até hoje termos levado o aparelho GPS, plotado com Mapas Argentinos, senão possivelmente estaríamos até hoje no meio do deserto da Patagônia. Foram uma noite e uma madrugada em mais de 800 km de rípio sem encontrar viva alma ou carro.

Resolvemos sair da Ruta 40 na cidade de Perito Moreno, pegando a ruta 43 para encontrar a Ruta 3 em Caleta Olívia, perto de Comodoro Rivadávia. Dirigimos até o amanhecer, quando toamos um banho quente em um posto de combustível perto de Puerto Madryn. Estávamos a poucos quilômetros da Península Valdez.

Dia 8 – Península Valdez (23/09/2005)

O santuário ecológico da Peninsula Valdez é um espetáculo a parte. Tomamos banho de sol com os leões marinhos (ou elefantes marinhos, lá sei eu, uns bichos grande para caramba), visitando também a pinguineira, onde batemos um plá com os bichanos. Também aventura de tracionar a 4x4 em direção as salinas existentes na Península. Divertimento garantido (depois soubemos que prática proibida). Iniciamos naquela tarde o retorno.

Dia 9 – Porto Alegre (Chegada em casa)

Chegamos em Porto Alegre ao final da noite de sábado, havendo tempo para algumas compras nos free-shops de Riveira e um bom almoço em Livramento.

O total foram 10.207 km computados pelo GPS, em um total de 114 horas de deslocamento, com média horária geral de 90,3 km/h.

Gastamos pouco mais de R$ 1.500,00 por pessoa, inclusos aí despesas preparatórias, combustíveis, alimentação, ingressos, etc...

Olhando para trás, concluímos que é uma aventura que vale a pena ser vivida em uma semana, motivo pelo qual a falta de tempo não é desculpa para ninguém deixar de realizar este trajeto (por demais batido em sites de aventura).

Realizá-lo de motocicleta, hobby e lazer dos 3 aventureiros, já diríamos que esta sim, é uma “indiada braba” e que exige, por baixo, uns 15 dias.

Por este motivo, no início de 2006 nossas duas rodas estarão cruzando o pantanal, mas aí já é outra história.


Fonte: www.anjosdoasfaltomc.com



RUMO AO FIM DO MUNDO - USHUAIA

Relato de viagem de moto a Ushuaia:


Ushuaia

Só conseguimos dormir, porque o cansaço era muito grande.

Era a última etapa. Ushuaia estava a somente 210 km.

Na nossa partida esta muito frio e muito vento. Bom, nao vou mais falar sobre frio, vento e cansaço porque vcs. ja estao cansados de ouvir este blá, blá, blá....

A paisagem começou a mudar daquela monotonia da Patagonia. O inicio da Terra do Fogo deu lugar a uma vegetaçao mais alta com árvores um tanto esquisita.

Passamos por Toulhin e começamos a avistar umas montanhas com o pico nevado.

Ficamos excitados, paramos para tirar foto. Nao sabíamos o que nos aguardava!

Sou obrigado a dizer que as mâos estavam duras, congeladas. Muita dor.

Usavámos duas jaquetas e o Paulo duas luvas. Mas nao adianta!

A medida que avançavamos, as montanhas nevadas se aproximavam.

De repente, estavámos subindo a Cordilheira, no meio das nuvens, com chuva e os picos nevados do nosso lado. Foi uma sensaçao muito forte.

Paramos para foto. O vento parecia que queria derrubar as motos, mesmo bem calçadas.

Só a imagem pode falar. Tentarei postar.Esta muito devagar.

A descida foi com chuva e descemos bem devagar.

Ushuaia estava muito próximo. Só de falar, digo, escrever, fico emocionado. Cria um nó na garganta! Uma lágrima quer sair e eu tento aguentar. O que nós passamos para chegar até aqui foi ùm trabalho hérculeo. O que tivemos que superar vcs. nao imaginam!!!

O Paulo tbem nao consegue mais falar. Eu nao olho pra ele e ele nao olha pra mim. Estamos calados, chorando e revivendo todos os momentos.

Tínhamos combinados que chegaríamos, nem que fosse de bicicleta. As motos tinham apresentado problemas, havia vasamento de óleo, troca de velas, cabo de afogador desligado.

Bem, vamos limpar as lágrimas e voltar.

Chegamos no Ushuaia, conseguimos, vencemos, superamos. Estamos todos alegres.

Todos celebramos.

Vou tentar mostrar as fotos na próxima postagem.

Ja vou publicar pq posso perder.


Postado por Nilson Algarves às 22:02 0 comentários


Fonte: rumoaofimdomundo.blogspot.com



MAIS UM RELATO DE USHUAIA

Relato de chegada a Ushuaia e visita ao Museu do Presídio:


Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008


Ushuaia

Caraca, nem acredito..... CHEGUEI!!!!!!!!!!!!!

A sensação de chegar num lugar assim, depois de 8000 km é indescritível. Os 20 km finais foram como o primeiro acampamento, euforia máxima... mas cheguei ao final da ruta 3, Terra do Fogo, a cidade mais austral do mundo.....


Do carvalho!!!!!!!!!!!

No museu do Presidio de Ushuaia, bato um papo com um dos prisioneiros.... este é Eduardo Raleix, um prisioneiro que ficou famoso por ter matado um amigo para defender a honra de sua irmã....

Os homicidas eram divididos em dois grupos, os que haviam matado por roubo ou outro motivo e os que mataram por amor ou paixao. Na celas destes, existem frases escritas como.... " Nunca se es amado como se ama, por eso el arte de ser feliz en el amor, consiste en dar todo sin pedir nada" Profundo hein ..... heheh


Fonte: ushuaiabaqueiro.blogspot.com



AVENTURA NA PATAGÔNIA - USHUAIA

Leia este diário de viagem de uma aventura pela Patagônia - Ushuaia:


Aventura Patagônia

A Aventura da minha Vida...pelo menos até agora! :)


Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Dia 1 Parte 1 12:16h

Passadas q estão 30 horas desde q saí de casa e ainda me encontro a comer uma bela parrilhada num restaurante bem agradável perto do aeroporto de Buenos Aires. Ate agora esta tem sido uma viagem longa, longa, longa mas muito divertida não estivesse eu com dois amigos com quem gosto de estar e me identifico.

As 15.30 iremos partir para Ushuaia e com mais 4 horas de viagem estaremos no início da nossa aventura pela desejada Patagônia.


Dia 1 Parte2 15:00h

O nosso vôo esta atrasado...q bela oportunidade para fazer um sesta q me vai ajudar a digerir a parrilhada.:). Toca a aproveitar estes luxos pois acho q e coisa q vai ser rara nos próximos dias.


Dia 1 Parte3 17:44h

A viagem ainda continua e neste momento tenho em cada um dos meus lados 2 aventureiros derrotados pelas horas de voo e felizmente a dormir. Quem me dera também conseguir dormir algumas horas, pois assim acertava o meu fuso horário, mas já sei q para mim dormir em coisas em movimento não e o meu forte.

Amanha vai ser o dia D, espero q a noite de sono seja calma e que a fase de montar as bikes e começar a aventura corra tudo pela normalidade.

As horas de viagem também servem para planear, por isso está decidido que iremos começar a nossa travessia a 25 km de Ushuaia onde fica a estrada mais a sul do mundo e s considerada simbolicamente como a ultima estrada do sul do mundo!

Mesmo com todo o cansaço da viagem q sinto e as infindáveis horas sentado, a única coisa que penso e na possibilidade de amanha estar em cima da minha bike a dar as primeiras pedalas em solo Patagónico. Estou certo q esta será uma aventura para recordar e para ficar na minha memoria para toda a vida e a poder partilhar com as pessoas que mais gosto. Ah, é verdade também dava tudo por um belo banho q neste momento nos os três imanamos um cheiro correspondente a um tonelada de bichos mortos. :D


Dia 1 Parte 4 e ultima!!! 00.20h

O destino finalmente foi alcançado! Estamos em Ushuaia e por agora só posso dizer q visto de avião Ushuaia e uma cidade arrumada, faz-me lembrar fotos do Alasca q já vi e bastante turística, não fosse este o fim do mundo. Já conhecemos o Jaime q vai ser o nosso apoio na viagem...q aspecto de gringo q ele tem...

Amanha as 7h começa tudo...e agora 41horas depois de ter saído de casa, só me apetece dormir para amanha estar pronto para os 140km planeados. Ate amanha que se faz tarde e já vou ter de dormir a pressa :)


Do Diário Aventura Patagónica

Dia 2 Parte 1 8:42h

Já ta! Vamos começar a aventura...irreal a paisagem de Ushuaia...q bela maneira de começar a aventura. De um lados as montanhas cobertas de neve e do outro o canal Bigo inspiram os meus desejos para esta aventura...

As bikes estão completamente montadas e tudo correu bem, não estivéssemos nos perante 3 inginheiros sendo q um e aeroespacial...


Dia 2 Parte 2 19:47h

Chagamos agora mesmo 167km com 1568 m de acumulado. Que bel dia de aventura que foi este dia. Estou KO precisava de um banho...mas hoje apenas fica a vontade de o tomar, pois isso e luxo da urbe :) Vou mas e comer um belo repasto preparado pelo Jaime.


Dia2 Parte 3 21:00h

Afinal ainda cá voltei! Bem, 167 km que foram demais...ainda recordo algumas paisagens q hoje vi e q tinham uma beleza única e própria e que me vão acompanhar nesta noite de sono. Recordo também a dureza de tantos km's que para primeiro dia não podia ser melhor. Hoje senti q o Gato e de facto o parceiro ideal para estas aventuras, pois para alem de ser uma boa companhia tem um ritmo de "sempre e certinho" que eu aprecio e que me faz andar ao meu ritmo e numa prova destas faz todo o sentido seguirmos ao nosso ritmo.

Acabei de jantar e estou pronto para entregar o corpo ao descanso e saco cama e dormir. Amanha iremos fazer mais 120 km que se prevêem duros e longos. Com este ritmo iremos conseguir ganhar um dia e assim curtir também umas montanhas mais para o norte...mas uma coisa de cada vez e agora bora lá dormir que se faz tarde e o hotel improvisado está a minha espera.


Do Diário Aventura Patagónica

Dia 3 Parte 1 09:00h

Abençoado saco cama...ate tive calor de noite :). Dormimos bem e estamos recuperados, e prontos para os km que nos esperam, mas nada que a anestesia Patagónica não torne num passeio de fim de tarde. Hoje vamos entrar na Patagónia profunda e como tal só espero que o meu encanto aumente. Ah e verdade o Gato só e o parceiro ideal para o BTT, pois para dormir e o parceiro errado pois ronca como pedala. O Pedro também esteve a altura dele e hoje ao pequeno-almoço queria comer toscanas: ) Lol..tenho de ir...ate já!


Dia 3 Parte 2 23:00h

Objectivo superado!!! Fizemos 126km e estamos neste momento no hotel de rio grande que tem água corrente e quente :). Sinto-me bem por termos conseguido "ganhar" um dia e assim explorar o Chile um pouco mais.

Quanto a sensações hoje foram fortes! O dia foi muito duro e fizemos 70 km sob chuva e um frio e um vento dos diabos que nos obrigou a pedalar inclinados contra ao vento de forma a compensarmos a forca do vento e não cairmos para o lado. Não posso esquecer as paisagens indescritíveis e a chagada a cidade mas de facto a chuva torna tudo muito mais duro e o frio no corpo quase que nos congela a possibilidade de desfrutar da aventura. Sinto-me um pouco receoso de não poder estar a altura da volta pois o meu joelho começou a doer-me e tive de fazer os últimos 50 km a usar a perna direita apenas a 25 por cento deixando quase toda a forca para pedalar para a direita e assim reduzir as dores. Tenho quase a certeza q isto foi ontem a noite quando me deitei e pousei mal o pé e senti algo estranho no musculo da perna esquerda, mas como estava muito cansado não liguei, enfim espero q este handicap não me prejudique, mas independentemente do q possa vir a acontecer sei que não vim para tão longe para desistir por uma dorzita insuportável:).

Amanha temos 100 km para fazer que nos vão levar pela travessia da fronteira entre a patagónia argentina e a chilena que pelo que nos disse o Jaime a beleza e ainda maior e as cores da floresta também. Esta fronteira e mítica pois e tirada com uma linha recta no mapa e que pelo que nos contou o Jaime separa dois países tão diferentes.

Ao jantar o tema da conversa foram as ditaduras e as republicas e nisso o Jaime tem a memoria mais viva q nos, pois Pinochet só deixou de ser o ditador do Chile há 15 anos e o nosso Salazar já foi há 35 anos. Foi bom ouvir alguém que para alem de simpático e também culto e divertido. Ah a conversa também tinha de passar pelo futebol, não fossemos nos da terra do Eusébio e do Figo. Bem, vou dormir que já sou a única pessoa neste hall do hotel...devia dormir mais para descansar, mas confesso q isto de escrever um diário tem-me entusiasmado. Ate já!


Do Diário Aventura Patagónica


Fonte: xpdpatagonia.blogspot.com



PASSEANDO POR USHUAIA

Leia relatos feitos em um blog de quem já foi a Ushuaia:


Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

Conquista do Glacial Martial

O Glacial Martial é uma geleira que fica perto de Ushuaia a cerca de 1000 metros de altura.
Apos uma subida de carro, pegamos o teleferico que leva a base da montanha e do Glacial. Uma vista lindíssima da cidade de Ushuaia e do Canal Beagle (detalhes: toda a regiao foi visitada por Darwin, quando da sua viagem de volta ao mundo, por isso o nome de Beagle ao canal).

Apos a viagem muitíssimo fria pelo teleferico (valeu Mami Ani pelos casacos que fizeram toda diferença), chegamos ao início das trilhas que levam ao Glaciar (geleira). Nota: a geleira esta reduzindo absurdamente a cada ano pelo aquecimento global.

Seguimos as trilhas e muita subida depois chegamos ao gelo eterno (será?). Sensações maravilhosas e incríveis. Indescritível!!!

Conquistamos a primeira geleira!!!!

Postado por Andrei L Roos às 08:52


Sábado, 5 de Janeiro de 2008

Pinguinera

Dia 03/01 - Passeio a Pinguinera.

Fizemos um passeio para uma colonia reprodutiva de pinguins. Sensacional caminhar por entre os pinguins. Parte do passeio é terrestre de van, até uma estancia a beira das baias do Canal Beagle. Nesta estancia tomamos um barco até a pinguineira.

Antes passamos por uma ilha onde os Cormoroes (Phalacrocorax albiceps) fazem os ninhos, chegamos bem perto. Nosso guia era biologo e trabalhava com aves marinhas, entao tivemos boas informacoes sobre a avifauna.

Logo chegamos a ilha da pinguinera. Descemos na ilha e pudemos caminhar por uma trilha marcada no meio do spinguins, muito legal, poder chegar bem perto dos pinguinos de Magallanes (Spheniscus magellanicus). Sao os mesmos que chegam a costa brasileira no inverno.

Ha muitos pinguins jovens e muitos estavam com filhotes ainda nos ninhos, que sao buracos escavados por entre a vegetacao terrestre. Ainda vimos outra especie de pinguim, mas seus ninhos estavam mais distantes, entao nao temos fotos boas. Também pudemos observar as Skuas, que sao gaivotas rapineiras (se alimentam de ovos e filhotes de pinguins), também com filhotes na ilha, alem de outras aves terrestres e alguns gansos patagonicos. Bom passeio ornitologico.

Apos o retorno almocamos na Estancia Harberton, de onde partimos para o passeio. Uma das estancias mais antigas da Terra do Fogo. E logo retornamos para Ushuaia.

Postado por Andrei L Roos às 09:27


Fonte: gelosonaterradofogo.blogspot.com



PARQUE NACIONAL TIERRA DEL FUEGO

Mais relatos de viagem a Ushuaia:


Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Parque Nacional Tierra Del Fuego - 1 - Vegetação

Parque Nacional Tierra Del Fuego, o parque nacional mais austral da Argentina, faz divisa com o Chile. Compreende diversas montanhas dos Andes e parte de lagos andinos. Possui grande parte da vegetação composta por bosques andinos compostos por duas espécies vegetais, Lenga (Nothofagus pumilio) e Cohuie ou Guindo (Nothofagus betuloides). É impressionante como essas duas espécies adquirem formas e tamanhos diferentes formando um bosque majestoso e incrível, além de muito antigo.

Vejam quadro ao lado para mais informacoes sobre as tres únicas espécies vegetais que compoem os bosques andinos por aqui.


Postado por Andrei L Roos às 11:40


Fonte: gelosonaterradofogo.blogspot.com



DIÁRIO DE VIAGEM - USHUAIA

Confira um trecho do diário de viagem de quem já foi a Ushuaia e outros locais na Terra do Fogo e Patagônia Argentina:


Chegamos!!!!!!!!!!!!!!!!!E que chegada!

Dia 15 - Rio Gallegos - Punta Delgada - San Sebastian - Rio Grande - Ushuaia

Por onde começar?

O "cruce" do Estreito de Magalhães foi espetacular. A nossa chegada à balsa que liga Punta Delgada à Primera Angostura (se alguém estiver planejando a viagem quiser detalhes, me liga, pois só conseguimos obter as informações precisas sobre este trajeto já em Rio Gallegos) foi cronometrada. Nós nem freamos o carro, já chegamos com a fila do embarque acelerando e juntos com ela entramos na balsa. (Aqui vale um parênteses: depois que já estávamos em Ushuaia, conversamos com outros brasileiros que disseram ter esperado horas para cruzar o estreito...tivemos sorte!)

A travessia dura aproximadamente 20 min e custa caro. O desembarque já tem clima de comemoração: Estamos na Terra do Fogo!!! Entre Rio Gallegos e Ushuaia, saímos da Argentina, percorremos 200 km no Chile e voltamos para a Argentina. Isto significa 4 passagens por Aduanas e adeus ao nosso queijo, presunto, ovos e leite. Ah, também são mais ou menos 150 kilômetros de Ripio. Mais do que a gente gostaria, porque o trecho no Chile está muito ruim e menos do que a gente esperava, porque nem a Sec. Turismo em Rio Gallegos tinha a informação atualizada de que a chegada à Ushuaia tinha ganho 35km de asfalto novinho.

Mais uma pegadinha pra gente e pelo visto pra muita gente é a tal da grade de proteção para o para-brisas. No nosso caso aconteceu o seguinte: entramos no ripio, paramos o carro, colocamos a grade, tiramos uma foto, saimos com o carro, paramos de novo e tiramos a grade. Tudo isso durou uns 20 min e menos de 1 km. A grade (pelo menos a nossa) atrapalha muito a visão. Não cruzamos nenhum carro com grade na estrada e depois, já em Ushuaia conversamos com outros brasileiros que tiveram a mesma impressão que a gente: levaram e nao usaram.

Os últimos 50 km de estrada até a chegada em Ushuaia podem entrar na lista (pelo menos na minha lista) das estradas mais bonitas. Subimos e descemos uma serra (que na verdade é a continuação da cordilheira dos andes. Aqui na Terra do Fogo é o único lugar onde a cordilheira se extende de leste a oeste, ao invés de norte a sul) margeando um lago rodeado de picos nevados. O visual é espetacular. E o pouquinho de neve que vimos ao longe já virou festa dentro do carro.

Chegamos em Ushuaia por volta das 21h. A cidade é uma gracinha. Dormimos no camping La Pista del Andino . Recomendamos. O Ermitão dormiu entre vários "irmãos" gringos. Nunca vi tanto motorhome junto. É carro alemão, português, americano, brasileiro... Clima bom em Ushuaia!!!

Diário de Bordo:
Dia 15 - 01/01/06
Hrs na estrada: 12h
Kms percorridos: 585


posted by Patricia Moreira at 10:09 PM |




Dia 16 - Ushuaia (ou "Ussuaia" como dizem aqui)


Chegamos!

É incrível. Estamos em Ushuaia, a cidade mais austral do mundo: 54 graus de latitude sul, 68 de longitude oeste, no extremo sul da América. Ushuaia é a capital da Tierra del Fuego, única província insular da República Argentina (embora se vejam por aqui placas dizendo "Las Malvinas son Argentinas"). Ao sul de Ushuaia, só a Antártida, a menos de 1000km.

No primeiro dia, acordamos e fomos direto para o Parque Nacional Tierra del Fuego. É dentro parque que termina a Ruta 3 (lembra dela? Foi nossa companheira na última semana, desde Buenos Aires). Vimos os diques construidos pelos castores em uma castoreira ativa, passeamos pelo belo Lago Roca, e enquanto carimbávamos nossos passaportes no Correio do Fim do Mundo, vimos passar uma raposinha (zorro, como eles chamam aqui) bem do nosso lado. Saímos do parque já no meio da tarde e seguimos para a cidade, para fazer nosso almoço estacionados no porto.

É pleno verão aqui em Ushuaia, mas a temperatura quando chegamos estava em torno de 5oC. Conversando com um casal de brasileiros que está aqui desde o dia 18 de dezembro (o dia que estávamos saíndo de Brasília...) soubemos que nevou há menos de 2 semanas. A temperatura e o tempo mudam rápido e o ventinho austral é sempre frio. No alto da cordilheira que emoldura a cidade a mancha de neve é eterna. Do refúgio (barzinho e cozinha do camping), temos uma visão panorâmica da cidade e do porto. Para completar o cenário, o que pode ser mais incrível é olhar para o céu quando já deveria estar anoitecendo e ver as nuvens começando a ser pintadas de rosa e a luz por trás das montanhas. 23h30 e ainda está claro. Meia-noite e meia e ainda se vê o clarão por trás das montanhas...


posted by Patricia Moreira at 10:09 PM |



Outro passeio imperdível foi a navegação pelo Canal de Beagle. Embarcamos na Barracuda, que era a embarcação mais charmosa que vimos no Porto (na verdade, era a mais barata, mas isso a gente só conta para dar a dica para os amigos. Pegamos a boa indicação no camping).

O passeio passa pela Isla de Los Pájaros e Isla de Los Lobos e termina no Faro des Eclaireurs, que para mim é a imagem cartão postal do fim do mundo.

Quando chega à ilha, o barco desliga os motores e quase encosta o casco na ilha, o que nos permite observar e fotografar os lobos muito de perto, uma experiência muito diferente da que tivemos na Península Valdez. É engraçado observar o movimento dos turistas também. Nos primeiros minutos, trava-se uma verdadeira guerra pelo melhor ângulo para o melhor clique. Depois, as câmeras vão baixando e o silêncio cria espaço para se observe a natureza com os próprios olhos e não através das lentes. Vale a pena.

Junto com os lobos vimos umas aves que de longe eu podia jurar que eram pinguins. Chamam-se Cormoranes e são excelentes mergulhadores.

Difícil ter que ir embora, mas o passeio está só começando. Sentamos para planejar a segunda etapa da viagem e temos o Parque Nacional Torres del Paine, o Gaciar Perito Moreno e a região dos Sete lagos e de Bariloche pela frente.
Amanhã, voltamos para a estrada deixando Ushuaia em direção a Puerto Natales. Que bom que a gente veio.


posted by Patricia Moreira at 10:09 PM |



Dia 18: Ushuaia - Bahia Azul - Vila Tehuelche

Saímos de Ushuaia por volta das 9h30. Refizemos todo o trajeto para cruzar de volta o Estreito de Magalhães, agora sob o sol. No carro, só se falava em Torres del Paine. O trecho Ushuaia - Puerto Natales, cidade-base para visitar o Parque Nacional Torres del Paine é longo e resolvemos tentar esticar ao máximo o dia de estrada para chegar o mais perto possível do nosso destino.

Paramos um pouco antes das fronteiras para almoçar e, com nossos frios devidamente escondidos cruzamos para o Chile (só porque desta vez nos preocupamos em esconder algumas fatias de queijo e presunto ninguém nem olhou pro nosso carro, alguma surpresa?).

O dia hoje foi muito diferente do dia da chegada em Ushuaia. Foi depois que já estávamos na estrada que lembramos termos chegado à Terra do Fogo no dia 1o de janeiro, domingo e feriado. Hoje, as estradas já estavam bem movimentadas e as fronteiras cheias. Enfrentamos fila tanto na fronteira Argentina quanto na Chilena. Na balsa, também não tivemos tanta sorte quanto na ida. Desta vez, chegamos ao "cruce" e encontramos uma fila grande de carros e caminhões. Será que agora vou conseguir achar graça? Os carros foram entrando, a fila andando e... lotou a balsa com o carro que estava na nossa frente. E vimos a balsa fechar e ir embora sem a gente... Tudo bem, não foi tão mal assim, a frequência é alta e a nossa espera foi de mais ou menos 45min...

De volta ao continente, passamos tranquilos por um trecho em que já esperávamos sofrer com o temido vento do Oeste, ele tava tranqüilo neste dia. Foi quando paramos para fotografar uma "Lenga", aquela típica árvore que se vê nos cartões postais da Patagônia. Trata-se de uma árvore adptável a condições extremas e que, nesta região, tem sua forma moldada pelos fortes ventos de Oeste (que podem passar de 60km/h).

Cumprindo a nossa idéia de nos aproximar de Puerto Natales, evitamos o desvio até Punta Arenas e paramos para dormir em uma pequena vila chamada Vila Telhue, por volta das 22h20, quando começou a escurecer.


Diário de Bordo


Dia 18 - 04/01/06
Hrs na estrada: 13h
Kms percorridos: 627


posted by Patricia Moreira at 7:30 PM |



Dia 19 - Vila Tehuelche - Puerto Natales - Laguna Amarga (Torres del Paine)

Puerto Natales é uma pequena cidade que serve como base para visitar o parque. Nós já havíamos sido avisados por um casal paulista em Ushuaia para abastecer o carro com comida e equipamentos (no caso de optarmos por fazer caminhadas e acampar no Parque) em Puerto Natales. Os preços dentro do Parque podem chegar a ser 50% mais altos. Aliás, sentimos uma boa diferença nos preços do Chile para o que estávamos acostumados na Argentina. Aqui as coisas são mais caras. Almoçamos em P. Natales, fizemos algumas compras e, no fim da tarde seguimos para o Parque. Vale registrar o record: o Diesel mais caro da viagem: + ou - R$ 2,16 p/l.

Percorremos mais ou menos 100km de rípio até o visual espetacular da Laguna Amarga. Era uma dessas imagens que a gente tem na cabeça antes de sair pra viajar. Bom, acho que eu nem preciso falar da festa no carro para quem conseguiu avistar primeiro as Torres del Paine. Difícil descrever o visual.

A Lagoa fica uns 5km antes da entrada do Parque e é o lugar de onde se tem a melhor visão das Torres. Saímos da estrada para estacionar na beira da Lagoa e tirar uma daquelas "fotos oficiais" da viagem. Só não contávamos que o Ermitão tinha escolhido aquele lugar maravilhoso para passar a noite. E foi ali mesmo que ele parou e disse: Daqui eu não saio! Sim, o nosso carro quebrou aí mesmo, no lugar da foto.

O que fazer? Bom, primeiro tentar descobrir o problema. Depois, pedir ajuda para um casal de alemães que estava estacionado lá do outro lado da praia. Nossos amigos que só falavam alemão, vieram super dispostos a ajudar, arranhando um ingrês bem mais ou menos. A cena foi divertida: o Bernardo falava do problema em português, eu traduzia para o inglês e a esposa traduzia para o alemão para que o marido pudesse nos sugerir, em alemão, amarrar um pedaço de elástico no nosso filtro de Diesel partido. A solução sugerida seria tão ineficiente quanto o meu esforço para explicar, aqui, o problema. O importante é que fomos salvos pelo bom e velho Durepox (Poxipol, aqui na Argentina).

Anoiteceu, relaxamos, arrumamos as camas e fomos jantar sob a luz da lua e em companhia das Torres del Paine. Agradecemos o Ermitão pela escolha do local. Nós não teríamos dormido ali, se não fosse por ele.

Nossas chances do carro pegar no dia seguinte eram de 50%. Se tivéssemos diagnosticado o problema corretamente, nossa solução poderia funcionar e tudo daria certo. Se não... bom, aí a gente ia ter que arrumar um mecânico. O que você acha que aconteceu?


Diário de Bordo


Dia 19 - 05/01/06
Hrs na estrada: 4h
Kms percorridos: 250


posted by Patricia Moreira at 7:41 PM |



Dia 20 - Parque Nacional Torres del Paine


Acordamos, ligamos o carro, tudo certo, entramos no Parque.

Gente, os lagos são tão azuis quanto a gente vê nas fotos. É de verdade mesmo. 5km depois da Laguna Amarga está uma das entradas do Parque. É de lá também que você pode sair para uma caminhada até o pé das Torres. O parque é um paraíso para o trecking e oferece dois circuitos principais: o circuito W, com duração de 4 dias e o circuito paine, com duração de 7 dias. A caminhada se faz percorrendo alguns trechos diários até os refúgios que estão localizados estrategicamente para compor os circuitos. Você também pode realizar caminhadas isoladas, percorrer o Parque de carro (que foi o que fizemos, hehe) ou combinar algumas destas opções.

Na verdade, nos sentimos meio como ir a Noronha e não mergulhar. Vimos paisagens espetaculares, mas queremos voltar preparados para caminhar. É difícil descrever este lugar, mas vou tentar: tomamos café da manhã olhando para o Lago Nordenkskjold, almoçamos no Lago Grey, jantamos e dormimos nas margens do Lago Pehoé (agora vocês aproveitam a Internet, ou esperam para ver as fotos que a gente tá levando!). Espetacular!!!

P.S.: O ripio dentro do parque é bem ruim. O Ermitão foi bravo! E o Durepox um sucesso!


Diário de Bordo


Dia 20 - 06/01/06
Hrs na estrada:
Kms percorridos: +ou- 80km de ripio


posted by Patricia Moreira at 7:46 PM |



Dia 21 - Parque Nacional Torres del Paine - La Esperanza - El Calafate

Já acostumados com o visual do Lago Pehoé, acordamos e fomos tomar o café da manhã lá na Lagoa Amarga, aproveitando para tirar mais algumas fotos com o céu claro. É bonito demais isso aqui.

Deixamos o parque com vontade de ficar mais e saímos em direção a El Calafate, base para visitar o Parque Nacional Los Glaciares e a sua grande estrela: o Glaciar Perito Moreno.

Aqui vale uma dica da estrada, depois de voltar para a Argentina, seguimos em direção à Esperanza, para fugir da Ruta 40 e do ripio. Com isso, pegamos todo o caminho asfaltado até Calafate.

A pequena e turística El Calafate já é bem diferente do que estávamos acostumadas. A cidade é toda arrumadinha, com várias lojinhas de artesanato, agências de turismo e turistas, muitos turistas. Muitos brasileiros, inclusive. É engraçado como a gente começa a reconhecer e ser reconhecidos por outros viajantes que estão fazendo o mesmo percurso. Aqui mesmo, parados no posto de gasolina lotado, fomos abordados por um francês. Ontem, no Torres del Paine, foram dois brasileiros em uma landrover que a gente já tinha visto passar na estrada antes de chegar em Ushuaia. Eles disseram estar fotografando para uma revista gringa e tiraram fotos do Ermitão, que, aliás, já recebeu vários elogios!


Diário de Bordo


Dia 21 - 07/01/06
Hrs na estrada: 7h30
Kms percorridos: 350

Obs: 4 paradas longas, 1 para almoço, nas 2 fronteiras e num mirante para curtir o visual.
Hoje completamos 780km de rípio e o Ermitão tá firme!


posted by Patricia Moreira at 7:55 PM |



Dia 22 - El Calafate - Parque Nacional Los Glaciares

Eu admito, a gente tinha expectativas. Mas o Glaciar é mais espetacular.
Saímos tarde de El Calafate, nossa bateria amanheceu descarregada e isso fez a gente perder um tempinho. Chegamos no Parque e fomos direto fazer o Safari Nautico, um passeio de barco que custa mais ou menos R$ 20.00 e te leva a uns 200m da parede de gelo. Neste nosso primeiro contato, vimos o primeiro desmoronamento: o nascimento de um iceberg...

O Glaciar é um enorme bloco de gelo com 14 km de extensão por mais ou menos 5km de largura e 55m de altura. Além da sua extensão, o que o torna espetacular é o fato de ser um dos poucos Glaciares em movimento (o guardaparque nos disse que ele avança em torno de 2m por dia). É este avanço que dá origem ao espetáculo mais impressionante: enormes pedaços de gelo se desprendem das suas paredes e se espatifam na água em um show visual e sonoro.

O nosso passeio de barco foi pelo Brazo Sul do Lago Argentino, observando uma das laterais do Glaciar. Depois, seguimos de carro um pouco mais e caminhamos até um mirante para observar a outra lateral. A verdade é que qualquer que seja o ângulo, o visual é sensacional.

Outro ponto de observação é uma passarela que abrange toda a frente do Glaciar. Quando achamos que já tínhamos tirado todas as fotos e aproveitado bastante, foi que o dia começou a ficar bom. Saímos para caminhar em uma trilha guiados por um guardaparque voluntário e, em meio a pinheiros e calafates mais algumas visões para nunca mais esquecer.

Quando voltamos da caminhada já por volta das 19h, famintos, fomos cozinhar nosso almoço. A maioria dos turistas já estava indo embora e o parque mais vazio ficou muito melhor... Voltamos para a passarela e vimos vários desprendimentos, passamos horas observando o Glaciar "nervoso". Foi aí que alguma coisa me fez lembrar que a gente estava perdendo o Fantástico...

Foi difícil sair de perto do Glaciar para dormir. Dormimos no Parque.


Diário de Bordo


Dia 22 - 08/01/06
Hrs na estrada: 2h
Kms percorridos: 105


posted by Patricia Moreira at 7:56 PM |



Dia 23 - Parque Nacional Los Glaciares - Rio Gallegos

O Bernardo deu um pulo de manhã cedo que quando eu me dei conta ele já estava lá em baixo, sentando, observando o Glaciar. Foi dia de todo mundo acordar cedo, o Sol tava maravilhoso, colorindo o gelo com vários tons de azul. As 8h da manhã só tinha a gente na passarela que duas horas depois seria invadida pelos ônibus de turismo. Tomamos o nosso cafe da manha olhando pra ele e assim que o parque começou a encher resolvemos que era a hora de partir.

É engraçado perceber como vamos nos adaptando e alterando nossas referências naturalment, conforme o tempo e a viagem vão passando. Hoje, voltamos para Rio Gallegos para refazer um pequeno trecho da Ruta 3 até Comodoro Rivadavia e ali entrar para continuar a subida pela Cordilheira, passando pela região de Bariloche e Mendoza.

Durante os últimos dias, nos referimos a Rio Gallegos de uma maneira estranhamente familiar: "Vamos parar em Rio Gallegos e deixar a roupa na lavanderia, comprar carne naquele açougue, ir ao supermercado, lavar o carro..."

Há muito pouco tempo atrás estávamos assustados de chegar a Rio Gallegos e simplesmente não encontrar nada. Ao contrário, como várias das cidades que passamos nos provaram, poderíamos viver em Rio Gallegos e usufruir de todos os serviços e fazer compras no supermercado tal como se estivéssemos em Brasília.

E.. quando achamos que nada mais poderia nos surpreender... neve na estrada? chuva, gelo, neve??? sim!!! é neve!!! está nevando!!! Neve à caminho de Rio Gallegos. Espetacular.

Deixamos nossas roupas na lavanderia, jantamos em um restaurante maravilhoso e dormimos no mesmo camping que passamos o Reveillon. Fomos recebidos com um simpático "Holá, já estão de volta?"

Essa noite foi engraçada. Por volta das 3hs da manhã, o Bernardo, de bermuda e sem nenhuma coberta, levanta para reclamar do aquecedor. Desligou, ligou de novo, chegou à conclusão de que não estava funcionando, pegou o saco de dormir e voltou pra cama. Estava fazendo 3 graus lá fora...


Diário de Bordo


Dia 23 - 09/01/06
Hrs na estrada: 5h45
Kms percorridos: 404


posted by Patricia Moreira at 8:05 PM |




Fonte: eremitaitinerante.blogspot.com



PATAGÔNIA E TERRA DO FOGO - ARGENTINA E CHILE

Informações interessantes de um blog:


Thursday, March 16, 2000


Patagónia e Terra do Fogo, Argentina e Chile

Cheguei a Puerto Natales numa tranquila e luminosa tarde de primavera. Esta aldeia piscatória chilena da província de Magallanes situa-se no interior de um grande fjord e parece flutuar nas suas águas. Ao longe vêem-se inúmeros cumes rochosos nevados e a ponta de alguns glaciares que flúem para a lagoa.

Daqui parte-se para o parque nacional das Torres del Paine, o que mais me entusiasmou em toda a viagem. No caminho vamos observando bandos de guanacos (espécie de lamas) que são muito dóceis, e flamingos e cisnes nos lagos. A paisagem da Patagónia é uma planície de estepe desértica onde os horizontes são muito vastos, com gargantas cavadas por rios revoltos e elevadas mesetas talhadas pela intempérie. De vez em quando vê-se ao longe um oásis de arvoredo verdejante e percebe-se que aí se situa uma estancia. As estradas são de terra batida e detectam-se outros veículos ao longe pela coluna de poeira que levantam. Os veículos são equipados de uma rede de metal que lhes protege o pára-brisas. Frequentemente detectam-se sobre alguma colina os gaúchos a cavalo que vigiam as ovelhas de pelo longo e espesso.

A flora do parque de Paine é muito variada, florida e colorida em meados de Dezembro. Abundam os lagos, os ribeiros, as torrentes e as cascatas, algumas caem do alto dos rochedos. Há uma grande diversidade de agulhas rochosas e de formações geológicas admiráveis de que destaco as elegantes Torres del Paine, que ilustram a capa do catálogo deste ano, e os formidáveis Cuernos del Paine. A visão destes acompanhar-nos-á durante várias etapas de marcha.

Sempre imaginei que o clima sub-ártico destas paragens deveria ser muito frio. Mas durante a minha estadia gozei sempre de um sol radioso e caminhei em manga curta. Também sabia que as condições meteorológicas poderiam ser radicais e estava curioso em saber de que forma.

Um dia apanhei um vento tão forte como jamais tinha sentido! Caminhava ao longo do lago Nordenskjöld, felizmente com o vento pelas costas, e frequentemente era empurrado (às vezes erguido) para fora do carreiro. O vento levantava as águas da superfície do lago e elevava-as em nuvens que avançavam por terra dentro. Só no intervalo das rajadas era possível fotografar sem tremer, mas mesmo assim tinha de apoiar-me num rochedo.

O lago Grey está situado num sector em que o vento parece nunca abrandar. Tem um refúgio na margem donde apreciamos inúmeros pitorescos icebergs vogando para sotavento. É formado pelas águas do imenso e longo glaciar Grey que flúi para o lago e vai largando grandes blocos de gelo.

Estava apreciando o fim de tarde na margem do lago quando passou uma raposa caminhando tranquilamente mirando em redor.
É aliciante a longa duração dos dias nestas paragens: nesta época o dia dura 18h e o crepúsculo dá-se lá para as 22h! Desta forma os dias longos aproveitam-se muito melhor.

Visitei depois o parque de los Glaciares onde realizei duas etapas de marcha para aproximar-me das várias esplêndidas agulhas dos sectores dos montes Fitz Roy e Cerro Torre que se elevam acima dos seus glaciares. Ambas possuem bonitos lagos de cor verde que são alimentados pelos gelos.

Esta cumeada situa-se no limite do conhecido Hielo Continental de que o glaciar Perito Moreno é uma monstruosa amostra. Iremos até ao mirante donde se aprecia a sua colossal estrutura com mais de sessenta metros de altura e onde poderemos ter a sorte de ver a derrocada de algum grande bloco de gelo que cai na água com estrondo.

A fauna deste parque é variada e vi inúmeros casais de gansos (cauquéns) e de patos, muitos com crias, nos lagos à beira do carreiro. Durante a descida da Laguna de los Tres tive um encontro muito interessante com um grande pica-pau patagónico macho, de cabeça escarlate. Deixou-me observá-lo e fotografá-lo a cinco metros de distância durante o tempo que eu quis enquanto bicava um tronco de árvore tombado à procura de larvas. Também vi alguns majestosos condores planando nos ares em busca de presas.

Acima de tudo, o que mais me surpreendeu na Patagónia foi o céu: vasto e muito luminoso, o ar límpido, as nuvens impelidas pelo vento e em constante mutação dando-lhe múltiplas e curiosas formas.

O voo que nos leva a Ushuaia na Terra do Fogo atravessa um território inóspito e despovoado, com imensas florestas, lagos e montanhas onde se vêem alguns glaciares descendo dos seus flancos.

Esta vila no fim do Mundo está envolta em cumes nevados e é muito panorâmica. O canal Beagle atravessa o continente à sua frente e dá-lhe um amplo desafogo e uma tremenda luminosidade.

Ushuaia começou por ser terra de degredo, cuja penitenciária está transformada em museu. A seguir vieram os pioneiros: madeireiros, mineiros e pescadores. O clima é muito agreste e rigoroso e as comunicações são muito difíceis. Comprei um curioso mapa que assinala os naufrágios naquelas costas desde o séc XVII e os seus ícones contam-se às muitas dezenas. Não é por acaso que os ventos na região são conhecidos por the roaring forties. A vida aqui é muito difícil sobretudo durante o inverno austral.

Naveguei no canal até aos ilhéus que estão a meio e onde existem colónias de lobos marinhos. São várias as dezenas de animais que jazem sobre os rochedos, comprimidos uns contra os outros, normalmente de ventre para o ar. As gaivotas esvoaçam por entre eles à procura de restos de peixe. Às vezes vê-se passar um pinguim nadando, possivelmente migrando para outro ilhéu. Desembarcámos e fomos conhecer alguma da sua interessante flora endémica e estivemos bastante tempo a observar e a fotografar uma colónia de cormorans que nidificam numa falésia ao abrigo do vento.

Percorri o caminho costeiro do parque da Terra del Fuego através de uma Natureza bem conservada e nada perturbada. Passei por curiosas zonas alagadas devido aos diques construídos pelos castores onde muitas árvores foram por eles derrubadas. Numa dessas clareiras estive observando uma enorme colónia de chimangos, uma ave de rapina aparentada à águia, e que também não se perturbaram com a minha presença.

Percorri a pé um bom troço ao longo do rio Lapataia e pude constatar que as aves lacustres abundam em quantidade e em variedade. É um grande prazer ver garças debicando o lodo da margem, bandos de patos levantando voo ou as gaivotas que buscam crustáceos.

Você não poderá abandonar a Argentina sem experimentar o maté. Esta espécie de chá exclusivo do País é preparado em recipientes próprios, normalmente uma cabaça, e sugado por uma palhinha, a bombilla. Tomar um maté é essencialmente participar num ritual social muito enraízado na cultura argentina em que se partilha uma bebida quente e confortante de sabor acre. Se vir as pessoas no autocarro, na praia ou caminhando na rua com um termos na mão saberá que essa água servirá para preparar um maté.


Gonçalo Velez


Posted by Gonçalo Velez at 5:16 AM


Fonte: noticiasdovento.blogspot.com



TERRA DO FOGO

Mais depoimentos de blogs sobre Ushuaia:


Tuesday, August 07, 2007

Faltam três meses

91 dias... 2184 horas.

Começou por ser um sonho que nem sequer era meu. Perdi muito tempo a imaginar o Hawaii, a Polinésia Francesa e a Ilha da Páscoa. Apesar de ir lá passar muito perto, não a vou visitar. A vinha volta à Patagónia começa em Santiago do Chile, passa por Barilhoche, Calafate e Ushuaia para terminar em Buenos Aires. A Ilha da Páscoa fica para depois. A oportunidade surgiu nem sei bem como... duas semanas à descoberta da Terra do Fogo em plena primavera do hemisfério sul onde há lagos que desaparecem e aparecem a atestar a magia da terra. Andarei no encalço de Fernão de Magalhães, de guia e mapa na mão, para que os glaciares não me percam.


posted by patrica | 4:30 PM


Fonte: pecadodapreguica.blogspot.com



AVENTURA EM USHUAIA

Veja a aventura deste motociclista que foi a Ushuaia na Argentina:


Ushuaia 2008
Aventura do Teiga no Fim do Mundo

Esse é o objetivo, Ushuaia, após 2 anos será minha meta novamente. Agora com uma BMW HP2 farei esse desafio com o meu amigo Brazuca/Americano Jimi com saída dia 16 de Janeiro.

A primeiro trecho foi até a fronteira com o Uruguai via Jaguarão, viagem tranqüila até Pelotas pois nos últimos 130 km pegamos uma chuva considerável. Mas depois de 4 horas estávamos lá. Resolvemos ir por Montevideo para ver se conseguíamos pegar o Buque Bus, mas não conseguimos. Fomos para Colonia para tentar um mais tarde onde só conseguimos passagem no outro dia.

Dia muito bom, com inicio em Buenos Aires ao meio dia com transito leve. Nos primeiros 450 km tudo ótimo e os últimos km mais chato e com vento. Incrível, mas os que já fizeram esse trajeto sabem que esse trecho sem vento e chuva é raro. Mas devido aos hotéis de Peninsula Valdez estarem lotados, seguimos em frente até Puerto Madryn.

Já no dia 19 seguimos até Caleta Olivia, muitas retas e sem problemas com o abastecimento da HP. O vento estava vindo do rumo norte e isto aumentou o desempenho. Neste trecho encontramos vários grupos de moto, mas a primeira Hp nestas bandas era a minha!

Saímos cedo no dia 20, o objetivo era fazermos a travessia do Estreito de Magalhães, pois não estávamos a fim de chegar muito tarde e não conseguirmos o hotel em Cerro Sombrero. Conseguimos atravessar a fronteira sem problemas e com muita sorte, passamos a balsa do Estreito de Magalhães direto. Na chegada ao hotel, que teve lugar por sorte, encontramos uma dupla de ingleses com 2 Dominator da Honda, seguimos juntos até Ushuaia.

No dia 21, a saída foi cedo pois tínhamos um trecho de rípio neste dia e esse amigo aqui se tornou o primeiro Motociclista a chegar ao ponto mais Austral do Mundo com uma BMW HP2. Guiness em mim! Ainda neste dia seguimos até La Pataia para chegar ao final da estrada, o ponto culminante. No rípio do parque o Jimi tomou um 'buléo' na saída de uma ponte, sem danos. hehe

No dia 22 aproveitamos para passear pela cidade, primeiro subimos o Glaciar Martial e pela tarde fizemos o passeio de barco pela baía e Canal de Beagle.

O dia 23 começou o retorno, o objetivo era Puerto Natales, saímos cedo de Ushuaia com chuva e vento, bem típico da região. Infelizmente quando estávamos andando dentro da balsa ficamos sabendo de um acidente com um dos nossos parceiros que estavam viajando conosco, estávamos em estradas diferentes e não vimos como realmente aconteceu. Um dos motociclista tinha batido em uma van no rípio da 253 e que a moto tinha pego fogo na batida, com o falecimento do piloto. Ficamos em estado de choque e sem saber se as notícias eram confiáveis. Já quase em Puerto Natales onde paramos em um posto policial é que nos confirmaram o falecimento de um dos pilotos mesmo.

Estou aqui com o Jimi ao meu lado onde optamos em voltar pelo trajeto mais curto para a casa. Com certeza seremos os olhos desse nosso amigo que em carne não possa estar acompanhando, sabemos muito bem que é assim que deve ser, dando continuidade em nossas vidas e vivendo intensamente.

No dia 24, focados em continuar a viagem, acordamos cedo para fazer um dos trajetos mais lindos que já presenciei em minha vida. Primeiro foi o parque Torres del Paine e depois a bela cidade de El Calafate e o Glaciar Perito Moreno.

No dia 25 seguimos por uma estrada alternativa, o rípio da Ruta 9. A primeira parte nesse dia foi difícil, foi torturante! O vento quente que fazia as motos sair lateralmente e a temperatura de 40 graus, uma tortura, mas chegamos em Comodoro Rivadávia.

No dia 26 saímos de Comodoro e seguimos para Puerto Madryn. No dia 27 seguimos adiante passando por Bahia Blanca, direto até Tres Arroyos. Ontem eram as longas retas desertas, hoje já pegamos trafego perto de Bahia.

No dia 28 saímos com intenção de dormir já no Uruguai. Dia de chuva, foram 500 km de total stress, pista com óleo, Buenos Aires com as vias cheias. O Jimi como um grande andador de trilha sem a roupa adequada para andar na chuva. Pegamos o buquebus para Montevideo e jantamos uma carne maravilhosa no Mercado del Puerto.

No último dia saímos cedo para chegarmos ainda de dia em Porto Alegre, já que o Jimi ainda teria de fazer mais um trecho até Caxias.

A viagem realizada, 9200 km e estamos de volta.

Um grande e especial abraço ao meu parceiro Jimi, pois além de um grande parceiro se tornou meu grande amigo.

Nota - Quando estávamos na estrada, cerca de Bahia Blanca encontramos 2 brasileiros de moto e um casal com uma camionete que nos falaram a versão final do acidente ocorrido com o inglês. A princípio pensávamos que era o Tony, mas foi o seu colega Glenn. Contaram a forma que eles ajudaram o nosso amigo na hora do acidente ocorrido pela imprudência do motorista argentino que foi ultrapassar um caminhão na ruta coberta de pó e bateu de frente no nosso amigo que teve morte instantânea.
Bem pessoal, não muda nada a perda mas que isso seja descrito para avisar que essa ruta ao lado de Cerro Sombrero, a Ruta 3, seja desviada pela que vai para Porvenir, que tem menos transito e também com o rípio melhor. Ok.


Um abraço a todos
Teiga


Fonte: www.chakal.com



MATÉRIA SOBRE USHUAIA

Leia esta matéria cheia de informações do site montanha.bio.br sobre Ushuaia e suas maravilhas naturais do extremo sul argentino:


11/02/2008
Ushuaia
Parque Nacional Terra do Fogo - Patagônia
Lobos Marinhos, Pingüins e etc.


Exedição Patagônia - 2008

Dessa vez um pouco longe de pensar em escalar altas montanhas, as férias de verão inclinarão o montanha.bio.br a explorar um pouco mais de nosso continente. Retornando as origens do site, que de inicio tinha o intuito de divulgar material de estudo biológico, fechamos as malas e rumamos para Patagônia Argentina em busca dos lobos marinhos e pingüins nas terras do fim do mundo, Ushuaia.

Patagônia é uma região natural no extremo sul do continente americano que abarca a parte sul do Chile e da Argentina, incluindo os chamados Andes patagônios. A região é assim chamada pelo fato de que os nativos possuíam pés grandes( patagão=pé grande).

A região do extremo sul do continente americano, conhecida pelo locais como Região de Magalhães, compreende o sul da Argentina e o sul do Chile. A região mais meridional do continente é conhecida como Terra do Fogo (Tierra del Fuego). Nessa região está localizada a cidade mais austral do planeta, Ushuaia.


Ushuaia

Ushuaia é uma cidade da Argentina e capital da Província da Terra do Fogo. É conhecida como La ciudad más austral del mundo (A cidade mais austral do mundo) ou La ciudad del Fin del Mundo (A cidade do Fim do Mundo). De fato, apenas a muito pequena localidade chilena de Puerto Williams está mais a sul.

Ushuaia encontra-se nas coordenadas 54° 48' S 68° 19' W, sobre o limite setentrional do Canal de Beagle, localizada a sudoeste da Ilha Grande da Terra do Fogo, no departamento de Ushuaia do qual a cidade de Ushuaia é cabeceira.

O departamento possui uma superfície de 9 390 km² e tem, de acordo com o censo de 2001, 45.785 habitantes, o que lhe confere uma densidade demográfica de 4,9 hab/km². Este departamento possui um só município, o de Ushuaia, e possui também o porto de águas profundas mais próximo da Antártida.

O nome da cidade provém dos idiomas indígenas yámanas: ush (ao fundo) e wuaia (baía). O nome da cidade se pronuncia, geralmente, segundo as regras do castelhano, fazendo o "sh" ter som de "ç" (Uçuáia), o mesmo se aplica para o seu gentílico.

Terra do Fogo, Antártida e Ilhas do Atlântico Sul é o nome oficial de uma província da Patagônia argentina. Com uma extensão territorial de 21.263km² e população de 122.531 habitantes (estimativa 2007) tem como capital a cidade de Ushuaia.

Extensão - considera-se apenas o território incontestado da província que é formado por parte da Ilha Grande da Terra do Fogo e a Ilha dos Estados. Somando-se os territórios que a Argentina reclama no Atlântico Sul (Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e parte da Antártica) a extensão territorial da província atingiria 1.002.445 km².

Os primeiros desbravadores destas terras chegaram a pé ao que é hoje a Ilha Grande (ou Isla Grande, em espanhol), há mais de onze mil anos. Foram caçadores nômades que vieram do norte, dispostos a sobreviver com os recursos naturais de um espaço que ainda se mantinha conectado à Patagônia Continental. Tempos depois, chegou uma segunda onda de desbravadores nômades; estes últimos vieram navegando, de ilha em ilha, desde o arquipélago ocidental da Patagônia.

Milhares de anos fizeram com que as águas oceânicas causassem a erosão de uma parte considerável do continente. Violentos movimentos terrestres geraram essa divisão continental, formando uma grande ilha e um passo inter-oceânico.

O homem europeu só conheceria a Ilha Grande da Terra do Fogo e o Estreito de Magalhães bem mais tarde. Em meados de 1520 a expedição de Fernando Magalhães ao Sul da América do Sul rendeu as primeiras descrições da Terra do Fogo.

Durante a travessia, os navegantes espanhóis observaram fogo e fumo sobre a costa setentrional, e em virtude disso batizaram a ilha como Terra do Fogo (ou Tierra del Fuego, em espanhol). Com o tempo várias expedições européias permitiram um contato mais direto entre o homem branco e os aborígenes.

Uma missão de pastores anglicanos, dirigida por Thomas Bridges, instalou-se na zona do Canal de Beagle em 1869, formando o primeiro assentamento europeu no que compreende, atualmente, o território do departamento de Ushuaia.

A cidade foi fundada em 12 de outubro de 1884, sobre as costas do Canal de Beagle, e é rodeada pelos montes Martial e Olivia, pertencentes à cordilheira dos Andes, e pelos férteis e belos vales glaciais.

À medida que o homem branco avançava sobre o território, a vida dos indígenas ia sofrendo gravíssimas perturbações. De vários pontos da ilha, inclusive de Ushuaia, partiam bandos de mercenários contratados por fazendeiros, com o consentimento das autoridades, para exterminar a população aborígine. Já em 1930 quase toda a população aborígine havia desaparecido.

No início do século XX foi construído nas proximidades da então aldeia de Ushuaia o célebre Presídio de Ushuaia, que funcionou de 1902 a 1947. Posteriormente passou para as mãos da Marinha da Argentina e, após um longo tempo de abandono, foi transformado em um museu, o Museo del Fin del Mundo. O museu exibe, entre outras curiosidades, a linha de ferro mais austral do mundo, que conduzia os presos do Presídio de Ushuaia aos campos de trabalho situados no atual Parque Nacional Tierra del Fuego. Recentemente a linha de ferro foi reativada com propósitos turísticos, conectando o terminal, situado no parque nacional, com a Baía de Lapataia.

O clima de Ushuaia é frio, em virtude do que a vegetação da região é quase exclusivamente a tundra, com uma temperatura média anual de 5,7 º[Celsius] e uma pequena oscilação anual que vai de 1,5 ºC em julho a 9,4 ºC em janeiro.

O volume das precipitações na região gira em torno de 524 mm anuais e se divide equitativamente ao longo do ano.

Ushuaia encontra-se a 250 km sudoeste de Rio Grande, outra importante cidade da Terra do Fogo. Ambas as cidades estão unidas pela Rota 3 que termina na Baía de Lapataia.

Ushuaia conta com boa infra-estrutura hoteleira e gastronômica, onde são servidos pratos tradicionais da região como a centolla, a merluza-negra, os mariscos, os pescados e também o assado de ovelha da Patagônia.


O Estreito de Beagle

O Estreito de Beagle (ou Canal de Beagle) é um estreito separando as ilhas do arquipélago da Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul. Ele separa a Ilha Grande da Terra do Fogo de diversas pequenas ilhas ao sul. Sua parte oriental marca a fronteira entre o Chile e a Argentina, mas sua parte ocidental pertence ao Chile.

O estreito de Beagle tem aproximadamente 240 km de comprimento, e sua largura mínima é de cerca de 5 km. A oeste, comunica com o Oceano Pacífico pelo canal de Darwin.

Apesar de ele ser navegável por grandes navios, existem outras rotas marítimas mais seguras a sul (Passagem de Drake) e a norte (Estreito de Magalhães). Algumas pequenas ilhas perto da sua extremidade oriental foram objeto, durante muito tempo, de disputas territoriais entre o Chile e a Argentina. Segundo o tratado de 1985, elas pertencem desde então ao Chile (Lennox, Picton e Nueva)

As principais zonas habitadas nas margens do canal são Puerto Williams (Chile) e Ushuaia (Argentina).

O canal deve seu nome ao navio britânico HMS Beagle, que fez parte de duas missões hidrográficas nas costas meridionais da América do Sul no início do século XIX. Durante a primeira, sob o comando do australiano Philip Parker King, o capitão do Beagle, Pringle Stokes, suicidou-se e foi substituído pelo capitão Robert FitzRoy. A segunda, muitas vezes chamada de a Viagem do Beagle, é célebre porque o capitão FitzRoy levava a bordo Charles Darwin, proporcionando-lhe assim a oportunidade de destacar-se como naturalista amador.


Os pingüins

Os pingüins vivem na orla de uma praia de seixos coloridos, Estância Harberton, muito conhecida por se situar justamente em frente à ilha dos pinguins. Magallanico - Spheniscus magellanicus

Os machos chegam antes, em setembro, e preparam os ninhos. Então vêm as fêmeas que procuram o mesmo companheiro com que ficaram no outro ano. No serviço de cuidar da ninhada, macho e fêmea se revezam. Um choca, o outro pesca, e assim vão passando o verão. Na praia, se juntam em pequenos grupos e ficam ali, de pezinho, vendo a vida passar. Quando olham algo, inclinam a cabeça. Basta um entrar no mar para ativar o efeito dominó na turma, e logo estão todos metidos na água. Em abril vai todo mundo embora.

A “pinguinera”, como lhe chamam os locais, fica a 20 minutos da estância. Os barcos que saem de Ushuaia demoram uma hora e cobram cerca de 200 pesos para passar ao lado da ilha. São grandes, confortáveis e levam uma centena de turistas.

O bote que parte da estância leva 15 pessoas incluindo o piloto e o guia, é um barco semi-rígido, entrada livre para a chuva e para o vento, 70 pesos para ir até à ilha e ficar dentro do bote com o piloto, ou 150 para sair do barco com o guia e percorrer a ilha pelo meio dos pinguins.


Parque Nacional Terra do Fogo

Parque Nacional Terra do Fogo, criado em 1960, extende-se por 63.000 hectares e constitui a reserva fundamental do bosque subantártico argentino, sendo um verdadeiro paraíso austral. Sua função é preservar o ecossistema andino-patagônico e o bosque subantártico. Abriga uma variedade de flora e fauna, sendo a "lenga" a árvore mais abundante da região, podendo alcançar 30 m de altura e um tronco de 1,5 m de diâmetro, convivendo com "guindos", "nires", canela e outras.

Dentro da fauna do parque destaca-se o "cauquén", que constrói seus ninhos perto da água, alimenta-se de pasto e migra no inverno, o pica-pau, que é visto apenas em casais ou em pequenos grupos familiares, e as "bandurrias", chamativas por sua forma e cor. Os roedores são um dos atrativos mais visíveis, tanto os castores como os coelhos, praga da região já que foram importados e não são autóctonos. Dentro do percurso pelo parque podem-se ver a Bahía Ensenada, a cascata do rio Pipo, o mirante da Ilha Redonda, o Lago Roca, a lagoa Negra e finalmente a Bahía Lapataia.

Uma visão curiosa e desoladora é a dos diques que os castores constroem nos rios. Curiosa porque são obras de engenharia impressionantes, e desoladora porque matam as árvores próximas.

No passado ocorreu a idéia de trazer castores do Canadá para desenvolver a indústria de peles em Ushuaia. A idéia não vingou, mas o animal se adaptou perfeitamente. Hoje estima-se que existam 120.000 mil castores felizes e contentes nessa região onde não há predadores. Castores são praga por lá.

Ushuaia é um lugar de bosques e lagos. A Baía Ensenada dá para o canal de Beagle. As copas das árvores são totalmente inclinadas, vencidas pelo vento.

Olhar para o chão é uma surpresa de texturas de musgos, pedras, árvores secas. As rochas são verdes e prateadas, lascadas como massa folhada.

Apesar do seu isolamento nos confins do continente e por isso originada a partir de uma colônia penal instalada em 1882 pelo Presidente Roca, Ushuaia é uma cidade beira-mar, localizada em frente ao Canal de Beagle e ao sopé de montanhas cobertas de bosques.

Bem provida de recursos para o viajante, conta com acomodações, comércio, restaurantes, vida cultural e atrações de excelente qualidade, sendo ponto de parada obrigatório para grandes transatlânticos e embarcações que se dirigem à Antártida.

Uma boa caminhada pelo calçadão beira-mar e pelo centro da cidade, observando o movimento dos navios e as antigas casas construídas com madeira recoberta com chapas de zinco são atividades indispensáveis para quem visita a capital argentina da Terra do Fogo.


Força sempre e boa viagem!


Atila Barros


Fotos: Expedição Patagonia - 2008
Argentina - Ushuaia - Calafate - Fauna


Fonte: www.montanha.bio.br



EXPEDIÇÃO ATÉ USHUAIA

Expedição Troller 2008 vai até Ushuaia, na Argentina
22/01/08 - 16h06


Serão 9.043 quilômetros de estrada

A quinta Expedição Internacional Troller começou no último dia 16 de janeiro. Os participantes saíram de Curitiba, no Paraná, com destino a Ushuaia, no extremo sul da Argentina. Ao todo, são 17 participantes na viagem, alguns desde o início, e outros que foram se juntando ao grupo ao longo da expedição.

A viagem que terá 9.043 quilômetros de percurso tem previsão de chegar ao destino final no dia 29 de janeiro. A volta a Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, está programada para 6 de fevereiro.

Até o momento, os aventureiros enfrentaram muitos quilômetros de estrada, passando por diversas paisagens, entre as quais os pampas argentinos. Eles já chegaram na Patagônia.


Fonte: www.zone.com.br


Av. Plinio Brasil Milano, 805/501 - 90520-002 | Porto Alegre / RS

tel: (51) 2108-7170 | cel: (51) 9199-4477
fax: (51) 2108 7199
pointdaneve@pointdaneve.com.br

© Point da Neve - Grupo S7 Viagens.
Todos os direitos reservados. Proibida reprodução.